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"TENHO MEDO Tenho medo de me machucar por isso, não me atrevo a arriscar. Tenho medo de me envolver por isso, não me atrevo a te ter. Tenho medo de me iludir por isso, nem tento te conseguir. Tenho medo de me expor por isso, vivo sufocando o amor. Tenho medo de me apaixonar por isso, estou sempre a chorar. Tenho medo de querer por isso, nem quero mais te ver. Tenho medo de me abrir por isso, estou a ponto de explodir. Tenho medo de falar por isso, não consigo te escutar. Tenho medo de poder por isso, vivo a me esconder. Tenho medo de pedir por isso, estou sempre a fugir. Tenho medo de errar por isso, nem chego a lutar. Tenho medo de sofrer por isso, chego a te ofender. Tenho medo de sentir por isso, estou sempre a resistir. Tenho medo de mudar por isso, eu não posso confiar. Tenho medo de morrer por isso, não consigo ter você. Tenho medo de confundir por isso, eu não posso permitir. Tenho medo de decepcionar por isso, não consigo te agradar. Tenho medo de me encontrar por isso, não vou te procurar. Tenho medo de precisar por isso, eu não vou me entregar. Tenho medo de perder por isso, não consigo combater. Tenho medo de terminar por isso, nem chego a começar. Tenho medo de me apegar por isso, eu não posso te lembrar. Tenho medo de amar por isso, eu não posso nem sonhar. Tenho medo de vencer por isso, me contento em viver."

"TÉDIO Já notei que você me engana quando diz que me ama quando diz que quer mais. Fico com raiva da vida tendo aberto a ferida tendo negado a paz. E quando penso que acabou que me curei da doença que a solidão triunfou... Você me dar a entender que ainda quer me querer que o sonho não terminou. E como não sou esperta deixo a ferida aberta e me machuco ainda mais. Porém eu sei que o remédio é continuar nesse tédio que essa vida me traz."

"Deduções Deduzir nem sempre é interpretar a verdade dos fatos. É um pré-julgamento de certezas alheias. É criar um mundo de ilusões baseado na própria maneira de enxergar a vida. Deduzir, é curiosidade aguçada, é tentar desvendar o sagrado de cada um. É definir o abstrato, autenticar o irreconhecível, camuflar o fidedigno. Já não bastam as deduções que temos de enfrentar durante nossa caminhada! Deduções de caráter, de estilo, pensamentos, comportamentos, sentimentos. Saem por aí subtraindo nossa personalidade, nossa estética, descontam por conta própria palavras e atitudes de um vasto conjunto de ideias. Sub-traem, exatamente, traem por baixo. É sujo. Julgam o que vêem no exterior do corpo, da pele. Visam carcaças feito matadouro. Quem olha do lado de fora não identifica as verdadeiras razões e intenções. Mensuram inexatidões, descartam probidades, anulam qualidades. Só aceito e concordo com os descontos comerciais, em notas fiscais, mesmo assim discriminados os percentuais. Agora, reduzir-me feito número decrescente? Não preciso de aproximações feito dízima periódica, sei o que quero dizer quando escrevo exatamente."

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