Introdução
What We Do in the Shadows surgiu como uma extensão bem-sucedida do filme de 2014, dirigido por Taika Waititi e Jemaine Clement. A série, desenvolvida pelos mesmos criadores, estreou em 27 de março de 2019 no canal FX, nos Estados Unidos, e rapidamente se consolidou como um fenômeno de comédia. Ambientada em Staten Island, Nova York, ela adota o formato mockumentary – paródia de documentários de found footage – para retratar a rotina caótica de vampiros ancestrais tentando sobreviver no século XXI.
O conceito central gira em torno de três vampiros principais: Nandor, o guerreiro persa; Laszlo, o dândi britânico; e Nadja, a vampira romena sedutora. Eles dividem a casa com Colin Robinson, um vampiro sugador de energia, e Guillermo, o familiar humano de Nandor aspirante a vampiro. De acordo com descrições oficiais e críticas consolidadas, a série destaca as dificuldades desses seres imortais com a modernidade: de aplicativos de delivery a redes sociais e pandemias. Sua relevância reside na sátira afiada à convivência doméstica, ao horror clássico e à cultura pop contemporânea, rendendo 23 indicações ao Emmy até 2024, incluindo vitórias para Matt Berry e o programa em categorias técnicas.
Origens e Formação
O filme original de 2014, What We Do in the Shadows, serviu como base direta para a série. Dirigido por Taika Waititi e Jemaine Clement, o longa neozelandês apresentava vampiros em Wellington, Nova Zelândia, em um mockumentary sobre suas vidas mundanas. Produzido com orçamento modesto de cerca de 1,6 milhão de dólares, faturou mais de 3 milhões globalmente e ganhou prêmios em festivais como SXSW. Jemaine Clement, comediante neozelandês conhecido por Flight of the Conchords, e Waititi, que viria a dirigir Thor: Ragnarok, conceberam a ideia durante uma jam session cômica.
A transição para TV ocorreu após o sucesso cult do filme. Em 2016, a FX anunciou a adaptação, com Clement e Waititi como criadores executivos. A produção mudou a locação para Staten Island para um tom mais americano, incorporando referências locais como o ferry e sotaques nova-iorquinos. O piloto foi filmado em 2018, com casting que incluiu Kayvan Novak como Nandor, Matt Berry como Laszlo, Natasia Demetriou como Nadja – todos mantidos até o fim. Harvey Guillén interpretou Guillermo, e Mark Proksch, Colin Robinson. O contexto fornecido reforça que a série foca no "dia a dia de três vampiros e colegas de quarto", alinhando-se à dinâmica central do filme expandida para múltiplas temporadas.
Trajetória e Principais Contribuições
A série estreou com a primeira temporada em 2019, composta por 10 episódios, alcançando 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Cada temporada explora arcos cômicos autônomos, como rituais vampíricos falhos, rivalidades com lobisomens e visitas de vampiros europeus famosos, como o Barão Afanas (Doug Jones).
- Temporada 1 (2019): Introduz os personagens e o documentarista invisível. Destaques incluem a caçada noturna frustrada e o familiar Guillermo descobrindo seu parentesco com caçadores de vampiros.
- Temporada 2 (2020): Pandemia de COVID-19 satirizada com vampiros em quarentena; episódio musical com Laszlo compondo hits.
- Temporada 3 (2021): Expansão para o mundo vampírico global, com eleição de Nandor como líder.
- Temporada 4 (2022): Crises pessoais, como Colin hibernando por sete anos.
- Temporada 5 (2023): Retorno de Colin como "nova versão"; conflito com o Barão.
- Temporada 6 (2024): Anunciada como final, com 10 episódios focados em despedidas e origens dos vampiros.
Contribuições incluem inovação no mockumentary pós-The Office, com improviso dos atores e efeitos práticos para criaturas sobrenaturais. Jemaine Clement dirigiu episódios iniciais e co-escreveu muitos roteiros. A série migrou para Hulu após fusão Disney-Fox, mantendo audiência de milhões. Premiações: Emmy de Melhor Design de Produção (2020), indicações para Berry em Melhor Ator Cômico e trilha sonora original.
Vida Pessoal e Conflitos
Como obra ficcional, a "vida pessoal" reflete os bastidores e recepção. Os criadores enfrentaram desafios iniciais de adaptação: Waititi priorizou cinema, deixando Clement como showrunner principal. Críticas iniciais questionaram se a série superaria o filme, mas audiência cresceu organicamente via streaming.
Conflitos externos incluíram a pandemia, que forçou filmagens remotas na temporada 2, incorporadas narrativamente. Atores relataram química imediata: Berry, fã de horror britânico, trouxe sotaque aristocrático; Demetriou improvisou diálogos icônicos. Guillermo, personagem latino gay, gerou discussões sobre representatividade, elogiadas por Guillén em entrevistas. Não há relatos de grandes controvérsias; ao contrário, a série evitou cancelamentos, focando em humor inclusivo. O contexto fornecido não detalha crises pessoais dos criadores, limitando-se à premissa cômica das "dificuldades para se adaptar ao mundo moderno".
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até fevereiro de 2026, What We Do in the Shadows encerrou com a sexta temporada em dezembro de 2024, totalizando 62 episódios. Seu legado reside em revitalizar o gênero vampírico pós-Crepúsculo, influenciando séries como Interview with the Vampire (AMC). Com mais de 2 bilhões de minutos assistidos no Hulu, estabeleceu-se como cult clássico millennial/gen Z.
Relevância persiste em memes virais (frases como "Familiar!") e spin-offs especulados, embora não confirmados. Críticas de veículos como The New York Times e The Guardian destacam sua sátira à domesticidade adulta. Jemaine Clement expressou orgulho em entrevistas de 2024, chamando-a de "o melhor trabalho possível". Em um mundo pós-pandemia, os temas de isolamento e adaptação ressoam. Não há indicações de expansões até 2026, mas DVDs, streaming e merchandise mantêm viva a casa de Staten Island.
