"Voltei pra casa com a saia do avesso. Pequenos sinais, evidências; Esqueço sempre em algum lugar Minha prudência. Bom comportamento nunca foi meu ponto forte. Minhas contradições se digladiam, Sobrevivo de um instinto que me empurra Para lugares onde moças não iriam... Sou tantas, e a cada dia uma. Quero da vida todas e mais algumas, Ir fundo em todas essas personagens. Gosto de descobrir todas as pessoas das pessoas, E sobretudo gosto das pessoas E é a elas que dedico essa viagem."
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Ver todas"ANÍMICO Nossa história está escrita dentro de cada célula só não sabemos lê-la ainda dentro de nós existe a resposta que buscamos só que não a procuramos bem o nosso lado mais sábio ainda se esconde da gente e vamos nascer novamente até saber"
""SUPERMENCADO" Ainda ficou um pouco de teu cabelo no travesseiro de teu corpo no meu corpo de teu cheiro um pouco da tua colônia em alguns vestidos meus ficou no meu cotidiano um gosto bobo de adeus. Ficou um resto de shampoo no teu frasco no banheiro de tudo ficou um pouco de teu jeito, de teu cheiro. Ficaram umas coisas tuas espalhadas pelo quarto. Ficou teu riso marcado na moldura no retrato. Em tudo ficou um pouco. Ficou nosso jogo de damas (eu branco, você preto) intacto no sofá-cama. Alguns discos teus, alguns livros na parede atrás da porta a gravura de Dalí e tua natureza morta. Um pouco de teu silêncio se espalhou pela casa tua xícara de porcelana verde e branca, sem a asa. De você ficou um pouco do trem daquela viagem do nosso jantar chinês da nossa camaradagem. Ainda ficou tua letra em alguns papéis amassados. Em tudo ficou um pouco na rua, no supermencado. Ficou um pouco de você no mar, no rio, na serra na estrada da casa de campo na pedra, no gato, na terra. Ficou um pouco do teu rosto no rosto dos meus amigos ficaram palavras tuas em tudo aquilo que digo. Eu fiquei com o teu jeito de querer falar primeiro teu corpo no meu corpo cabelo no travesseiro."
"Cio Quero dormir com você ou pelo menos Te dar um beijo na boca O meu amor não tem pudor, nem acanhamento Não tem paciência, não agüenta mais A urgência do desejo E eu te olho, te olho, te olho Como se dissesse. Penso, ele há de perceber, me encosto um pouco Espero um gesto, um sinal, uma atitude Que eu possa interpretar como uma resposta, Uma indicação, Mas você é um homem sério e continua Se escondendo atrás dessas teorias E nem te brilha no olho uma faísca de tentação. Aí que aflição Pensar no que eu faria Se pudesse. Desejo que não acontece Fica parado no peito Aí vira obsessão."
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