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Zaha Hadid

Zaha Hadid

Biografia Completa

Introdução

Zaha Mohammad Hadid nasceu em 31 de outubro de 1950, em Bagdá, Iraque, e faleceu em 31 de março de 2016, em Miami, Estados Unidos. Arquitetada iraquiana-britânica, ela se tornou um ícone da arquitetura moderna por suas estruturas ousadas, caracterizadas por curvas fluidas, superfícies dinâmicas e rejeição às formas ortogonais tradicionais. O contexto fornecido a descreve como "célebre arquiteta iraniana-britânica", mas registros consolidados confirmam sua origem iraquiana, com cidadania britânica adquirida após estudos em Londres.

Seu impacto transcende o design: Hadid foi a primeira mulher a vencer o Prêmio Pritzker em 2004, o equivalente ao Nobel da arquitetura. Seus projetos, como o Centro Cultural Heydar Aliyev no Azerbaijão e o Museu MAXXI em Roma, desafiaram convenções e incorporaram tecnologias paramétricas. Até fevereiro de 2026, seu legado persiste em mais de 950 projetos realizados pelo Zaha Hadid Architects, influenciando gerações em um campo historicamente dominado por homens.

Origens e Formação

Hadid cresceu em uma família abastada em Bagdá. Seu pai, Mohammed Hadid, era um político proeminente, fundador do Partido Democrático Nacional do Iraque e próximo ao primeiro-ministro. Sua mãe, Dhamia Assad, gerenciava o lar. A instabilidade política no Iraque, incluindo a Revolução de 1958, influenciou sua infância, levando a família a viagens frequentes pela Europa.

Em 1968, com 18 anos, Hadid mudou-se para Beirute, Líbano, para estudar matemática na American University of Beirut, formando-se em 1971. Ali, expôs-se a influências modernistas. Em 1972, transferiu-se para Londres, ingressando na Architectural Association (AA) School of Architecture. Formou-se com distinção em 1977, sob mentoria de Rem Koolhaas e Elia Zenghelis, que a introduziram ao deconstrutivismo.

Na AA, Hadid destacou-se em competições de desenho. Seus projetos iniciais, como o "99 City Floors" (1979), exibiam formas explosivas e utópicas, pintadas à mão com traços expressionistas. Esses trabalhos ganharam visibilidade em exposições, como na AA em 1980. Após a graduação, trabalhou brevemente no Office for Metropolitan Architecture (OMA) de Koolhaas em Roterdã, mas retornou a Londres em 1980 para fundar seu próprio estúdio.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Hadid começou com pinturas e modelos teóricos, pois construtoras rejeitavam suas ideias radicais. De 1980 a 1988, lecionou na AA, atraindo alunos com aulas dinâmicas. Seu grande avanço veio em 1983: venceu o concurso internacional para o The Peak, um clube de lazer em Hong Kong. Embora não construído devido a recessão, o projeto a projetou globalmente.

O primeiro edifício realizado foi a Estação de Bombeiros Vitra em Weil am Rhein, Alemanha (1990-1993), encomendado por Rolf Fehlbaum. Suas formas angulares e dinâmicas marcavam o "deconstructivismo", termo cunhado após exposição no MoMA em 1988. Em 1993, projetou a Loenen Tea & Trading Rooms, nos Países Baixos, mas demolição em 2002 destacou desafios iniciais.

A década de 2000 trouxe consolidação. Em 2001, venceu o concurso para o Tram Station em Estrasburgo, França, concluído em 2008 com painéis curvos em aço. O Museu MAXXI de Arte Contemporânea em Roma (2009) rendeu o Sterling Prize. O salto definitivo foi o Prêmio Pritzker em 2004, por "trabalho corajoso, inovador e desafiador".

Projetos icônicos se multiplicaram:

  • Centro Heydar Aliyev (2012, Baku, Azerbaijão): fluidez ondulante, sem colunas visíveis.
  • Estádio Aquático de Londres (2011, Jogos Olímpicos): curvas aerodinâmicas.
  • Opera House de Guangzhou (2010, China): formas cristalinas.
  • One Thousand Museum (2019, Miami): torres espiraladas, concluída postumamente.

Fundado em 1980, o Zaha Hadid Architects expandiu para 400 funcionários até 2016, com Patrik Schumacher como diretor. Hadid usou software como Rhino e Grasshopper para designs paramétricos, revolucionando a fabricação.

Vida Pessoal e Conflitos

Hadid manteve privacidade sobre sua vida pessoal. Nunca se casou nem teve filhos. Rumores sobre orientação sexual circulavam, mas ela não confirmou publicamente. Amizades próximas incluíam Schumacher, seu colaborador de longa data.

Críticas surgiram: projetos como o London Olympic Village foram acusados de custo excessivo e impacto ambiental. Em 2013, defendeu-se contra alegações de "trabalho escravo" em Qatar, negando envolvimento direto. Sua nacionalidade iraquiana gerou controvérsias em tempos de tensões no Oriente Médio, mas ela se identificava como cosmopolita.

Saúde declinou nos anos finais. Sofria de bronquite crônica desde infância, agravada por tabagismo. Em março de 2016, durante viagem a Miami, sofreu ataque cardíaco aos 65 anos, morrendo no hospital. Schumacher atribuiu a pneumonia e insuficiência cardíaca.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até 2026, o estúdio de Hadid completou obras como o Beijing Daxing Airport (2019), o maior terminal único do mundo, e o Morpheus Hotel em Macau (2018). Projetos póstumos incluem o Tower C no Beijing New Airport e expansões globais.

Seu legado reside na arquitetura "líquida", inspirando parametricismo. Recebeu honrarias como Ordem do Império Britânico (2002), Ordem do Arts and Letters francesa (2005) e Jane Drew Prize (2015). Exposições no Guggenheim (2006) e MAXXI perpetuam sua visão.

Em 2026, debates persistem sobre gênero na arquitetura: Hadid pavimentou caminhos para mulheres como Kazuyo Sejima. Seu estúdio, agora global, mantém relevância em cidades como Dubai e Tóquio, com ênfase em sustentabilidade urbana.

Pensamentos de Zaha Hadid

Algumas das citações mais marcantes do autor.