"Olho o céu e ao longe vejo uma pequena nuvem distanciar-se tomando a forma de um cavalo alado. Desvio o meu olhar para um ponto remoto e sinto uma lagrima gélida percorrer a minha face ao repousar os olhos nas minhas recordações de infância. Instantaneamente, de súbito, sou desperto do meu devaneio por uma cena habitual: pobres desta cidade que pela manha vêm aqui repousar na relva de frente para o Tejo, perdidos entre o espaço e tempo, onde suas memórias são sempre desordenadas. Sinto profundamente que entre mim e eles não existe nada que nos diferencie. Fato que me leva a indagar se também sou um deles ou apenas um moribundo em busca de uma essência que lhe traga o verdadeiro sentido de ser e existir."
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Ver todas"Arquivo o dia como se ele fosse parte do passado, para depois fazer surgir outro sem que ele tenha terminado e anulado alguma vez os meus sonhos."
"Referente a globalização e arte global. Das duas, uma... O despertamos ou nos consumimos a nós mesmos: ficando deste modo na linha da frente por nome: extinção."
"Eu sou a voz emancipada dos recusados o peregrino que se esconde Quando o dia se revela e a noite vem."
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