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Swami Vivekananda

Swami Vivekananda

Swami Vivekananda (1863 - 1902) foi um monge hindu e líder espiritual indiano.

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Frases - Página 3

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"“ Quem pode viver um momento, respirar um momento,se não for pela vontade do Uno Todo –poderoso”? Ele é a providência sempre ativa. Todo poder lhe pertence e está dentro de sua vontade. Por sua vontade os ventos sopram, o Sol brilha, a terra vive e a morte passeia pelo universo. Ele é o todo e está em tudo. Nós só podemos adorá-lo. Renunciais aos frutos da ação. Fazei o bem por amor ao bem, e só então chegareis ao perfeito desapego, assim se romperão as ligaduras do coração e realizaremos a liberdade perfeita.”"
""O homem comum não pode pensar em coisa alguma que não seja concreta. Gosta, naturalmente, de agarrar-se ao que seu intelecto apreende. Essa é a religião das masssas, em todo o mundo. Acreditam num deus inteiramente separado delas, um grande rei, um poderoso monarca, por assim dizer. Ao mesmo tempo, fazem-no mais puro do que os monarcas da Terra, dão-lhe todas as boas qualidades e removem dele todos os defeitos, como se fosse possível o bem existir sem o mal, ou qualquer concepção de luz sem a concepção das trevas! (...) Numa palavra, é um deus humano, apenas infinitamente maior do que o homem, sem qualquer dos defeitos que o homem tem.""
"O mundo não é bom nem mau; cada homem constrói seu próprio mundo. Um cego pensa num mundo duro ou macio, frio ou quente. Somos uma mistura de felicidade e sofrimento, como já tivemos ocasião de comprovar centenas de vezes em nossa vida. Em geral os jovens são otimistas e os velhos, pessimistas. Os jovens têm a vida diante de si, os velhos queixam-se de que seu tempo já passou; centenas de desejos insatisfeitos debatem-se em seus corações. Contudo ambos são tolos. A vida é boa ou má de acordo com o estado de espírito com que a contemplamos. Em si mesma, não é nada. O fogo, em si mesmo, não é bom nem mau. Quando somos aquecidos por ele, dizemos: “Como é lindo o fogo!”Ao queimar-nos os dedos, nós o condenamos. De acordo com o uso que fazemos dele, ele nos causa uma sensação boa ou má. O mesmo se dá com o mundo."
"Voltando ao nosso assunto, chegamos a seguir ao pranayama, controle da respiração. Que tem isso a ver com os poderes de concentração da mente? A respiração é como o volante desta máquina, o corpo. Numa grande máquina encontrais o volante se movimento, e aquele movimento é comunicado à maquinaria cada vez mais fina, até que o mais delicado, o mais fino maquinismo da máquina é posto em movimento. A respiração é o volante, suprindo e regulando a força motriz de tudo neste corpo. Houve, certa vez, um ministro de um grande rei, que veio a cair em desgraça. O rei, como castigo, ordenou que o encerrassem numa torre muito alta. Isso foi feito, e ali o ministro foi deixado, para morrer. Tinha ele, entretanto, uma esposa fiel, que veio ter à torre, pela noite, e chamou o marido lá no alto para saber o que poderia fazer por ele. Disse-lhe o homem que voltasse na noite seguinte e trouxesse uma corda comprida, um pouco de cordão bem forte, barbante, fio de seda, um besouro, e um pouco de mel. Embora muito espantada, a boa esposa obedeceu e levou-lhe os artigos pedidos. O marido disse-lhe que amarrasse bem o fio de seda no besouro, depois untasse as antenas dele com uma gota de mel e o libertasse na parede da torre, com a cabeça voltada para cima. A mulher cumpriu aquelas instruções e o besouro iniciou sua longa jornada. Sentindo diante de si o cheiro do mel, foi-se arrastando para a frente, subindo, na esperança de alcançá-lo, até que chegou ao alto da torre, onde o ministro o agarrou e se apoderou do fio de seda. Disse, então, à esposa, que amarrasse na outra ponta o barbante, e depois de o ter içado, repetiu o processo com o cordão forte, e, finalmente, com a corda. O resto foi fácil. O ministro desceu da torre por meio da corda, e fugiu. Neste nosso corpo o movimento respiratório é o fio de seda. Mantendo-o e aprendendo a controlá-lo, apanhamos o barbante das correntes nervosas. Delas virá o cordão forte de nossos pensamentos, e, finalmente, a corda do prana10. Ao controlarmos o Prana, alcançaremos a liberdade"
"Discurso de Swami Vivekananda na abertura do Parlamento das Religiões em Chicago, 1893 Irmãs e Irmãos da América, Meu coração fica pleno de uma alegria inenarrável ao levantar‐me para responder à calorosa e cordial boas‐vindas com a qual vocês nos receberam. Eu agradeço a vocês em nome da mais antiga ordem de monges do mundo; eu agradeço a vocês em nome da mãe das religiões, e eu agradeço a vocês em nome dos milhões e milhões de hindus de todas as classes e de todas as seitas. Meus agradecimentos, também para alguns dos conferencistas presentes neste palco que, referindo‐se aos representantes vindos do Oriente, disseram a vocês que estes homens, provenientes de nações distantes, podem muito bem reclamar para si a honra de proclamar em terras estrangeiras a idéia da tolerância. Eu estou orgulhoso de pertencer a uma religião que tem ensinado ao mundo tanto a tolerância como a aceitação universal. Nós acreditamos não apenas na tolerância universal, mas nós aceitamos todas as religiões como verdadeiras. Eu estou orgulhoso de pertencer a uma nação que tem abrigado os perseguidos e os refugiados de todas as religiões e de todas as nações da terra. Eu estou orgulhoso de dizer a vocês que nós acolhermos em nosso seio os mais puros representantes dos israelitas, que vieram para o sul da Índia e tomaram refúgio conosco no mesmo ano em que seu templo sagrado foi destruído pela tirania romana. Eu estou orgulhoso de pertencer a uma religião que abrigou e ainda acolhe os remanescentes da grande nação zoroastriana. Eu citarei para vocês, irmãos, umas breves linhas de um hino que eu me lembro de ter repetido desde a minha mais tenra meninice, e que são repetidas todos os dias por milhões de seres humanos: “Assim como diferentes cursos d’água, embora tendo suas fontes em diferentes lugares, juntam suas águas às do oceano; Ó Senhor, assim os diferentes caminhos que os homens tomam através de suas diferentes tendências, embora pareçam distintos, sinuosos ou diretos, todos conduzem à Ti”. Esta presente convenção, que é uma das mais augustas assembléias jamais reunidas e, em si mesma, uma demonstração, uma declaração para o mundo, da maravilhosa doutrina pregada no Bhagavad Gita: “Quem quer que venha a Mim, não importa sob que forma, eu o acolho; todos os homens estão se esforçando, através de diferentes carinhos, que ao final conduzirão a Mim”. Sectarismo, estreiteza de espírito e seu horrível descendente, o fanatismo, há muito tempo se apoderaram desta bonita terra. Encheu a terra com violência, encharcou‐a repetidas vezes com sangue dos homens, destruiu civilizações e colocou nações inteiras em estado de desespero. Não fossem por esses terríveis demônios, a sociedade humana estaria em uma condição muito mais avançada da que se encontra hoje. Mas seu tempo chegará; e eu ferventemente espero que o sino que tocou esta manhã em honra deste Parlamento, possa ser o prenúncio do fim de todo o fanatismo, de todas as perseguições, com a espada ou com a caneta, e de todos os sentimentos injustos entre pessoas que percorrem seus caminhos na direção da mesma meta."