"A ação que uma pessoa fez não pode ser destruída até que tenha dado seu fruto. Se faço uma má ação, devo sofrer por isto. Igualmente, se faço uma boa ação, não há poder no universo que possa impedi-la de dar bons resultados."
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Swami Vivekananda
Swami Vivekananda (1863 - 1902) foi um monge hindu e líder espiritual indiano.
37 pensamentos
Frases - Página 3
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"Levantem-se, oh Leões, e abandonem a ilusão de são ovelhas; vocês são almas imortais, espíritos livres, abençoados e eternos; vós não sois a matéria, vós não sois corpos; a matéria é sua serva, e não vocês, os servos da matéria."
""Quantas vezes me pediram uma 'religião que conforte'! Poucos são os homens que pedem a verdade, menor número ainda ousa estudar a verdade, e ainda mais insignificante é o total dos que ousam seguí-la em todas as suas significações práticas"."
"Rompe teus grilhões! Laços que te atam De ouro reluzente ou de metal ordinário, Amor, ódio; bem, mal; e todas as demais dualidades. Sabe: escravo é escravo acariciado ou açoitado, nunca liberto. Pois algemas, embora de ouro, nem por isso Menos forte são ao encadear. Então fora com ela"
""Yoga significa "jugo", "jungir", isto é, juntar a alma do homem à Alma Suprema ou Deus. Este nosso "eu" menor, cobre apenas uma pequena consciência e urna vasta quantidade de inconsciência, enquanto sobre esse eu, e quase completamente desconhecida dele, está o plano superconsciente.""
""Nem memória nem consciência podem ser a limitação da existência. Há um estado superconsciente. Tanto este como o estado consciente são privados de sensação, porém com uma enorme diferença entre si - a mesma diferença que existe entre o conhecimento e a ignorância. A concentração da mente é a fonte de todo conhecimento""
""Nem memória nem consciência podem ser a limitação da existência. Há um estado de superconsciente. Tanto este como o estado consciente são privados de sensação, porém com uma enorme diferença entre si - a mesma diferença que existe entre o conhecimento e a ignorância. A concentração da mente é a fonte de todo conhecimento""
"“ Quem pode viver um momento, respirar um momento,se não for pela vontade do Uno Todo –poderoso”? Ele é a providência sempre ativa. Todo poder lhe pertence e está dentro de sua vontade. Por sua vontade os ventos sopram, o Sol brilha, a terra vive e a morte passeia pelo universo. Ele é o todo e está em tudo. Nós só podemos adorá-lo. Renunciais aos frutos da ação. Fazei o bem por amor ao bem, e só então chegareis ao perfeito desapego, assim se romperão as ligaduras do coração e realizaremos a liberdade perfeita.”"
""O homem comum não pode pensar em coisa alguma que não seja concreta. Gosta, naturalmente, de agarrar-se ao que seu intelecto apreende. Essa é a religião das masssas, em todo o mundo. Acreditam num deus inteiramente separado delas, um grande rei, um poderoso monarca, por assim dizer. Ao mesmo tempo, fazem-no mais puro do que os monarcas da Terra, dão-lhe todas as boas qualidades e removem dele todos os defeitos, como se fosse possível o bem existir sem o mal, ou qualquer concepção de luz sem a concepção das trevas! (...) Numa palavra, é um deus humano, apenas infinitamente maior do que o homem, sem qualquer dos defeitos que o homem tem.""
"O mundo não é bom nem mau; cada homem constrói seu próprio mundo. Um cego pensa num mundo duro ou macio, frio ou quente. Somos uma mistura de felicidade e sofrimento, como já tivemos ocasião de comprovar centenas de vezes em nossa vida. Em geral os jovens são otimistas e os velhos, pessimistas. Os jovens têm a vida diante de si, os velhos queixam-se de que seu tempo já passou; centenas de desejos insatisfeitos debatem-se em seus corações. Contudo ambos são tolos. A vida é boa ou má de acordo com o estado de espírito com que a contemplamos. Em si mesma, não é nada. O fogo, em si mesmo, não é bom nem mau. Quando somos aquecidos por ele, dizemos: “Como é lindo o fogo!”Ao queimar-nos os dedos, nós o condenamos. De acordo com o uso que fazemos dele, ele nos causa uma sensação boa ou má. O mesmo se dá com o mundo."
