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"Enredos do Meu Povo Simples Lendo os enredos Do meu povo que é tão simples Ouvindo histórias E seus nobres contadores Eu vejo estradas construídas Na minh'alma Por onde passa o mundo inteiro por ali São retirantes, seresteiros, viandantes E cada qual com sua história pra contar Eu abro as portas Da minha alma pra que eles Nos surpreendam Com seu jeito de falar São tradutores Dos sentimentos do mundo Bem aventuram Que não sabe aonde chegar Constroem pontes de palavras Pra que volte Quem está perdido Sem saber como voltar São artesãos Que tecem fios de histórias Que nos costuram numa mesma direção Enredos simples, rebordados de violas Canções antigas pra alegrar o coração Ê viola violando livre Viola vibrando triste Nas cordas do coração Ê poetas, portões do mundo Por onde Deus acha o rumo Pra tocar meu coração Ê retalhos de vida e morte Poetas que escrevem forte A história que somos nós"

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"Castidade não é restrição, mas possibilidade. Sou um homem livre. A liberdade que experimento é escolha. Ninguém me obrigou a assumir o que escolhi."

"Quando as cinzas da quarta Se tornarem brancas Quando as notas das falas Se tornarem brandas Eu deixarei que minha voz descanse Sobre o acorde do silêncio Mas enquanto as armas estiverem prontas E os olhares altivos revelarem afrontas Eu colocarei a minha voz Sobre o acorde da coragem E cantarei o sonho de extinguir a guerra Romper as cercas, libertar a terra Despejar no mundo cores de aquarela Preparando a vida pra outra primavera E cantarei o sonho de colher milagres E ver romper da terra inúmeros altares Pra derramar no mundo cores de eucaristia Que semeia a noite para florescer o dia Quando a fome dos pobres for só de beleza Quando a chama da paz já estiver acesa Eu deixarei que minha voz descanse Sobre o acorde do silêncio Mas enquanto as retas estiverem tortas E a morte insistir em manchar as portas Eu colocarei a minha voz Sobre o acorde da coragem"

"Aprendi muito cedo que o sonho é mais que a realidade. No sonho, o cruel se desfaz com a mudança de foco. É simples. É só deixar de pensar. Se a paixão não convém é só trocar a cara. Fácil de resolver. A imaginação permite retoques, mudanças constantes. De Belo Horizonte a Paris eu levo um segundo. Não pago passagem, nem tenho problema com excesso de bagagem. Eu vou leve. Esqueço as roupas, Volto pra buscar. Troco a cena. Mudo o clima. Faço vir a chuva pra dormir logo. Invoco o sol para o meu mergulho e imagino a neve para amenizar o calor. Acendo lareiras nas noites frias; encontro a promissória perdida; ganho na loteria, e divido o prêmio com os pobres. Na angústia, adio a decisão. Na agonia, antecipo o fim. Na alegria, prolongo o início."

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