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"Chore, grite, ame. Diga que valeu, que doeu, que daqui pra frente só vai melhorar. Perdoe, insista, ame novamente. Não leve a vida tão a sério. Descomplique. Quebre regras, perdoe rápido beije lentamente. Ame de verdade, ria descontroladamente e nunca lamente nada que tenha feito você sorrir..."

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"Eu ainda te odeio. E isso só me faz pensar no quanto um sentimento é capaz de resistir. Eu ainda te odiar significa que nem por um dia eu deixei de pensar. Que o mais intenso dos meus sentimentos foi voltado a isso. Eu te odiei do momento em que sumistes daqui, até a hora em que voltasses a me procurar. E eu te odiei por me fazer sentir tanta a tua ausência. Eu odeio o modo irritante de como tiras o meu sono. O modo como me traz instabilidade em dias de calmaria. E eu odiei te perdoar, por uma, duas e até três vezes. Odiei não conseguir rasgar tuas fotos, apagar os teus recados na secretária. Odiei ainda mais precisar encarar a vida sem ti, dar passos cegos e até procurar outros caras. Odeio ficar comparando pessoas a você e saber mesmo assim que ninguém fará comigo o que tu ainda fazes. Odeio ver o relógio parado durante tempos em que nos afastamos. Ter provas reais de que o destino vive a brincar conosco. Ainda te odeio tanto. E te odeio porque sei que não percebes que te odiar é o mais visível traço de que ainda te tenho em mim. De forma íntima e inabalável. Eu te odeio por nunca ter conseguido te afogar das minhas memórias feitas minuciosamente pelos teus toques e trejeitos. Odeio o fato de só tu não entenderes e, mesmo assim, a forma automática chego até ti em busca de respostas. Odeio te conhecer tão bem e saber que pra ti as coisas não são assim. Eu odeio ver os meus desejos sendo sufocados por prevenção, envoltos em dúvidas. Eu te odeio, por levar um segundo para entrar e eternidade para sair da minha vida. Eu odeio que seja você o dono da aquarela. Eu odeio o jeito que me envolves. Eu odeio te ver como solução. Eu odeio o atraso que me causas e a rapidez com que me esqueces. Eu odeio ter tanta certeza de que ainda te amo."

"Não existe nada tão comovente - nem mesmo atos de amor ou ódio - como a descoberta de que não se está sozinho."

"Ainda bem, meu anjo, que você me deixa chorar. Eu sou forte, mas tenho tanto medo do dia em que eu não me aguentar em meus próprios pés. Eu sou rápida em questão de fugir deste destino rígido e tenebroso. Ainda bem, meu querido, que você não fecha os olhos para minhas feridas, porque quer queira ou não, elas estão aqui - pulsando, flamejando, martelando em minha carne fina que se desmancha aos poucos. Todas as vozes acham bobagem, que tolice, que tolice, menina, pensar assim em tristezas profundas, pensar assim em finais tão bruscos. Eu me sustento. Ah, amor, queria ficar eterna em seu abraço. Se a morte fosse assim, quente, aconchegante, jovem com alma idosa, eu seria feliz. Se sua promessa fosse possível, eu seria borboleta e não teria medo de mostrar voo em apenas um dia, depois cairia com as asas flácidas. Mas o escuto, meu bem, presto atenção em cada palavra que sai dessa boca bonita e confiante, e você está certo. Eu sou dançarina, mesmo em duas faces, em dois cubículos tão opostos - dançarina gótica e dançarina rosa. Seus olhos que pousam tão penosos em meu choro me reconfortam, são uma chamada de compreensão a qual eu nunca tive. Não houve falhas, só reconhecimentos. Também não haverá futuros, só hojes. O agora se repetindo dia após dia, porque tem uma letra de música que eu não lembro, mas que dizia que o amanhã não existe mesmo. Então, anjo, eu durmo, você me aperta em seu peito, sinto seu coração tão vivo, e tão leve, e tão inteiro, e tão amado, descanso sorrindo. Assim, com aquele sorriso que você mais gosta, puro, essência."

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