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"Ao atravessar este período de tristeza, lembrem-se das coisas nas quais vocês devem exultar!. Isso é algo que todos devemos fazer. O problema é que, quando essas provações nos sobrevêm, nossa tendência é ver somente as provações, nada mais senão nuvens. Em períodos assim, devemos nos lembrar do terceiro versículo deste capítulo. Quando não podemos ver coisa alguma, devemos abrir as Escrituras e começara ler isto. Ainda que não vejam nada senão trevas no momento, devem lembrar-se disso, e dizer: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" — isso sabemos que é sempre verdade; "que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados pelo poder de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo". Devemos nos lembrar disso, e dizer: "Sim, estas coisas estão acontecendo, estas provações estão me acometendo de todo lado. Estão vindo de todas as direções, mas não vou me abater debaixo delas, nem me lamentar. Não; em vez disso, direi — eu sei que Deus é bom, sei que Cristo morreu por mim, sei que pertenço a Deus, sei que minha herança está no céu; não posso vê-la, mas sei que está lá; sei que Deus a está guardando, e ninguém jamais a tirará de Suas poderosas mãos". Digam isso a si mesmos. Lembrem-se das coisas em que vocês se regozijam —• ainda que agora, por um pouco, se necessário, vocês estejam enfrentando várias tentações."

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"O apóstolo mostra como tendemos a cair nesse estado de ansiedade mórbida, e deixa claro que é tudo devido à atividade do coração e da mente — "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus". Ou, como diz a Edição Revista e Atualizada: "Guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus". O problema está na mente e no coração; são eles que tendem a produzir esse estado de ansiedade, de preocupação e solicitude mórbida. Esta, como eu já disse, é uma porção profunda de psicologia, e estou enfatizando isso porque mais adiante vamos ver como é importante compreender a explicação psicológica do apóstolo a respeito desta condição, para aplicar a nós mesmos a solução que ele oferece. O que Paulo está dizendo, em outras palavras é que podemos controlar muitas coisas em nossa vida, e muitas das circunstâncias ao nosso redor, mas não podemos controlar nosso coração e nossa mente. "Este estado de ansiedade", Paulo diz, "é algo que de certa forma está fora do controle; acontece apesar de nós mesmos". Como isso é verdadeiro na experiência! Procurem lembrar uma ocasião em que vocês estiveram nessa condição de ansiedade. Lembrem-se como não podia ser controlada? Vocês ficaram acordados, e teriam dado tudo para poder dormir.. Mas suas mentes não os deixaram dormir, seus corações não os deixaram dormir. O coração e a mente estão fora de controle. Daríamos tudo para conseguir com que o coração e a mente parassem de pensar, ponderar e girar em torno de um assunto, mantendo-nos acordados. Temos aqui uma profunda verdade psicológica, e o apóstolo não hesita em usá-la. Aqui mais uma vez nos deparamos com o maravilhoso realismo das Escrituras, sua absoluta honestidade, seu reconhecimento do homem como ele é. O apóstolo nos diz que desta maneira o coração e a mente, ou, se preferirmos, as profundezas do nosso ser, tendem a produzir esse estado de ansiedade. Aqui o "coração" não significa apenas a sede das emoções; significa a parte central da nossa personalidade. A "mente" pode ser traduzida, se preferirmos, pelo termo "pensamento". Todos experimentamos esta condição, e sabemos exatamente do que o apóstolo está falando. O coração tem sentimentos e emoções. Se uma pessoa querida adoece, como o coração começa atrabalhar! Nossa preocupação, o próprio amor que sentimos pela pessoa, é a causa da nossa ansiedade. Se não sentíssemos nada pela pessoa, não ficaríamos ansiosos. Vemos aqui como o coração e as afeições nos influenciam. Não só isso, mas também a imaginação! Que causa prolífica de ansiedade é a imaginação! Somos confrontados por uma situação mas se fosse apenas isso, provavelmente nos deitaríamos e dormiríamos sem problemas. Mas a imaginação começa a funcionar, e começamos a pensar: "E se tal coisa acontecer? Tudo está razoavelmente sob controle hoje, mas e se amanhã de manhã a febre subir, ou se esse problema causar outra condição?" E ficamos pensando nisso por horas, agitados por essas imaginações. E assim, nossos corações nos mantém acordados. Ou então, não tanto no setor da imaginação, mas no setor da mente e do pensamento em si, começamos a considerar possibilidades e imaginar situações e tratar delas e analisá-las, pensando: "Se tal coisa acontecer, precisaremos tomar estas providências, ou teremos de fazer isto ou aquilo". Vejam como funciona. O coração e a mente estão no controle. Somos vítimas dos pensamentos; nesta condição de ansiedade, somos as vítimas; são o coração e' a mente, esses poderes dentro de nós que estão fora do nosso controle, que exercem senhorio, tirania mesmo, sobre nós. O apóstolo diz que isso é algo que precisamos evitar a todo custo. Não preciso me deter muito na razão para isso. Creio que todos temos conhecimento dela por experiência. Neste estado de ansiedade, passamos o tempo todo raciocinando e argumentando e correndo atrás de imaginações. E somos inúteis quando estamos nessa condição! Não queremos falar com outras pessoas. Podemos dar a impressão de estar ouvindo o que dizem numa conversa, mas nossa mente está debatendo todas essas possibilidades; e assim, nosso testemunho é ineficaz; não somos de nenhuma valia para os outros, e acima de tudo perdemos nossa alegria no Senhor. Todavia, passemos para o segundo princípio. O que precisamos fazer para evitar esse tumulto interior? O que o apóstolo nos ensina aqui? É aqui que passamos para o que é peculiar e especificamente cristão. Se eu não fizer outra coisa, eu espero poder mostrar a diferença eterna entre a forma cristã de tratar da ansiedade, e o método psicológico de tratar dela. Alguns amigos meus acham que sou um pouco crítico, em relação à psicologia, mas quero defender meu ponto de vista. Creio que a psicologia é um dos perigos mais sutis em conexão com a fé cristã. Às vezes as pessoas pensam que estão sendo sustentadas pela fé cristã, quando na verdade o que está em operação é um mero mecanismo psicológico; e esse mecanismo falha quando uma crise real se apresenta. Não pregamos psicologia — pregamos a fé cristã."

"Você gostaria de se livrar dessa depressão espiritual? A primeira coisa que precisa fazer é dizer adeus de uma vez por todas ao seu passado. Compreenda que ele foi coberto e apagado em Cristo. Nunca mais olhe para trás para os seus pecados. Diga: "Está consumado! Eles foram cobertos pelo sangue de Cristo". Esse é o primeiro passo. Tome-o, e acabe com toda essa conversa sobre "ser bom", e olhe para o Senhor Jesus Cristo. Somente então é que verdadeira felicidade e alegria poderão ser suas! Você não precisa decidir viver uma vida melhor, ou começar a jejuar, se esforçar e orar. Não! Diga apenas: Descanso a minha fé nAquele Que morreu para expiar minhas transgressões. Dê o primeiro passo, e descobrirá que imediatamente vai começar a experimentar uma alegria e uma liberdade que nunca conheceu antes em sua vida. "Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei". Bendito seja o nome de Deus por uma salvação tão maravilhosa para pecadores desesperados."

"Há muitos que dizem crer em Cristo, mas então deduzem que, se alguém crê em Cristo está seguro, e não importa o que ele faz. Entretanto, esse é o terrível erro do antinomianismo. O Novo Testamento ensina a importância das obras quando declara que a "fé sem obras é morta". Deixar qualquer um destes aspectos de lado, é não corresponder à mensagem apostólica."

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