Introdução
"The Last Kingdom: Seven Kings Must Die" representa o capítulo final da adaptação televisiva e cinematográfica das Crônicas Saxônicas, a série de romances históricos de Bernard Cornwell. Lançado diretamente na Netflix em 14 de abril de 2023, o filme foi dirigido por Edward Bazalgette, conhecido por trabalhos em séries como "Doctor Who" e episódios da própria "The Last Kingdom". Com duração de aproximadamente 111 minutos, ele conclui a saga de Uhtred de Bebbanburg, um guerreiro saxão criado por dinamarqueses, ambientada na Inglaterra do final do século IX e início do X.
O filme surge como resposta à demanda dos fãs após o fim das cinco temporadas da série (2015-2022), produzida inicialmente pela BBC Two e depois pela Netflix. Inspirado nos livros de Cornwell, que vendem milhões de cópias desde 2004, o projeto mantém a fidelidade aos eventos históricos da unificação da Inglaterra sob Alfredo, o Grande, e seus sucessores. Sua relevância reside na popularização de narrativas vikings e saxãs, competindo com produções como "Vikings" e "The Last Kingdom" própria série. De acordo com dados da Netflix, acumulou milhões de visualizações em semanas, consolidando-se como um marco no gênero de drama histórico britânico. O contexto histórico retratado inclui a morte de Eduardo, o Velho, em 924, e as disputas entre sete reis pelo trono unificado.
Origens e Formação
As origens do filme remontam à série literária Crônicas Saxônicas, iniciada por Bernard Cornwell em 2004 com "As Crônicas Saxônicas: O Último Reino". Cornwell, autor britânico de best-sellers históricos, baseou-se em eventos reais da Era Viking, como as invasões dinamarquesas e a resistência saxã. A série televisiva "The Last Kingdom" estreou em 2015 na BBC, com cocriação de Stephen Butchard, e migrou para a Netflix em 2018, totalizando 46 episódios até 2022.
O filme foi anunciado em 2021 como uma produção especial para encerrar arcos inacabados, especialmente após a 5ª temporada. Edward Bazalgette assumiu a direção, trazendo experiência em cenas de batalha épicas. O roteiro, escrito por Martha Hillier, adapta elementos dos livros finais, como "Guerreiros da Tempestade" (2015) e "Vazio Flamejante" (2017), culminando no conflito dos "sete reis". A produção ocorreu em locações húngaras, como em "The Last Kingdom", com orçamentos elevados para recriar fortalezas saxãs e navios vikings.
O elenco principal retorna: Alexander Dreymon como Uhtred, icônico pela espada Serpent-Breath; Harry Gilby como Aethelstan; e Arnas Fedaravicius como Sihtric. A pré-produção envolveu consultoria histórica para autenticidade em armaduras, táticas de combate e dialetos anglo-saxões. Financiado pela Netflix, o projeto reflete a estratégia da plataforma de investir em continuações de sucessos de nicho.
Trajetória e Principais Contribuições
A trajetória do filme inicia com seu lançamento global em 14 de abril de 2023, sem estreia nos cinemas, priorizando streaming. Ele retoma a narrativa imediatamente após a 5ª temporada: Uhtred, agora mais velho, busca reconquistar Bebbanburg enquanto sete reis disputam o poder após a morte de Eduardo, o Velho. Marcos incluem batalhas sangrentas, alianças frágeis e o destino de Aethelstan, futuro rei da Inglaterra unificada.
Principais contribuições ao gênero:
- Fidelidade histórica: Retrata com precisão a sucessão de Eduardo em 924, dividida entre Athelstan (Wessex) e seu meio-irmão Edmund (Mercia), além de reis nórdicos como Constantin da Escócia e Olaf Guthfrithson.
- Produção técnica: Cenas de ação coreografadas por especialistas, com mais de 500 extras em batalhas, elogiadas por críticos como "visceralmente reais".
- Expansão da franquia: Fecha arcos de 12 livros de Cornwell, introduzindo novos personagens como Ingilmundr, um líder viking.
Recepção inicial foi positiva: 82% no Rotten Tomatoes (críticos) e 89% (público), com elogios à performance de Dreymon e ao encerramento satisfatório. Contribuiu para o renascimento de interesse nas Crônicas Saxônicas, impulsionando vendas de livros. Na Netflix, entrou no Top 10 global, superando 37 milhões de horas assistidas na primeira semana.
Vida Pessoal e Conflitos
Como obra fictícia, o filme não possui "vida pessoal", mas sua produção enfrentou desafios. Atrasos pela pandemia de COVID-19 impactaram filmagens em 2021-2022. Críticas iniciais apontaram envelhecimento inconsistente de Uhtred, com Dreymon aparentando menos os 50 anos do personagem nos livros finais. Alguns fãs reclamaram de ritmo acelerado, comprimindo eventos de múltiplos livros em duas horas.
Conflitos narrativos incluem traições vikings e dilemas morais de Uhtred, fiel ao espírito pagão-dinamarquês versus cristão-saxão. Na produção, houve debates sobre diversidade no elenco histórico, resolvidos com personagens autênticos. Edward Bazalgette lidou com logística de cenas aquáticas em rios húngaros. Recepção mista em fóruns como Reddit destacou falhas em CGI para multidões, mas elogiou autenticidade cultural. Não há relatos de controvérsias graves, como cancelamentos ou disputas legais.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até fevereiro de 2026, "Seven Kings Must Die" solidificou "The Last Kingdom" como franquia icônica, com mais de 1 bilhão de minutos assistidos na Netflix. Influenciou spin-offs potenciais e podcasts históricos sobre a unificação inglesa. Bernard Cornwell creditou a adaptação por popularizar sua obra, que continua vendendo.
Sua relevância persiste em 2025-2026 com maratonas na Netflix e edições em Blu-ray. Críticos o veem como epílogo digno, preservando temas de identidade cultural na Inglaterra medieval. Contribui para o turismo em locações como Bamburgh Castle (Bebbanburg real). Em um cenário de streaming saturado, destaca-se pela narrativa coesa e anti-hagiográfica, evitando romantizações excessivas dos vikings. Permanece acessível, educando sobre história real sem lições didáticas.
