"Quase sem querer Tenho andado distraído Impaciente e indeciso E ainda estou confuso Só que agora é diferente Estou tão tranqüilo E tão contente... Quantas chances desperdicei Quando o que eu mais queria Era provar pra todo o mundo Que eu não precisava Provar nada pra ninguém Me fiz em mil pedaços Pra você juntar E queria sempre achar Explicação pro que eu sentia Como um anjo caído Fiz questão de esquecer Que mentir pra si mesmo É sempre a pior mentira Mas não sou mais Tão criança, oh! oh! A ponto de saber tudo... Já não me preocupo Se eu não sei por que Às vezes o que eu vejo Quase ninguém vê E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu vejo O mesmo que você... Tão correto e tão bonito O infinito é realmente Um dos deuses mais lindos Sei que às vezes uso Palavras repetidas Mas quais são as palavras Que nunca são ditas? Me disseram que você Estava chorando E foi então que eu percebi Como lhe quero tanto... Já não me preocupo Se eu não sei por que Às vezes o que eu vejo Quase ninguém vê E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu quero O mesmo que você..."
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Ver todas"É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã!"
"São tudo pequenas coisas e tudo deve passar."
"Casa Velha em Ruínas Da distância que estávamos, só era possível distinguir entre o verde pedaços soltos de telhas já amarelas que pareciam flutuar sobre a vegetação que cercara a casa. Com dificuldade tentamos nos aproximar mais alguns metros, mas as plantas daninhas que ali moravam pareciam ter vida própria e uma vontade de aprisionar com seus galhos e folhas tudo que se aproximasse delas. Tentamos a foice. E a luta foi lenta e árdua, o verde resistindo aos golpes que cortavem sua vida, mas conseguimos. Não havia mais porta: apenas uma placa de madeira inclinada na parede onde estava telhado o nome daquele engenho. Quase não havia parede, só tijolos que ainda sobreviviam mas que, como o resto, cedo virariam pó. A escuridão nos impedia de continuar. Tivemos de quebar as telhas que ainda estavam penduradas no alto, para que fosse possível a entrada da luz do sol que não brilharia por mais tempo. No chão de madeira as ervas já começavam a surgir. Não havia móveis ou qualquer objeto que indicasse que havido gente morando naquela casa no passado. Nem animais. Só o verde, intruso e vitorioso. Em um dos quartos encontramos livros jogados no chão, uma cadeira, uma mesa e um copo de vidro quebrado. E também um retrato torto, pendurado na parede torta, cheirando a mofo e a pó, a unica indicação do passado naquela casa. O resto era ruínas que, por contradição, não lembravam o passado e sim a decadência atual. Começou a escurecer e tivemos de voltar. E o verde, silencioso, seguiu em sua marcha lenta, para cima e para os lados, até fazer o velho engenho morto submergir de vez."
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