"Sim, teu amor era fútil... - Que importa se me iludia? Sem ele, entretanto, sou um inútil cada vez mais, noite e dia..."
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Mais de J. G. de Araújo Jorge
Ver todas"São muitos os momentos que gostaria de te-lo comigo. Mas só venha, quando sua vinda significar sua felicidade."
"Trovas De Ciúme "Dosado", o ciúme é tempero que à afeição da mais sabor... Mas, levado ao exagero, é o pior veneno do amor... Cão de guarda, ameaçador, a rosnar, furioso e cego eis afinal, meu amor, este ciúme que carrego... Do amor e da desconfiança infeliz casal sem lar, nasceu o ciúme, - essa criança tão difícil de educar... Perigoso, onipotente, verdadeiro ditador... o ciúme é um cego, doente, ou um doente, cego de amor? Eis como o ciúme defino: mal que faz mal sem alarde corte de alma, muito fino, que não se vê... mas como arde! O ciúme, desajustado, por louco amor concebido, era uma amante, (coitado) a padecer... de marido!""
"A qualquer de nós é dado ser baiano, bem ou mal, pois a Bahia é um estado de espírito, nacional ! Só por milagre eu poria numa quadrinha somente a beleza da Bahia sua terra e sua gente. Tem tal encanto a Bahia, tais magias ela tem, que quem a conhece um dia fica baiano também. Bahia de hoje, como ontem, santeira e crente até o fim: - do Senhor dos Navegantes do Senhor do Bonfim. Bahia dos tabuleiros das baianas, das babás, das velhas Sés, dos mosteiros, dos telhados coloniais. Bahia de mil petiscos: caruru e mungunzá, caju, cachaça, mariscos, acarajé, vatapá. Dos quitutes e quindins, das festas e foguetões, dos santos e querubins levados nas procissões. Bahia sempre gostosa, mais doce que velho vinho, que ainda resiste, famosa, no Largo do Pelourinho. Bahia de D. João do Visconde de Cairu: - moleques de pé no chão escravos de peito nu. Do Brasil engatinhando, subindo pelas ladeiras, dos sobradões modorrando sobre a algazarra das feiras. Das cadeiras de arruar, das carruagens, dos nobres, dos ouros em cada altar, das pratarias, dos cobres. Bahia da liberdade, de Castro Alves, seu condor, onde a palavra saudade é negra! - tem outra cor! Bahia da inteligência, de suas glórias ciosa: da cultura, da eloqüência, Bahia de Ruy Barbosa. Bahia da independência, contra a opressão e o esbulho, da revolta da violência, Bahia do 2 de julho ! Com o leite branco das pretas tornaste a pátria viril, e hoje flui das tuas tetas o "ouro negro" do Brasil. Bahia, velha Bahia... Bahia nova também: patrimônio de poesia que a pátria guarda tão bem. Bahia dos meus amores, de trovadores aos mil, de violeiros, cantadores: "romanceiro" do Brasil! A trova ja nasce feita, e rima até com poesia se a Bahia é a Musa eleita, se a inspiração é a Bahia! Bahia dos doces ventos que sopram velas no mar, dos coqueirais sonolentos de curvas palmas pelo ar Qualquer coisa da Bahia todo brasileiro tem, se até o Brasil, certo dia, nasceu baiano também! "A Bahia é a boa terra", repito nos versos meus. e a voz do povo não erra - sua voz é a voz de Deus! Ladeiras, praias, coqueiros, igrejas, lendas, poesia, - Cais do Mercado: saveiros . . . - Natal da Pátria: Bahia!"
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