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"As palavras que te ouvi dizer, no escuro Ecoaram pelo meu pescoço, sufocando os meus pulmões Quando as lágrimas já não eram simples gotas e gotas, Os pequenos fios dos meus cabelos sonharam Pela última vez (vi-te). A cor que respiravas naquele momento Metamorfoseou-se na cor da minha pele, afligindo… Vestias a sorte, em simples pedaços de pano preto ou verde Nas escadas onde eu esperava a sede, tu bebias do meu amor. Os meus olhos renderam-se (pela última vez). Odeio-me por não saber de cor a tua voz, Mas por sentir os teus passos consigo fingir que me odeio Pregando monstros, despedaçando quimeras azuis ou verdes Amo-te mil vezes sem mil, enquanto os dias entristecem as calçadas Molhadas pela chuva do temporal que a minha razão criou. Já nada pode acompanhar a rota deste ébrio navio Onde nado sufocadamente a teus pés (banhados pelo perdão). Tristes sonhos, amargas mágoas, miseráveis e ridículos dias Preenchem o meu calendário, ansioso pelos teus olhos. Amor (pela única vez) senti."

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