"A generalização foi a pior burrice do homem, porque enquanto os débeis seres humanos acham que estão desvalorizando ao outro,não percebem que acabam generalizando a si mesmos."
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Ver todas""Perdi o meu incentivo de acordar todos os dias E não ter minha dose diária de alegria. É isso que aconteceu. Fiquei viciada na alegria, e cada vez quero mais, e enlouqueço se viver sem. Preciso desesperadamente dessa substância dominando e queimando..em minhas veias. Porém,infelizmente essa alegria só é liberada por uma pequena e significativa coisa: amor. Sim, o amor é uma droga, literalmente. Não existe essa coisa de ter uma vida antes ou depois dele. Só há o durante, e nada mais. Você descarta a possibilidade de ter tido um começo, e adepta-se ao impossível fim. Porque não tem pé, e muito menos cabeça. E como a cocaína, você se torna dependente desta droga. Quando faz uso dela, a felicidade é tão delirante que até se esquece dos problemas que virão com a ausência desta. Além dos problemas que virão com a ausência dele! Sim, dele. O pródigo amor. E basta apenas uma dose. Segundos ou menos. E você já esquece que teve, que tem uma vida, e vive por. Chora por. Enlouquece por. Morre por. E não há outra volta. A não ser que combata-se com outra droga, o que o leva direta e imediatamente para reiniciar todo este labirinto, mais uma vez. Tornei-se escrava do meu próprio prol. E é desta forma que eu estou. Sem poder recorrer a droga, sem poder manifestar um desejo por ela, por causa de um vírus chamado orgulho. E permaneço dessa maneira, em uma suplícia abstinência. Enfim, o ser humano não é feito somente de carne, mas também de sonhos..e desesperos.""
"'Nunca diga nunca, pois, já estamos realizando o impossível quando continuamos a viver.'"
"Ilícito sabor. "Desci aquele veículo que me conduzia a incoerência. Senti o ar, frio e suave, bagunçando meus cabelos. E sua ação varreu qualquer culpa que pudesse estar contida em meu ser. Era apenas alguns segundos, até menos.. Mas que valiam pela eternidade. E então veio o alastrante gosto de liberdade. E esta me dominou. Em uma dança de passos apressados, meus pés foram me guiando até meu ápice de alívio. Um desafogo no meio de tanto desespero. Fitei aquele abismo de cores e formas, Intercalando-se com a fragância da irracionalidade. Poderia mergulhar naquele deslumbrante e sedutor panorama. Havia troncos de pedra e flores de janela. Formava uma mata postiça, E essa vegetação aspirava assíduadamente o ar azul, sugava o viço da exuberância das cores. De um cenário de papel. Aos poucos, o primeiro sorriso do dia ia sendo deflorado. O primeiro e único. Porque essa selva tem fome. E quem vive nel,naturalmente,também. Mas a caminhada continua, O coração continua a pulsar. Minha pretenção já estava consumada, E mesmo que, Meu cárater já não era virgem. O som da proibição atacava meus ouvidos. Investia violentamente. E quem disse que esse som me feria? Seria mais certo dizer: Foi como música para meus ouvidos. Ah! E como podia ouvir a orquestra inteira. Caminhei. E a cada passo que dava, brotavam flores.. Dentro de mim. O cenário ia semeando vida em meu selvagem espírito. Indomável por essa sociedade organizadamente primitiva. Caminhei até não aguentar mais. Meus pés estavam impregnados de desobediência. Naquele momento, não era eu, quem controlava a natureza. Parei. Aquele perfume de fantasia não poderia ter outro sabor..""
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