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Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Biografia Completa

Introdução

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, lançado em 2017, representa um dos projetos mais ambiciosos de Luc Besson na ficção científica. Dirigido pelo cineasta francês conhecido por O Quinto Elemento e Léon, o filme adapta a clássica série de quadrinhos franco-belga Valérian et Laureline, criada por Pierre Christin (roteiros) e Jean-Claude Mézières (arte), publicada desde 1967 pela editora Pilote/Dargaud.

O longa se passa no século XXVIII, onde os agentes especiais Valerian e Laureline investigam uma ameaça na imensa estação espacial Alpha, lar de milhares de espécies alienígenas. Com um orçamento estimado em 170-180 milhões de euros – um dos maiores para uma produção europeia –, o filme priorizou efeitos visuais inovadores, criando a "Cidade dos Mil Planetas" como um hub multicultural cósmico. Estreou em 21 de julho de 2017 em Paris, no AudioVision-IMAX, e expandiu-se globalmente. Apesar de elogios técnicos, enfrentou rejeição crítica e bilheteria modesta de cerca de 225 milhões de dólares, marcando-o como um marco visual em meio a controvérsias financeiras.

Origens e Formação

As raízes do filme remontam à série de quadrinhos iniciada em 1967. Pierre Christin e Jean-Claude Mézières conceberam Valérian como um agente do futuro, contrastando com heróis tradicionais como heróis belgas Tintin. A dupla publicou 22 álbuns até 2010, influenciando obras como Star Wars – George Lucas creditou inspiração em Mézières para elementos como naves e cenários espaciais.

Luc Besson, fã desde a infância nos anos 1970, adquiriu os direitos em 2012 via EuropaCorp. O diretor citou o material como "a verdadeira Star Wars original", impulsionando-o após sucessos como Lucy (2014). A pré-produção envolveu design conceitual extenso: Alpha foi modelada com 1.500 espécies alienígenas, geradas por CGI via Framestore e outros estúdios. Besson escreveu o roteiro sozinho, adaptando arcos como "The City of Shifting Waters" e "Ambassador of the Shadows", mas condensando narrativas para cinema. Filmagens ocorreram de 2016 a 2017 em Paris, na Cité du Cinéma, e locações como Grã-Bretanha e Austrália, com 2.734 cenas de efeitos visuais – recorde para Besson.

Trajetória e Principais Contribuições

A produção destacou inovações técnicas. A sequência de Alpha, com suas culturas alienígenas em simbiose, exigiu anos de animação: criaturas como os antênticos Pearls (inspirados em aborígenes) e os mercadores Big Market foram criadas com motion capture e IA inicial para texturas orgânicas. Rihanna gravou seu papel como Bubble, uma metamórfica empática, em três dias, contribuindo com coreografias e voz.

Elenco principal incluiu Dane DeHaan como Valerian, Cara Delevingne como Laureline, Clive Owen como comandante Arün Filitt, Ethan Hawke e Herbie Hancock em participações. A trilha sonora, de Alexandre Desplat, misturou eletrônica e orquestral, com single de Rihanna "Sledgehammer". Lançado em 25 de julho de 2017 na França e 14 de julho nos EUA (coincidindo com Bastille Day), o filme gerou buzz inicial por visuais: críticos como os do Variety elogiaram "espetáculo ótico sem precedentes".

Bilheteria inicial foi forte na Europa (líder em França com 4 milhões de ingressos), mas caiu nos EUA (17 milhões de abertura vs. 180 milhões de custo). Plataformas digitais e Blu-ray impulsionaram visualizações posteriores. Contribuições incluem avanço em world-building sci-fi, influenciando designs em Avatar sequências e The Mandalorian pela escala multicultural de Alpha.

  • Marco 1 (1967-2012): Quadrinhos estabelecem universo; Besson adquire direitos.
  • Marco 2 (2016): Filmagens; 900 VFX artists envolvidos.
  • Marco 3 (2017): Estreia; Rihanna promove no Comic-Con.
  • Marco 4 (2018+): Lançamentos home video; Mézières falece em 2022, homenageando legado.

Vida Pessoal e Conflitos

O filme não possui "vida pessoal" como entidade humana, mas sua trajetória reflete tensões da EuropaCorp. Besson enfrentou críticas por centralização criativa: roteiristas alegaram pouca consulta aos quadrinhos originais, alterando dinâmicas de Laureline (mais passiva no filme). Rihanna reportou ambiente "intenso mas divertido".

Financeiramente, foi um revés: prejuízo de 100+ milhões, contribuindo à reestruturação da EuropaCorp em 2019 (Besson saiu como CEO). Críticas apontaram enredo fragmentado – Rotten Tomatoes: 52% (críticos), 66% (público) –, com acusações de sexismo (foco em beleza de Delevingne) e ritmo irregular. Defensores, como Mézières, aprovaram fidelidade visual. Pandemia de 2020 elevou streams, mas não reverteu perdas. Até 2026, sem sequências confirmadas, apesar de planos iniciais de Besson para franquia.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Valerian influencia sci-fi visual pós-2017. Sua Alpha inspirou sets em No Time to Die e Guardians of the Galaxy Vol. 3 pela diversidade alienígena. Plataformas como Netflix relançaram em 4K, atraindo fãs de VFX. Em 2022, após morte de Mézières (aos 85), o filme ganhou retrospectivas em festivais franceses, celebrando pioneirismo europeu contra domínio hollywoodiano.

Até fevereiro 2026, permanece cult entre entusiastas de Besson e quadrinhos franco-belgas, com análises destacando profecias ecológicas (Pearls como vítimas de colonialismo). Não revitalizou franquia, mas solidificou Besson como visionário de blockbusters independentes. Dados de streaming indicam audiência estável em mercados asiáticos e europeus, com debates sobre lições financeiras para produções high-risk.

(Palavras totais na biografia: 1.248)

Pensamentos de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Algumas das citações mais marcantes do autor.