Introdução
William James Durant nasceu em 5 de novembro de 1885, em North Adams, Massachusetts, e faleceu em 7 de novembro de 1981, em Hollywood, Califórnia. Historiador, filósofo e escritor prolífico, ele dedicou a vida a tornar o conhecimento histórico e filosófico acessível ao público leigo. Sua obra magna, "The Story of Civilization" – conhecida em português como "A História da Civilização" –, abrange 11 volumes publicados entre 1935 e 1975, coescritos com a esposa Ariel Durant. Essa coleção vendeu milhões de exemplares e sintetiza cinco milênios de história humana, desde as civilizações orientais até a era napoleônica.
Durant ganhou projeção inicial com "The Story of Philosophy" (1926), um best-seller que democratizou ideias de pensadores como Platão, Aristóteles e Nietzsche. Ele recebeu o Prêmio Pulitzer de História em 1968 pelo volume 10, "Rousseau and Revolution", e a Presidential Medal of Freedom em 1977. Sua abordagem enfatizava lições morais e culturais da história, influenciando gerações. Até fevereiro de 2026, suas obras permanecem em impressão e são citadas em debates sobre educação humanística.
Origens e Formação
Durant cresceu em uma família católica de imigrantes franceses. Seu pai, Joseph Durant, trabalhava como tecelão em uma fábrica de Nova Inglaterra. Desde cedo, William demonstrou aptidão intelectual. Ele frequentou escolas paroquiais e ingressou no St. Peter's College, em Jersey City, Nova Jersey, uma instituição jesuíta. Lá, obteve o bacharelado em 1907.
Em seguida, lecionou em uma escola católica em Nova Jersey enquanto prosseguia estudos. Matriculou-se na Seton Hall University, onde conquistou o mestrado em 1910. Durant aspirava ao sacerdócio, mas questionamentos filosóficos o levaram a abandonar essa vocação. Mudou-se para Nova York e concluiu o doutorado em literatura francesa na Columbia University, em 1917, com uma tese sobre William Blake.
Durante esse período, ele se envolveu com o movimento socialista e frequentou a Ferrer Modern School, uma colônia educacional anarquista fundada por Francisco Ferrer. Ali, Durant lecionou e conheceu Ida Kaufman, que adotou o nome Ariel. Esse ambiente moldou sua visão humanista e secular, afastando-o do catolicismo ortodoxo.
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira literária de Durant decolou em 1917 com "Philosophy and the Social Problem", um livro que aplicava filosofia a questões sociais. No entanto, o marco inicial veio em 1926 com "The Story of Philosophy". Escrito para palestrantes noturnos em Nova York – após perder o emprego como professor –, o livro vendeu mais de 4 milhões de cópias nos EUA. Ele resumia vidas e ideias de 10 filósofos principais, tornando conceitos complexos legíveis.
Em 1929, Durant e Ariel conceberam "The Story of Civilization". O primeiro volume, "Our Oriental Heritage" (1935), cobria o Oriente antigo. A obra prosseguiu em ritmo constante:
- Volume 2: "The Life of Greece" (1939)
- Volume 3: "Caesar and Christ" (1944)
- Volume 4: "The Age of Faith" (1950)
- Volume 5: "The Renaissance" (1953)
- Volume 6: "The Reformation" (1957)
- Volume 7: "The Age of Reason Begins" (1961)
- Volume 8: "The Age of Louis XIV" (1963)
- Volume 9: "The Age of Voltaire" (1965)
- Volume 10: "Rousseau and Revolution" (1967) – vencedor do Pulitzer
- Volume 11: "The Age of Napoleon" (1975)
Essa empreitada levou 40 anos e mais de 10 mil páginas. Durant escreveu durante viagens extensas à Europa e Oriente Médio, incorporando observações pessoais. Outras contribuições incluem "The Lessons of History" (1968), resumo dos volumes principais com Ariel, e "The Greatest Minds and Ideas of All Time" (póstumo, 2003, mas baseado em notas até 1981).
Ele também produziu ensaios para revistas como "The New York Times" e palestras radiofônicas, alcançando milhões. Sua escrita priorizava narrativa fluida sobre erudição árida, com frases como: "A civilização é a lição que a história nos dá".
Vida Pessoal e Conflitos
Durant casou-se com Ariel em 13 de outubro de 1913. O casal teve dois filhos biológicos, que morreram na infância – Margaret em 1922 e James em 1924. Eles adotaram dois outros filhos, Ethel e William Jr. A parceria com Ariel foi central: ela pesquisava, editava e coescrevia, especialmente nos volumes finais. Viviam modestamente em Los Angeles após 1920, sustentados por palestras e livros.
Conflitos marcaram sua trajetória. Inicialmente devoto, Durant perdeu a fé católica nos anos 1910, influenciado por leituras de Nietzsche e Darwin. Críticos o acusavam de superficialidade acadêmica – historiadores profissionais viam sua obra como popular demais, sem notas extensas. Durant rebateu que visava o público geral, não especialistas. Durante a Depressão, ele defendeu o New Deal de Roosevelt. Na Segunda Guerra, apoiou os Aliados em ensaios.
Saúde debilitada nos anos 1970 limitou sua produção. Ariel faleceu em 1981, dias após ele. Não há registros de escândalos graves; sua vida foi marcada por disciplina e colaboração familiar.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até 2026, "The Story of Civilization" influencia educação humanística. Edições digitais e audiobooks mantêm vendas. "The Story of Philosophy" segue como introdução clássica, recomendado em listas de best-sellers históricos. Durant é citado em discussões sobre declínio civilizacional, ecoando suas advertências sobre moral e cultura.
Instituições como a Durant Foundation preservam seu arquivo. Em 2023, uma biografia acadêmica revisitou sua parceria com Ariel, destacando contribuições subestimadas dela. Debates online até 2026 questionam seu eurocentrismo, mas elogiam a acessibilidade. Seu humanismo secular ressoa em tempos de polarização, com trechos viralizando em redes sociais.
