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Trecho de (Sentimental) - Rodrigo Amarante

Trecho de (Sentimental) - Rodrigo Amarante

Biografia Completa

Introdução

Rodrigo Amarante de Araújo Sepúlveda nasceu em 4 de dezembro de 1981, no Rio de Janeiro, Brasil. Ele se consolidou como uma das vozes mais distintas da música brasileira contemporânea, atuando como cantor, compositor, guitarrista e multi-instrumentista. Sua trajetória ganhou visibilidade nacional com a banda Los Hermanos, formada no início dos anos 2000, que marcou o rock independente brasileiro com letras introspectivas e melodias acessíveis.

Após o fim temporário do grupo em 2007, Amarante expandiu horizontes internacionais, colaborando com músicos como Devendra Banhart e lançando trabalhos solo. Álbuns como Atrasadinho (2017) e Cavalo (2022) revelam uma fusão de MPB, folk e experimentações sonoras. Sua música "(Sentimental)", do primeiro disco solo, exemplifica essa maturidade emocional. Até 2026, ele permanece relevante na cena musical, com turnês e indicações a prêmios como o Grammy Latino, influenciando gerações no indie brasileiro. Sua importância reside na ponte entre o rock nacional e sons globais, sem perder raízes cariocas.

Origens e Formação

Rodrigo Amarante cresceu no Rio de Janeiro, em um ambiente que estimulou seu interesse pela música desde cedo. Não há detalhes específicos sobre sua infância disponíveis em registros consolidados, mas ele iniciou estudos musicais jovens, aprendendo violão e outros instrumentos.

Na adolescência, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, onde aprimorou técnicas. Sua formação foi autodidata em grande parte, influenciada pela cena musical carioca dos anos 1990, com bandas de rock e MPB. Em 2001, aos 19 anos, co-fundou Los Hermanos ao lado de Marcelo Camelo, Patrick Laplan e Fabrício Pinto. O grupo surgiu em meio ao boom do indie rock brasileiro, inspirado por bandas como Radiohead e Sonic Youth, mas com viés local.

Amarante não seguiu formação acadêmica formal em música, optando por imersão prática. Essa base prática moldou seu estilo versátil, capaz de transitar entre rock, samba e folk.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Amarante decolou com Los Hermanos. O álbum de estreia, Bloco do Eu Sozinho (2001), vendeu bem e rendeu hits como "Anna Júlia". O disco misturava lo-fi com arranjos pop, definindo o som da banda. Seguiu-se Venturinha (2003), mais experimental, com faixas como "Sentimental", que ecoa em sua obra solo posterior.

Em 2005, 4 consolidou o grupo como referência, com músicas como "O Vencedor" e "Último Romance". A turnê subsequente esgotou shows no Brasil. Porém, em 2007, Los Hermanos anunciou hiato indefinido, após disco ao vivo Los Hermanos 5 (registrado em 2008). Amarante citou necessidade de pausas criativas.

Pós-hiato, integrou a Orquestra Imperial (2007-2010), projeto que resgatava samba carioca com artistas como Márcio Bahia. Lançaram São San Gabriel ao Vivo (2009). Em paralelo, mudou-se para Los Angeles, colaborando com Devendra Banhart no álbum Smokey Rolls Down Thunder Canyon (2007), onde contribuiu com vocais e composições. Essa fase internacional ampliou seu repertório.

Sua carreira solo começou com singles isolados, culminando em Atrasadinho (2017), gravado em estúdio caseiro no Rio. O disco, lançado pela Easy Tiger, inclui "(Sentimental)", balada minimalista sobre afetos efêmeros, e faixas como "Maná" e "Irene". Recebeu indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Alternativa em Português.

Em 2020, participou do álbum Monk com a banda Novos Baianos reformulada, homenageando o clássico de 1971. Seu segundo solo, Cavalo (2022), explora temas de paternidade e introspecção, com produção de Chico Alvim. Turnês pelo Brasil e Europa seguiram, incluindo shows no Circo Voador e no Primavera Sound.

Em 2023-2024, Los Hermanos voltou com shows comemorativos dos 20 anos de Bloco do Eu Sozinho, reforçando laços. Amarante também compôs para trilhas sonoras e colaborações, como com Rubel e Tim Bernardes. Até 2026, mantém estúdio ativo, liberando EPs e lives. Suas contribuições incluem inovação no indie folk brasileiro e exportação cultural.

  • 2001-2007: Los Hermanos – 4 álbuns de estúdio, pioneirismo no rock alternativo nacional.
  • 2007-2016: Colaborações internacionais e Orquestra Imperial – fusão de gêneros.
  • 2017-atual: Solo – Atrasadinho (2017), Cavalo (2022), indicações Grammy.

Vida Pessoal e Conflitos

Amarante mantém vida pessoal discreta. Casou-se com a artista plástica americana Danielle Nelson, com quem tem filhos. Mudanças entre Rio, Los Angeles e Nova York influenciaram sua música, como em letras sobre deslocamento.

Conflitos incluem o hiato de Los Hermanos, atribuído a desgaste criativo e pressões comerciais. Em entrevistas, Amarante mencionou ansiedade e busca por autenticidade. Não há registros de crises públicas graves. Críticas ao grupo vieram de puristas do rock por acessibilidade pop, mas elogios superaram.

Na solo, enfrentou pandemia durante turnês de Atrasadinho, adaptando-se a lives. Relações com ex-colegas de Los Hermanos permanecem amigáveis, com retornos esporádicos.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até fevereiro 2026, Amarante influencia músicos indie como Tim Bernardes e Cícero. Seu som híbrido – MPB com folk global – pavimentou caminho para artistas como Mallu Magalhães. Atrasadinho é referência em playlists de streaming, com "(Sentimental)" acumulam milhões de streams.

Participações em festivais como Lollapalooza Brasil e colaborações com Anavitória mantêm-no atual. Legado inclui democratização do indie via internet e resgate de tradições sambistas via Orquestra Imperial. Sem projeções futuras, sua obra até aqui soma álbuns certificados e público fiel.

Pensamentos de Trecho de (Sentimental) - Rodrigo Amarante

Algumas das citações mais marcantes do autor.