"Voltando ao nosso assunto, chegamos a seguir ao pranayama, controle da respiração. Que tem isso a ver com os poderes de concentração da mente? A respiração é como o volante desta máquina, o corpo. Numa grande máquina encontrais o volante se movimento, e aquele movimento é comunicado à maquinaria cada vez mais fina, até que o mais delicado, o mais fino maquinismo da máquina é posto em movimento. A respiração é o volante, suprindo e regulando a força motriz de tudo neste corpo. Houve, certa vez, um ministro de um grande rei, que veio a cair em desgraça. O rei, como castigo, ordenou que o encerrassem numa torre muito alta. Isso foi feito, e ali o ministro foi deixado, para morrer. Tinha ele, entretanto, uma esposa fiel, que veio ter à torre, pela noite, e chamou o marido lá no alto para saber o que poderia fazer por ele. Disse-lhe o homem que voltasse na noite seguinte e trouxesse uma corda comprida, um pouco de cordão bem forte, barbante, fio de seda, um besouro, e um pouco de mel. Embora muito espantada, a boa esposa obedeceu e levou-lhe os artigos pedidos. O marido disse-lhe que amarrasse bem o fio de seda no besouro, depois untasse as antenas dele com uma gota de mel e o libertasse na parede da torre, com a cabeça voltada para cima. A mulher cumpriu aquelas instruções e o besouro iniciou sua longa jornada. Sentindo diante de si o cheiro do mel, foi-se arrastando para a frente, subindo, na esperança de alcançá-lo, até que chegou ao alto da torre, onde o ministro o agarrou e se apoderou do fio de seda. Disse, então, à esposa, que amarrasse na outra ponta o barbante, e depois de o ter içado, repetiu o processo com o cordão forte, e, finalmente, com a corda. O resto foi fácil. O ministro desceu da torre por meio da corda, e fugiu. Neste nosso corpo o movimento respiratório é o fio de seda. Mantendo-o e aprendendo a controlá-lo, apanhamos o barbante das correntes nervosas. Delas virá o cordão forte de nossos pensamentos, e, finalmente, a corda do prana10. Ao controlarmos o Prana, alcançaremos a liberdade"
"Discurso de Swami Vivekananda na abertura do Parlamento das Religiões em Chicago, 1893 Irmãs e Irmãos da América, Meu coração fica pleno de uma alegria inenarrável ao levantar‐me para responder à calorosa e cordial boas‐vindas com a qual vocês nos receberam. Eu agradeço a vocês em nome da mais antiga ordem de monges do mundo; eu agradeço a vocês em nome da mãe das religiões, e eu agradeço a vocês em nome dos milhões e milhões de hindus de todas as classes e de todas as seitas. Meus agradecimentos, também para alguns dos conferencistas presentes neste palco que, referindo‐se aos representantes vindos do Oriente, disseram a vocês que estes homens, provenientes de nações distantes, podem muito bem reclamar para si a honra de proclamar em terras estrangeiras a idéia da tolerância. Eu estou orgulhoso de pertencer a uma religião que tem ensinado ao mundo tanto a tolerância como a aceitação universal. Nós acreditamos não apenas na tolerância universal, mas nós aceitamos todas as religiões como verdadeiras. Eu estou orgulhoso de pertencer a uma nação que tem abrigado os perseguidos e os refugiados de todas as religiões e de todas as nações da terra. Eu estou orgulhoso de dizer a vocês que nós acolhermos em nosso seio os mais puros representantes dos israelitas, que vieram para o sul da Índia e tomaram refúgio conosco no mesmo ano em que seu templo sagrado foi destruído pela tirania romana. Eu estou orgulhoso de pertencer a uma religião que abrigou e ainda acolhe os remanescentes da grande nação zoroastriana. Eu citarei para vocês, irmãos, umas breves linhas de um hino que eu me lembro de ter repetido desde a minha mais tenra meninice, e que são repetidas todos os dias por milhões de seres humanos: “Assim como diferentes cursos d’água, embora tendo suas fontes em diferentes lugares, juntam suas águas às do oceano; Ó Senhor, assim os diferentes caminhos que os homens tomam através de suas diferentes tendências, embora pareçam distintos, sinuosos ou diretos, todos conduzem à Ti”. Esta presente convenção, que é uma das mais augustas assembléias jamais reunidas e, em si mesma, uma demonstração, uma declaração para o mundo, da maravilhosa doutrina pregada no Bhagavad Gita: “Quem quer que venha a Mim, não importa sob que forma, eu o acolho; todos os homens estão se esforçando, através de diferentes carinhos, que ao final conduzirão a Mim”. Sectarismo, estreiteza de espírito e seu horrível descendente, o fanatismo, há muito tempo se apoderaram desta bonita terra. Encheu a terra com violência, encharcou‐a repetidas vezes com sangue dos homens, destruiu civilizações e colocou nações inteiras em estado de desespero. Não fossem por esses terríveis demônios, a sociedade humana estaria em uma condição muito mais avançada da que se encontra hoje. Mas seu tempo chegará; e eu ferventemente espero que o sino que tocou esta manhã em honra deste Parlamento, possa ser o prenúncio do fim de todo o fanatismo, de todas as perseguições, com a espada ou com a caneta, e de todos os sentimentos injustos entre pessoas que percorrem seus caminhos na direção da mesma meta."