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Sheryl Sandberg

Sheryl Sandberg

Biografia Completa

Introdução

Sheryl Kara Sandberg nasceu em 28 de agosto de 1969, em Washington, D.C., Estados Unidos. Economista de formação, ascendeu a uma das executivas mais influentes do Vale do Silício. Como chefe de operações (COO) do Facebook de 2008 a 2022, supervisionou o crescimento da empresa em publicidade e receitas, elevando-a de startup a empresa bilionária.

Fundou a organização Lean In em 2013, lançada com seu livro homônimo ("Faça acontecer", no Brasil), que incentiva mulheres a perseguirem ambições profissionais e combatem barreiras de gênero no ambiente corporativo. Coautora de "Plano B" (2017), com Adam Grant, aborda resiliência após perdas pessoais. Sua palestra TED de 2010, "Por que temos poucas mulheres líderes?", acumulou milhões de visualizações e moldou debates globais sobre liderança feminina. Até 2026, seu legado persiste em filantropia e conselhos empresariais, com patrimônio estimado em bilhões de dólares.

Origens e Formação

Sheryl cresceu em uma família judia de classe média em North Miami Beach, Flórida. Seu pai, Joel Sandberg, era oftalmologista; a mãe, Adele, professora. Teve dois irmãos: David, professor de física quântica na UC Berkeley, e Michelle, executiva. Desde jovem, destacou-se academicamente.

Na North Miami Beach Senior High School, graduou-se em 1987 como a aluna de maior nota. Ingressou na Harvard College aos 17 anos, formando-se em 1991 com summa cum laude em economia. Durante a faculdade, trabalhou como assistente de Larry Summers, então economista-chefe do Banco Mundial.

Em 1995, obteve MBA pela Harvard Business School. Iniciou carreira na McKinsey & Company como consultora de gestão. Em 1996, seguiu Summers ao Departamento do Tesouro dos EUA, sob o presidente Bill Clinton, tornando-se chefe de gabinete da Secretaria de Política Econômica. Lá, lidou com crises financeiras asiáticas e políticas fiscais.

Trajetória e Principais Contribuições

Em 2001, Sandberg juntou-se ao Google como gerente de vendas gerais. Rapidamente, expandiu as operações de publicidade online, ajudando a empresa a dominar o mercado de buscas pagas. Em 2004, casada com Dave Goldberg, deu à luz sua primeira filha, mas equilibrou maternidade e carreira sem pausas longas. Tornou-se vice-presidente de vendas globais em 2006.

Em 2008, Mark Zuckerberg a recrutou como primeira COO do Facebook. Sob sua liderança, as receitas saltaram de US$ 150 milhões para mais de US$ 100 bilhões anuais até 2021. Implementou estruturas de monetização via anúncios, aquisições como Instagram (2012) e WhatsApp (2014), e expansão global. Em 2012, o Facebook estreou na bolsa com valuation de US$ 104 bilhões.

Sua contribuição mais visível veio com Lean In. A palestra TED de dezembro de 2010 viralizou, com 12 milhões de visualizações até 2026. O livro "Lean In: Women, Work, and the Will to Lead" (2013) vendeu milhões, criticando o "mito da meritocracia" e propondo "círculos Lean In" para mentoria feminina. A organização Lean In.org, cofundada com Nell Scovell, criou comunidades online com mais de 1 milhão de membros até 2023.

Em 2017, publicou "Option B: Facing Adversity, Building Resilience, and Finding Joy", com Adam Grant, inspirado na morte súbita de seu marido. O livro enfatiza estratégias para superar traumas. Sandberg continuou no Facebook durante escândalos como Cambridge Analytica (2018), defendendo transparência. Em fevereiro de 2022, anunciou saída do cargo de COO para focar em família e filantropia, permanecendo no conselho até maio de 2024.

Vida Pessoal e Conflitos

Sandberg casou-se com Dave Goldberg, CEO da SurveyMonkey, em 2004. Tiveram dois filhos e uma filha de casamentos anteriores dele. Em maio de 2015, Goldberg morreu aos 47 anos de embolia pulmonar durante férias no México, aos 15 dias de casamento de 11 anos. Sandberg compartilhou publicamente o luto em posts no Facebook, alcançando bilhões de interações, e usou a experiência em "Plano B".

Enfrentou críticas por desigualdades de gênero no Facebook, onde mulheres representavam apenas 31% da força de trabalho em 2014. Acusações de priorizar lucros sobre privacidade surgiram pós-2016. Em 2020, defendeu a empresa em audiências no Congresso sobre desinformação eleitoral. Divorciou-se de Goldberg postumamente em termos formais, mas manteve legado familiar. Em 2024, anunciou noivado com Tom Bernthal, produtor.

Sua fortuna, de ações do Facebook/Meta, a colocou na lista Forbes de bilionárias, com foco em doações via Sandberg Goldberg Families Fund para apoio a viúvas e empreendedoras.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até 2026, Lean In influenciou políticas corporativas, com milhares de empresas adotando treinamentos de viés inconsciente. O livro "Faça acontecer" segue referência em RH e estudos de gênero. Sandberg investe em startups femininas via LeanIn.Org e filantropia, doando milhões para educação e saúde mental.

Permanece no conselho da Disney e da ONE Campaign contra pobreza. Seu TED Talk continua entre os mais vistos. Críticas persistem sobre "lean in feminism" ignorar interseccionalidade, mas defensores a veem como catalisadora de avanços, com mulheres em C-suites subindo de 4% em 2008 para 10% em 2023. Sem projeções, seu impacto factual reside em modelar liderança resiliente e advocacy mensurável.

Pensamentos de Sheryl Sandberg

Algumas das citações mais marcantes do autor.