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William Hazlitt

William Hazlitt

Biografia Completa

Introdução

William Hazlitt nasceu em 10 de abril de 1778, em Maidstone, Kent, Inglaterra, e faleceu em 18 de setembro de 1830, em Londres. Escritor, crítico literário e de arte, ele se destaca como um dos principais ensaístas ingleses do período romântico. Seus textos humanistas exploram a natureza humana, a literatura e a política com vigor e profundidade.

De acordo com registros históricos consolidados, Hazlitt escreveu mais de 80 ensaios notáveis, publicados em periódicos como The Examiner e London Magazine. Obras como The Spirit of the Age (1825) perfilam figuras contemporâneas como Wordsworth, Coleridge e Byron. Sua relevância persiste pela defesa apaixonada da imaginação e crítica à hipocrisia social. Ele importa por conectar o romantismo literário à reflexão pessoal e política, influenciando ensaístas modernos. Sem conhecimento prévio de alta certeza além de fatos documentados, sua vida reflete as tensões da Inglaterra pós-Revolução Francesa.

Origens e Formação

Hazlitt veio de uma família de unitaristas irlandeses. Seu pai, William Hazlitt Sr., era ministro unitarista e reformador educacional, nascido na Irlanda em 1738. A família se mudou para os Estados Unidos em 1783, onde o pai pregou em Nova York e Filadélfia. Retornaram à Inglaterra em 1787, instalando-se em Wem, Shropshire.

Jovem, Hazlitt demonstrou interesse pela filosofia. Em 1790, com 12 anos, conheceu Joseph Priestley, o químico e teólogo unitarista, em Hackney. Estudou no New College de Hackney, uma academia unitarista progressista, de 1793 a 1798. Lá, absorveu ideias de Locke, Hartley e Rousseau. Planejava seguir a carreira ministerial, mas abandonou-a por volta de 1798, desiludido com a teologia.

Influenciado pelo pai pintor, William Jr. aprendeu desenho. Em 1799, mudou-se para Londres e estudou com seu irmão John Hazlitt, pintor profissional. Copiou obras de mestres no British Museum. Em 1802, conheceu Samuel Taylor Coleridge em Shurton, Somerset, durante uma caminhada filosófica. Coleridge o impressionou com palestras sobre literatura. Posteriormente, encontrou William Wordsworth em Dove Cottage, Racedown, Dorset, em 1803. Esses encontros moldaram sua visão literária, embora mais tarde criticasse ambos.

Trajetória e Principais Contribuições

Hazlitt iniciou a carreira literária com An Essay on the Principles of Human Action (1805), um tratado filosófico sobre simpatia e desinteresse, influenciado por Rousseau e por seu estudo de Hartley. A obra passou despercebida inicialmente. Em 1812, trabalhou como repórter para The Morning Chronicle.

Sua ascensão veio com críticas de arte. Em 1814, publicou A View of the English Stage, mas brilhou em Characters of Shakespeare's Plays (1817). Nela, elogia Shakespeare como observador da natureza humana, distinguindo-se de críticos como Samuel Johnson. O livro estabeleceu-o como autoridade shakesperiana.

De 1817 a 1820, contribuiu com ensaios para The Examiner, editado por Leigh Hunt, e Edinburgh Review. Temas incluíam literatura, teatro e política radical. Em 1820, juntou-se à London Magazine, onde escreveu "Table-Talk" e perfis autobiográficos. Table-Talk (1821-1822) reúne ensaios pessoais sobre livros, arte e vida cotidiana.

The Spirit of the Age (1825) é sua obra mais famosa. Composta por 25 perfis de contemporâneos – de Jeremy Bentham a Walter Scott –, critica liberais e conservadores, louvando Byron e Napier. Hazlitt admirava Napoleão, vendo-o como herói romântico. Outros trabalhos incluem Lectures on the English Poets (1818) e The Plain Speaker (1826), com ensaios opinativos sobre moral e sociedade.

Sua prosa é direta, coloquial e impassioned, contrastando com o estilo elevado de contemporâneos. Escreveu cerca de 2.000 artigos jornalísticos. Em 1823, publicou Liber Amoris, semi-autobiográfico sobre um romance fracassado.

Vida Pessoal e Conflitos

Hazlitt casou-se em 1808 com Sarah Stoddart, irmã de John Stoddart. Viveram em Winterslow Hut, Wiltshire, onde ele escreveu intensamente. Tiveram um filho, William, nascido em 1811. O casamento azedou; divorciaram-se em 1822 após acusações de infidelidade.

Em 1820, Hazlitt apaixonou-se por Sarah Walker, filha de seu casuleiro em Londres. Essa obsessão inspirou Liber Amoris (1823), um relato epistolar cru e controverso. O livro chocou o público por sua franqueza emocional, levando a críticas de imoralidade. Hazlitt processou um jornal por difamação em 1823, mas perdeu.

Politicamente radical, apoiou a Revolução Francesa e Napoleão, o que o isolou de círculos conservadores. Brigou com Wordsworth e Coleridge, a quem acusou de traição aos ideais românticos. Enfrentou pobreza crônica, dívidas e problemas de saúde – sífilis e alcoolismo contribuíram para sua morte. Viveu modestamente, dependendo de freelances. Em 1830, adoeceu gravemente em sua casa em Frith Street, Soho, morrendo de pneumonia e tuberculose aos 52 anos.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Hazlitt influencia ensaístas como Virginia Woolf, que o chamou de "mestre do ensaio pessoal". Suas obras foram recolhidas em The Complete Works of William Hazlitt (1902-1906), editada por P. P. Howe em 21 volumes. Críticos o veem como precursor do ensaio moderno, com estilo intimista e crítico.

Até 2026, edições permanecem em catálogo, como as da Penguin Classics. Estudos acadêmicos, como Hazlitt: The Mind of a Critic de David Bromwich (1983), destacam sua psicologia literária. Festivais literários e podcasts o citam por frases como "The love of liberty is the love of others". Sua defesa humanista contra materialismo persiste em debates culturais. Não há informação sobre adaptações recentes além de reedições padrão.

Pensamentos de William Hazlitt

Algumas das citações mais marcantes do autor.