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"Quando as palavras são feitas de puro silêncio, quando o som lá fora se torna inaudível. Quando os outros não importam, a luz apaga, a cortina fecha, o perfume exala. Quando o toque do celular não chama atenção, o vento não traz mais o frio, a chuva não afasta mais pra baixo do telhado. Quando a perna treme, o ar falta, o calor emana, o corpo pede e a boca avança. Aí... Aí a gente beija. kety"

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"Pior que a tristeza de um nunca, ou a incerteza de um talvez, é a agonia de um quase. Com o nunca a gente lida, fica ligado que é melhor nem pensar mais no assunto. Entende que é melhor procurar por outra coisa, outro alguém, outra cidade. Com o talvez, a gente convive. Dá-se um jeitinho sempre, afinal, por traz de um talvez sempre tem um não e um sim, ainda resta uma luz no fim do túnel, resta algo ou alguém a quem se prender. Mas o quase, apenas o quase é complicado, é doído. Com o quase, a gente vê nossos sonhos indo embora, a esperança acaba, a luz se apaga, falta energia na hora do mocinho finalmente ficar com a mocinha. Um quase, na vida de qualquer pessoa, é de se desanimar. A gente sempre se sente incapaz, incompleto, inseguro, insatisfeito. Um quase não traz vitórias, não deixa o nome gravado na história, ou você já viu uma rua com nome do segundo colocado para presidente?É constante ouvirmos pessoas dizerem que quase chegaram lá, mas assim, foi por pouco sabe? Mas então eu pergunto: teve resultado, o seu quase fez diferença, ou alguém conseguiu fazer mais que você? Óbvio, não conseguimos ser 100% em nossa vida o tempo todo, nós somos humanos, somos seres errantes, aprendizes, o quase faz parte sim da nossa vida. Mas não se nega que ele é doido. Quase passei no vestibular, quase ganhei na mega-sena, quase cheguei na hora certa, quase consegui aquela garota, quase que tive coragem para convidá-lo para sair... Quase, quase, quase... De quantas falsas esperanças e quase’s é feita nossa vida? Vou dizer-lhes uma coisa. Uma vez, quase consegui ter alguém especial perto de mim. Sabe, estava tudo muito certo, muito bem, bem demais. A gente se completava, ele era o que eu queria, eu via nele alguém interessante, inteligente e bonito, carinhoso e com uma energia contagiante. O que ele via em mim? Boa pergunta, eu quase cheguei a descobrir sabe? Não deu tempo. Eu quase o tive, mas não achei coragem suficiente pra dizer que era isso que eu queria. Eu quase contei a ele sobre o medo que eu tinha de sua partida, mas não o fiz. Eu deixei que ele saísse da minha vida, o deixei sair por aquela porta sem nem ao menos tentar impedi-lo, tentar dizer como seria bom se ele ficasse. Eu quase tive amor, um companheiro, um amigo. Disse bem, quase. É nessas horas que eu preferiria um nunca. Nunca mais vamos nos ver, nunca mais vou fazer isso, nunca mais vamos passar por uma despedida. Ou quem sabe um talvez, talvez ele volte, talvez ele ligue, mande um e-mail, talvez apareça numa terça feira pra dizer que não vai embora. Mas esse quase, esse quase é terrível. Dá uma sensação de incapacidade, de falta de coragem, de falta de competência. Um quase na vida de alguém é como uma tempestade negra que chega aos poucos, que não te deixa sair de casa por medo de pegar chuva. Um quase é o tipo de lembrança que você carrega consigo pro resto da vida, mas que não faz diferença alguma na vida da outra pessoa, afinal, foi apenas quase. Kety (21/04/08)"

"Sou o que sou, e ninguém vai mudar isso. Posso não ser sempre a mesma, mas serei sempre eu mesma. O que eu acho certo, eu digo e defendo, e reprimo o que acho errado. Meu amor eu ofereço pra quem merecer, e minha alegria divido com quem me faz bem. Meus amigos, minha família, meus amores, eu defendo com dentes arreganhados, e ai de quem se intrometer nisso. Minhas decisões eu tomo por impulso, tomo por sabedoria, ou às vezes não tomo decisão nenhuma, como vier a calhar, eu faço. Se vier a calhar. Guardo dentro de mim uma menina brincalhona, meiga e com sonhos a realizar, mas minha carapaça é forte, resistente a quedas e com um senso de se reerguer que só eu mesma consigo ter. Do passado eu trago aprendizados, do presente, eu faço valer a pena, e do futuro, bom, do futuro eu carrego a esperança e a vontade de viver. Porque a melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo!"

"A fé da ciência Voltaire disse que, se não houvesse um Deus, ele haveria de ser inventado. É verdade. As pessoas necessitam acreditar que existe algo maior acima delas, um ser superior, uma força indescritível, algo, ou alguém, que faça com que o mundo gire. É essa força, ao qual chamamos de Deus, que nos move, que nos dá forças para irmos adiante, que faz com que tenhamos esperança em dias melhores, é a este Deus, independente de religião ou credo, que atribuímos nossa fé. É a este mesmo Deus que recorremos quando precisamos de forças, quando o que necessitamos, vai além de qualquer compreensão humana, ou explicação científica que possa constar em livros. É a fé em uma força maior, que faz com que a cada dia que passa, o homem busque novos horizontes, tenha sede de conhecimento, tente descobrir coisas novas que ajudem a melhorar nossa vida. E por que não, é a fé que move a ciência. Se não houvesse a fé, pra que buscaríamos descobrir coisas novas? De que adiantaria tantos esforços? A falsa ciência cria os ateus, a verdadeira, faz o homem prostrar-se diante da divindade. A ciência pode sim explicar muitas coisas que acontecem por aqui, mas ainda assim, há falhas nessas explicações, há simplesmente indagações sem respostas, espaços não preenchidos. E é nessa hora, que evocamos a um Deus que preencha estes vazios, vazios que nenhum físico ou químico é capaz de preencher. A fé em Deus mora no limite aonde chega a ciência. Ciência que faz com que procuremos sim saber como tudo acontece, de que é feito nosso mundo, como viemos até aqui, para onde vamos. E quando nos cansamos de procurar por estas respostas na ciência, é novamente a Deus que recorremos. Porque o que realmente conta nessa vida é a certeza de um Deus, que, apesar da cegueira humana, é o sol de justiça e de vida, para sempre. A fé é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a fé abrange o mundo inteiro. Porém, como disse Albert Einstein, a ciência sem a religião é aleijada, a religião sem a ciência é cega. E é assim que se faz a vida. Precisamos da ciência para que possamos viver e da fé para que nos impulsione a continuar vivendo. Se é a ciência que explica como gira o mundo, é a fé que faz com que este giro valha a pena. Kathlen Heloise Pfiffer"

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