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Trigueirinho

Trigueirinho

Biografia Completa

Introdução

João de Deus Trigueirinho Netto, mais conhecido pelo pseudônimo Trigueirinho, destacou-se como escritor e palestrante no campo da espiritualidade. Nascido em 21 de outubro de 1931, em Belo Horizonte, Minas Gerais, ele faleceu em 15 de dezembro de 2018, aos 87 anos. Sua obra abrange mais de cem livros, com mensagens ditadas por entidades espirituais, abordando hierarquia cósmica, evolução da consciência e preparação para transições planetárias.

Trigueirinho atraiu seguidores por meio de palestras e textos que mesclavam teosofia, cristianismo esotérico e ensinamentos orientais. Ele fundou comunidades espirituais, como a Figueira, promovendo estilos de vida coletivos baseados em disciplina espiritual. Sua relevância reside na disseminação de ideias sobre a transição da Terra para um plano superior de vibração, conceitos documentados em suas publicações pela Editora Trigueirinho. Até 2026, suas obras continuam impressas e circuladas em círculos esotéricos brasileiros.

Origens e Formação

Trigueirinho nasceu em uma família tradicional de Belo Horizonte. Seu nome completo é João de Deus Trigueirinho Netto. Desde jovem, demonstrou interesse por assuntos científicos e espirituais. Ingressou na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se formou em engenharia química na década de 1950.

Exerceu a profissão em indústrias, trabalhando em São Paulo e outras regiões. Nos anos 1960, residiu em São Paulo, onde se envolveu com estudos teosóficos e esotéricos. Influências iniciais incluíram Helena Blavatsky e a Sociedade Teosófica, além de Rudolf Steiner e antroposofia. Não há registros de formação formal em teologia ou filosofia, mas ele acumulou leituras autodidatas sobre ocultismo.

Em 1970, passou por uma crise pessoal que o levou a experiências místicas. Relatou contatos com mestres espirituais, marcando o início de sua trajetória pública. Essa transição de engenheiro para médium e escritor ocorreu gradualmente, sem rupturas abruptas documentadas.

Trajetória e Principais Contribuições

Em 1974, Trigueirinho iniciou a psicografia de mensagens em São Paulo. Fundou a Casa Branca, um centro de estudo espiritual no bairro do Ipiranga. Ali, realizava palestras semanais e distribuía os primeiros textos mimeografados. As mensagens vinham de entidades como Mestre Saint Germain e Joana de Ângelis, focando em leis espirituais e purificação da alma.

Em 1979, mudou-se para Poços de Caldas, Minas Gerais, expandindo as atividades. Publicou os primeiros livros pela própria editora. Obras como Os Gênios da Alma (1980) e Os Sete Raios da Vida detalhavam conceitos de raios cósmicos e evolução espiritual. Até os anos 1980, escreveu dezenas de títulos curtos, acessíveis, com tiragens modestas.

Em 1983, adquiriu terras em Carmo da Cachoeira, MG, fundando a Nova Fazenda. Em 1988, estabeleceu a Comunidade de Figueira, um núcleo maior com centenas de residentes. A comunidade seguia regras de vegetarianismo, meditação diária e serviço coletivo. Trigueirinho ditava mensagens coletivas, gravadas e transcritas para livros.

Nos anos 1990, sua produção intensificou-se. Livros como A Cura da Alma e Hierarquia Espiritual sistematizavam ensinamentos sobre anjos, mestres ascensos e ciclos planetários. Ele viajou pelo Brasil, palestrando em cidades como Porto Alegre e Recife. Em 2000, a comunidade Figueira contava com milhares de visitantes anuais. Publicou Mensagens do Ancião e Espiritualidade Prática, enfatizando disciplina diária.

Após 2010, reduziu palestras devido à idade, mas continuou ditando textos. Sua obra total excede 120 livros, muitos gratuitos online pela Editora Trigueirinho. Contribuições principais incluem:

  • Codificação de mensagens espirituais em português acessível.
  • Criação de comunidades autossustentáveis como modelo de vida espiritual.
  • Ênfase na transição planetária, prevendo elevação vibracional da Terra.

Esses elementos consolidaram sua posição como referência no espiritismo ecumênico brasileiro.

Vida Pessoal e Conflitos

Trigueirinho manteve vida reservada. Casou-se e teve filhos, mas detalhes familiares permanecem privados. Residiu em comunidades que fundou, adotando celibato espiritual após os anos 1970. Praticava vegetarianismo rigoroso e rotinas de oração intensa.

Enfrentou críticas de setores religiosos tradicionais, acusados de sincretismo excessivo. Alguns o rotularam como sectário por causa das comunidades fechadas. Houve controvérsias internas na Figueira sobre liderança sucessória. Em 2018, sua saúde declinou; faleceu de causas naturais em Carmo da Cachoeira.

Não há registros de litígios judiciais graves ou escândalos públicos. Críticos apontavam falta de verificação científica para suas visões, mas ele respondia com apelo à experiência interior. Sua postura permaneceu humilde, atribuindo méritos às entidades canalizadas.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

O legado de Trigueirinho persiste nas comunidades fundadas. A Figueira mantém atividades espirituais, com publicações contínuas. Sua editora distribui livros em formato digital e físico, alcançando leitores na América Latina.

Até 2026, grupos de estudo baseados em suas obras operam em várias cidades brasileiras. Influenciou autores contemporâneos de espiritualidade new age e esoterismo cristão. Conceitos como "resgate espiritual" e "intraterrestres" circulam em palestras online.

Sua relevância atual reside na adaptação de ensinamentos a desafios modernos, como crises ecológicas e espirituais. Sem sucessor direto, as comunidades seguem princípios autônomos. Obras permanecem disponíveis, fomentando debates sobre mediunidade e evolução coletiva.

Pensamentos de Trigueirinho

Algumas das citações mais marcantes do autor.