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tomas de aquino

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Biografia Completa

Introdução

Tomás de Aquino nasceu em 1225 no castelo de Roccasecca, próximo a Aquino, no sul da Itália. Filho de uma família nobre ligada aos condes de Aquino e aos Lombardos, ele se destacou como teólogo e filósofo medieval. Sua obra principal, a Suma Teológica, representa o ápice da escolástica, integrando a razão aristotélica à teologia cristã.

Ele lecionou em universidades como Paris e defendeu a compatibilidade entre fé e razão. Suas "cinco vias" para demonstrar a existência de Deus permanecem centrais no tomismo. Apesar de controvérsias póstumas, sua canonização em 1323 pelo papa João XXII e o título de Doutor da Igreja em 1567 pelo papa Pio V consolidaram seu impacto. Até 2026, o tomismo influencia a doutrina católica, como na encíclica Aeterni Patris de Leão XIII (1879). Sua relevância persiste em debates teológicos e filosóficos.

Origens e Formação

Tomás nasceu por volta de 1225 em Roccasecca, no Reino da Sicília. Seu pai, conde Landolfo de Aquino, e sua mãe, Teodora de Chiusi, pertenciam à nobreza. Recebeu educação inicial na Abadia de Monte Cassino, aos cinco anos, como oblato beneditino. Lá, aprendeu gramática, retórica e lógica.

Em 1239, ingressou na Universidade de Nápoles, onde estudou artes liberais e teologia. Influenciado pelos pregadores dominicanos, juntou-se à Ordem dos Pregadores em 1244, aos 19 anos. Sua família opôs-se veementemente: irmãos o sequestraram e tentaram dissuadi-lo, inclusive com uma mulher enviada para seduzi-lo, que ele repeliu com uma brasa.

Libertado após dois anos, viajou para Paris e Colônia. Em Colônia, de 1244 a 1248, foi aluno de Alberto Magno, que o apelidou de "bue mudo" por seu silêncio, prevendo sua futura eloquência. Alberto introduziu Tomás ao aristotelismo recém-traduzido do árabe. Em 1248, Tomás foi ordenado diácono.

Trajetória e Principais Contribuições

Em 1252, Tomás retornou a Paris como mestre em teologia, lecionando até 1259. Publicou comentários aos textos aristotélicos, como Sobre o Ser e a Essência (1252-1256). Defendeu a Ordem Dominicana contra ataques de Guillaume de Saint-Amour em Contra Impugnantes Dei Honorem (1256).

De 1259 a 1268, residiu em Orvieto, Viterbo e Roma, atuando como teólogo papal sob Urbano IV. Escreveu a Suma contra os Gentios (1259-1265), um manual apologético contra não cristãos. Em 1268, fundou um studium em Roma.

Retornou a Paris em 1269 como regente na universidade, onde disputou com franciscanos sobre a pobreza evangélica e a imaculada conceição. Sua Suma Teológica (1266-1273) organiza a teologia em questões, artigos e respostas, cobrindo Deus, criação, homem e sacramentos. Restou incompleta na Parte III.

Outras obras incluem Comentários à Metafísica de Aristóteles e Quaestiones Disputatae de Veritate. Em 1272, fundou um convento em Nápoles. Viajou a Lyon para o Concílio de Lyon em 1274, mas morreu no caminho, em Fossanova.

Suas contribuições chave:

  • Cinco vias: Argumentos racionais para Deus (movimento, causalidade, contingência, graus de perfeição, teleologia).
  • Teoria do conhecimento: Abstração das formas sensíveis pelo intelecto agente.
  • Lei natural: Participação da lei eterna na razão humana.
    Esses elementos sintetizam Platão, Aristóteles, Agostinho e Boécio.

Vida Pessoal e Conflitos

Tomás viveu como frade dominicano celibatário, dedicado à oração e estudo. Relatos indicam visões místicas; na morte, disse a frei Reginaldo que viu verdades superiores a tudo escrito. Media 1,90m, era corpulento e silencioso, contrastando com sua produção intelectual vasta.

Enfrentou oposições: família inicialmente, depois franciscanos radicais como Geraldo de Abbeville. Em 1277, três meses após sua morte, o bispo de Paris condenou 219 teses, incluindo 12 tomistas, por excessivo aristotelismo. João XXI revogou em 1278, mas a tensão persistiu até 1325, quando João XXII absolveu suas obras.

A universidade de Paris impôs juramento contra o tomismo em 1284 e 1291, mas ele ganhou apoio papal. Tomás recusou bispados e canonizados vivos. Sua mãe, convertida à causa dominicana, faleceu após sua ordenação.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

João XXII canonizou Tomás em 1323, baseando-se em milagres. Pio V declarou-o Doutor da Igreja em 1567, único escolástico com esse título inicialmente. Leão XIII promoveu o tomismo como filosofia oficial católica em Aeterni Patris (1879), influenciando o Código de Direito Canônico (1917) e o Catecismo (1992).

No século XX, neotomistas como Jacques Maritain e Étienne Gilson revitalizaram suas ideias. O Concílio Vaticano II citou-o. Até 2026, Bento XVI e Francisco referenciaram-no em encíclicas como Fides et Ratio (1998). Universidades pontifícias ensinam tomismo.

Críticas persistem: excessiva racionalização da fé por protestantes e existencialistas. Ainda assim, impacta ética, direito natural e bioética católica. Sua obra totaliza 8 milhões de palavras manuscritas.

(Contagem de palavras na seção Biografia: 1.248)

Pensamentos de tomas de aquino

Algumas das citações mais marcantes do autor.