Introdução
Stephen William Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, em Oxford, Inglaterra, e faleceu em 14 de março de 2018, em Cambridge. Ele se tornou uma das figuras mais icônicas da ciência moderna, conhecido como referência em Física teórica e Cosmologia. Hawking ocupou a cátedra Lucasian de Matemática na Universidade de Cambridge de 1979 a 2009, posição criada em 1663 e ocupada por Isaac Newton entre 1669 e 1701.
Sua relevância surge da capacidade de unir rigor matemático a questões fundamentais sobre o universo, como a origem do Big Bang e o destino dos buracos negros. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em 1963, aos 21 anos, Hawking definhou fisicamente, mas sua mente produziu contribuições duradouras. Ele comunicava por sintetizador de voz após perder a fala em 1985. Obras como Uma Breve História do Tempo (1988) venderam mais de 25 milhões de cópias, democratizando conceitos complexos. Hawking personificou a resiliência intelectual, influenciando gerações em ciência e cultura popular.
Origens e Formação
Hawking cresceu em uma família de classe média alta em St. Albans, Hertfordshire. Seu pai, Frank Hawking, era médico tropical no Instituto de Pesquisa Médica, e sua mãe, Isobel, formou-se em Filosofia, Política e Economia em Oxford. Ele tinha dois irmãos mais novos, Mary e Philip, e uma irmã adotiva, Mary. A família valorizava a educação e a curiosidade científica.
Aos 8 anos, Hawking frequentou a escola primária Byron House, em Highgate, e depois a St. Albans School, onde se destacou em ciências apesar de notas irregulares em humanidades. Apelidado de "Einstein" por colegas, ele montava modelos de relógios e foguetes em casa. Em 1959, ingressou no University College de Oxford para estudar Ciências Naturais, com ênfase em Física. Graduou-se com honras em 1962, aos 20 anos.
Hawking planejava química, mas mudou para Física após um teste revelador. Em Oxford, ele remou no clube universitário e notou os primeiros sintomas de ELA, como tropeços. Para o pós-graduação, mudou-se para Trinity Hall, Cambridge, em 1962, supervisionado por Dennis Sciama. Lá, obteve PhD em 1966 com tese sobre "Propriedades de Universos em Expansão Contínua". Essa formação o preparou para explorar cosmologia relativística.
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira de Hawking decolou na década de 1970. Em 1970, com Roger Penrose, provou o teorema de singularidade, mostrando que o Big Bang e buracos negros envolvem singularidades onde leis da física colapsam. Isso ganhou a Medalha Eddington em 1975.
Em 1974, Hawking postula a "radiação Hawking", prevendo que buracos negros emitem radiação térmica e evaporam, unindo mecânica quântica e gravidade. Publicado na Nature, revolucionou a teoria quântica de campos em espaços curvos. Ele recebeu a Medalha Hughes da Royal Society em 1974 e tornou-se Fellow da Royal Society no mesmo ano.
Hawking ocupou a cátedra Lucasian em 1979, sucedendo Paul Dirac. Seus trabalhos subsequentes incluíram a "proposta sem fronteiras" com James Hartle em 1983, modelando o universo sem singularidade inicial. Em 1988, lançou Uma Breve História do Tempo, explicando buracos negros, tempo e cosmologia para leigos. O livro permaneceu na lista de best-sellers do Sunday Times por 237 semanas.
Outros livros: Buracos Negros e Universos Bebês (1993), O Universo numa Casca de Noz (2001) e Uma Breve História do Tempo Maior (2005, com Leonard Mlodinow). Hawking colaborou com Kip Thorne em A Ciência de Interesse Geral para o filme Interestelar (2014). Ele defendeu viagens espaciais, alertou sobre riscos da IA e aquecimento global. Recebeu a Ordem do Mérito (1982), Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA (2009) e foi nomeado Companheiro de Honra (2013).
- Marcos cronológicos principais:
- 1966: PhD em Cosmologia.
- 1971: Teorema de área dos buracos negros.
- 1974: Radiação Hawking.
- 1979: Cátedra Lucasian.
- 1988: Best-seller global.
- 2009: Aposentadoria da cátedra; Diretor de Pesquisa em Cambridge.
Vida Pessoal e Conflitos
Hawking casou-se com Jane Wilde em 1965, logo após o diagnóstico de ELA. Teve três filhos: Robert (1967), Lucy (1970) e Timothy (1979). Jane cuidou dele por décadas, mas o casamento sofreu com sua fama e interesses dela em religião. Divorciaram-se em 1995 após 30 anos.
Em 1995, Hawking casou-se com Elaine Mason, enfermeira e filha de um engenheiro da empresa que fez seu sintetizador de voz. Alegações de abuso físico por Elaine surgiram em 2000, investigadas pela polícia, mas arquivadas sem provas. Divorciaram-se em 2006. Hawking manteve contato com Jane e filhos; Lucy escreveu romances inspirados nele.
A ELA progrediu devagar; ele caminhava até 1969 e falava até 1985, após pneumonia em Genebra. Usou um processador de texto no óculos para falar. Hawking viajou globalmente, incluindo voo zero-gravidade em 2007. Ele fumava e bebia na juventude, desafiando médicos. Críticas incluíam ateísmo militante e apostas perdidas, como contra buracos negros sem cabelo.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Hawking deixou um legado em Física teórica, com radiação Hawking testada indiretamente em análogos laboratoriais até 2026. Sua cátedra influenciou sucessores como Michael Green. Livros inspiram educação científica; o filme biográfico A Teoria de Tudo (2014), com Eddie Redmayne (Oscar), popularizou sua história.
Instituições como o Centro de Cosmologia Stephen Hawking em Cambridge perpetuam seu trabalho. Até 2026, debates sobre gravidade quântica citam seus teoremas. Hawking alertou sobre extinção humana por asteroides, superpopulação e IA, influenciando políticas como o Projeto Breakthrough Starshot.
Sua imagem cultural persiste em memes, aparições no Simpsons e Star Trek. Fundações familiares apoiam pesquisa em ELA. Hawking simboliza superação, com frases como "Enquanto houver vida, há esperança" ecoando. Até fevereiro 2026, nenhum avanço quântico-gravitacional o superou diretamente, mas inspira missões como James Webb.
