"Marcas... Pausa, ausência, silenciosa presença... Como denominar esse vazio impresso nas páginas insossas - outrora - vividas? Pensando bem... Que peso tem isso agora, se as marcas diluídas nos retalhos do tempo que passa não passam jamais? Ah, são tantas... Indeléveis e silenciosas, pontuando momentos tão meus - retalhos nos quais eu evoluí sob a égide do teu intermitente s i l ê n c i o."
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Mais de Maria Aparecida giacomini Dóro
Ver todas"Vida trivial Num relâmpago existencial, a trajetória de uma vida trivial Amou? Não! Não teve tempo Iluminou? Não! Não teve tempo Então, que marcas deixou? Bolhas de sabão ao sabor do vento... Num relâmpago existencial, o adeus de uma vida trivial Viveu? Não! Não teve tempo Então? Existiu, apenas existiu..."
"Solidão, em tuas deixas sentimentos se confundem... Liberdade ou abandono? Saber-me só da aurora ao crepúsculo é inevitável sentença, então... Aceito-te como preço da minha liberdade!"
"Se eu soubesse... Rafaella, minha doce menina, Não tenhas medo! Eu sou você no futuro Vim te contar Um segredo Antes, porém, me acompanhe Ao dezembro da vida, Pois lá recordarás Página por página vivida Chegamos! Rafaella, minha doce menina, Não tenhas medo! Vou te contar o segredo Lembra-te do dia em que nasceste? Do ciúme provocado Do colinho disputado Com a maninha Raianna Lembra-te dos teus cinco anos? Ciúmes, beicinhos e lágrimas... Que desapareçam as rivais! Eras a namoradinha do papai Lembra-te dos teus dez anos? Com as amiguinhas, exigente E as histórias contadas Pra mamãe confidente Lembra-te dos teus treze anos? Das bonecas esquecidas Dos medos e dúvidas Das paixões escondidas Lembra-te dos teus quinze anos? Da liberdade almejada Das dores, amores e sonhos... Da responsabilidade cobrada Lembra-te dos teus vinte anos? Dos trinta? Dos quarenta? Dos cinquenta? Dos sessenta? E tantos outros mais... Rafaella, minha doce menina, Não tenhas medo! Não tenhas medo da vida Dos anos que passam, Das lembranças que ficam Pois cada página construída É deveras importante Se intensamente vivida"
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