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The Plot Against America

The Plot Against America

Biografia Completa

Introdução

"The Plot Against America" surge como uma minissérie de seis episódios produzida pela HBO, com estreia em 16 de março de 2020. Criada por David Simon e Ed Burns, a obra adapta o romance homônimo de Philip Roth, lançado em 2004. A trama desenvolve uma ucronia – história alternativa – na qual o aviador Charles Lindbergh, conhecido por seu heroísmo em 1927 e simpatias isolacionistas, vence a eleição presidencial americana de 1940 contra Franklin D. Roosevelt.

Essa premissa destaca os temores de uma América pró-nazista durante a Segunda Guerra Mundial. A série acompanha a família judaica Levin, em Newark, Nova Jersey, enquanto o país adota políticas antissemitas veladas, como programas de assimilação forçada para jovens judeus. Com produção executiva de Simon, Burns e Roth (antes de sua morte em 2018), a minissérie reflete debates sobre autoritarismo e preconceito. Sua relevância aumenta em 2020, ecoando polarizações políticas contemporâneas, sem explicitar paralelos. A crítica elogia sua fidelidade ao livro e atuações, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Origens e Formação

O romance original de Philip Roth, "The Plot Against America", foi publicado em setembro de 2004 pela Houghton Mifflin. Roth, autor prolífico de Newark, constrói a narrativa em primeira pessoa a partir de sua própria infância fictícia. O livro explora o medo judaico-americano ante o isolacionismo de Lindbergh, real figura histórica que voou o Atlântico em 1927 e expressou admiração por líderes europeus nos anos 1930.

David Simon, cocriador, é conhecido por "The Wire" (2002-2008), série sobre falhas institucionais em Baltimore. Ed Burns, seu colaborador frequente, escreveu "Generation Kill" (2008) e tem fundo em educação e polícia. Juntos, adaptam o livro para TV após Roth aprovar o projeto em 2004. A HBO encomenda a minissérie em 2018, com roteiros finalizados por Simon e Burns. Filmagens ocorrem em Nova York e Nova Jersey, recriando Newark dos anos 1940. O contexto histórico baseia-se em fatos reais: Lindbergh discursou contra a guerra em 1941 no America First Committee. Roth usa isso para imaginar seu mandato, sem intervenção americana na Europa até 1942.

Trajetória e Principais Contribuições

A minissérie estreia com o episódio "Little Man, Little Man", dirigido por Minkie Spiro, em 16 de março de 2020. Os seis episódios cobrem 1940-1942:

  • Episódio 1: Apresenta Herman Levin (Morgan Spector), agente de seguros, sua esposa Bess (Winona Ryder) e filhos Philip (Azhy Robertson) e Sandy (Caleb Malis). Lindbergh vence a eleição com promessas de paz.
  • Episódio 2: A família enfrenta tensões; tio Mitch (Michael K. Williams) alerta sobre perigos.
  • Episódios 3-4: Rabbi Lionel Bengelsdorf (John Turturro) apoia Lindbergh; programa Just Folks envia jovens judeus ao Oeste rural. Sandy participa.
  • Episódios 5-6: Ataques antissemitas crescem; Evelyn Finkel (Zoe Kazan), irmã de Bess, alia-se ao rabino. O enredo culmina em reviravolta com evidências de conluio nazista de Lindbergh.

Principais contribuições incluem visualização da ucronia rothiana. A série mantém o foco familiar do livro, contrastando rotina judaica com ascensão fascista. Simon e Burns adicionam camadas sociopolíticas, como racismo contra negros e judeus. Elenco destaca-se: Ryder revive papéis icônicos pós-"Stranger Things"; Turturro incorpora fanatismo carismático. Diretores como Spiro e Thomas Kail variam tons de intimismo a tensão. A trilha sonora de Alexandre Desplat reforça atmosfera opressiva. Transmitida durante a pandemia de COVID-19, acumula 1,4 milhão de espectadores no primeiro episódio.

Vida Pessoal e Conflitos

A narrativa centra na família Levin, alter ego de Roth. Herman resiste ao regime; Bess protege os filhos. Conflitos internos surgem: Sandy admira Lindbergh inicialmente; Philip narra medos infantis. Relações familiares tensionam com o tio Mitch, ativista negro, e a cunhada Evelyn, que trai ideais por ambição social via casamento com Bengelsdorf.

Externamente, a série retrata críticas reais a Lindbergh, acusado de antissemitismo por discursos de 1941. No mundo real, Roosevelt vence em 1940; Lindbergh perde influência pós-Pearl Harbor. Adaptação enfrenta debates: alguns veem alegoria a Donald Trump (2016-2020), mas Simon nega em entrevistas, focando em Roth. Críticas incluem ritmo lento e fidelidade excessiva ao livro, omitindo subtramas. Ausência de Roth, morto em 22 de maio de 2018, marca produção; ele lia roteiros iniciais. Nenhum grande conflito de bastidores reportado. Recepção mista entre fãs de Roth, que preferem o livro, e novatos atraídos pela HBO.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até 2026, "The Plot Against America" consolida-se como marco da HBO em dramas históricos alternativos, ao lado de "Watchmen" (2019). Disponível em plataformas de streaming, influencia discussões sobre populismo e minorias. Em 2020, coincide com eleições americanas, ampliando visualizações. Prêmios incluem indicações ao Emmy para direção e elenco.

O livro de Roth vendeu milhões; a série introduz a ucronia a novo público. Simon e Burns expandem portfólio em narrativas sociais. Até fevereiro 2026, sem sequências anunciadas, mas ecos em produções como "The Man in the High Castle". Legado reside em alerta factual sobre isolacionismo e preconceito, ancorado em história real de Lindbergh e anos 1940. Plataformas como HBO Max mantêm acessível, com análises acadêmicas explorando paralelos éticos sem especulações.

Pensamentos de The Plot Against America

Algumas das citações mais marcantes do autor.