Introdução
Romário de Souza Faria, popularmente chamado de Romário ou Baixinho devido à sua estatura de 1,67 metro, é um ex-jogador de futebol brasileiro nascido em 27 de janeiro de 1966, na favela do Manga do Mangueira, no Rio de Janeiro. Sua trajetória no esporte o coloca entre os maiores artilheiros da história do futebol brasileiro, com destaque para os 55 gols em 70 partidas pela Seleção Brasileira.
Ele conquistou a Copa do Mundo FIFA de 1994 nos Estados Unidos, onde marcou cinco gols, incluindo dois nas oitavas de final contra o Paraguai, e recebeu a Bola de Ouro como melhor jogador do torneio. Romário atuou em clubes como Vasco da Gama, Flamengo, PSV Eindhoven e Barcelona, acumulando títulos nacionais e internacionais. Após pendurar as chuteiras em 2009, migrou para a política, atuando como vereador no Rio de Janeiro de 2003 a 2007, deputado federal de 2011 a 2015 e senador pelo Rio de Janeiro de 2015 a 2023, filiado ao PSB. Sua relevância persiste no debate sobre futebol e gestão pública no Brasil até 2026.
Origens e Formação
Romário cresceu em condições humildes na comunidade do Manga do Mangueira, no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Filho de Evaristo, pedreiro, e Neuza, empregada doméstica, ele começou a jogar futebol nas ruas e campos de terra da região. Aos 12 anos, ingressou nas categorias de base do Olaria Futebol Clube, mas logo chamou atenção do Vasco da Gama.
Em 1981, aos 15 anos, estreou profissionalmente pelo Vasco, após passagens breves por Americano e Mesquita. Seu talento como centroavante nato, com faro de gol aguçado e habilidade em espaços curtos, o destacou rapidamente. Não há registros detalhados de educação formal além do ensino básico, mas o futebol de rua moldou seu estilo pragmático e letal. Influências iniciais incluem ídolos como Roberto Dinamite, companheiro no Vasco, que o orientou nos primeiros anos profissionais.
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira de Romário seguiu uma linha cronológica marcada por transferências internacionais e títulos expressivos. Pelo Vasco da Gama (1981-1985), venceu o Campeonato Carioca de 1982, 1983, 1984 e 1985, além da Copa Libertadores da América de 1981? Não, o Vasco venceu a Libertadores em 1998, mas Romário contribuiu para o Brasileirão de 1989 mais tarde. Correção factual: em sua primeira passagem, destacou-se como artilheiro do Carioca 1985 com 26 gols.
Transferido ao Flamengo em 1985 por Cr$ 100 milhões (equivalente a cerca de R$ 4 milhões atuais ajustados), jogou até 1988, vencendo o Carioca de 1986 e marcando 52 gols em 64 jogos. Em 1988, rumou ao PSV Eindhoven, na Holanda, por 2 milhões de guilders. Lá, de 1988 a 1993, conquistou três Campeonatos Holandeses (1989, 1991, 1992), a Supercopa da UEFA de 1989 e duas Copas da Holanda, com 165 gols em 166 jogos na liga holandesa, recorde até hoje.
Em julho de 1993, assinou com o Barcelona por 1,4 bilhão de pesetas (cerca de 15 milhões de dólares), jogando até 1995. Venceu a Copa del Rey de 1994 e a Supercopa da Espanha de 1994, marcando 29 gols em 53 jogos. Retornou ao Flamengo em 1995, vencendo o Carioca de 1996 e o Brasileirão de 1995? Flamengo venceu Carioca 96. Depois, passou por Fluminense (1999-2000), onde evitou rebaixamento com gols decisivos, e Vasco novamente (2000-2002), vencendo o Carioca de 2000 e 2001. Atuou ainda por Al-Sadd (Qatar, 2003), Flamengo (2004-2005), Vasco (2006-2009), onde se aposentou aos 43 anos com o Carioca de 2008 e 2009.
Pela Seleção Brasileira, estreou em 1987 contra a Arábia Saudita. Participou das Copas de 1990 (sem gols), 1994 (cinco gols, vice-artilheiro) e 1998 (dois gols). Foi convocado para 2002, mas cortado por lesão. Acumulou 70 jogos e 55 gols oficiais, recorde histórico mantido até Neymar empatar em 2023. Contribuições incluem gols icônicos, como o do título contra a Itália em 1994.
Vida Pessoal e Conflitos
Romário casou-se várias vezes e tem seis filhos de diferentes relacionamentos: Romário Jr., Romarinho, Luana, Daniella, Isabella e um mais recente. Viveu polêmicas públicas relacionadas a festas e noitadas, que geraram atritos com treinadores. Em 1994, discutiu com Zagallo após a Copa, alegando excesso de confiança. Lesões recorrentes, como no joelho em 1995 e 2002, limitaram convocações.
Na política, enfrentou críticas por ausências e investigações. Como vereador pelo PFL (atual DEM) de 2003 a 2007, focou em esporte e lazer. Eleito deputado federal pelo PSB em 2010, tomou posse em 2011 e atuou até 2015. Como senador desde 2015, integrou CPIs de futebol e criticou corrupção na CBF. Em 2018, disputou o governo do RJ, ficando em terceiro. Deixou o cargo em 2023. Não há condenações criminais registradas até 2026, mas declarações polêmicas, como em 2020 sobre pandemia, geraram controvérsias.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Romário deixa um legado como um dos maiores finalizadores do futebol, com mais de 1.000 gols em carreira oficial (número reivindicado por ele, aceito em contextos brasileiros). Sua atuação na Copa de 1994 é citada como pivotal para o tetra brasileiro. No PSV e Barcelona sob Cruyff, exemplificou o "futebol total" adaptado ao gol.
Politicamente, influenciou debates sobre transparência no esporte, com projetos contra fraudes na CBF aprovados em 2016-2018. Até 2026, é comentarista ocasional na TV Globo e ESPN, e sua estátua no Maracanã homenageia sua carreira. Romário permanece figura ativa em redes sociais, comentando futebol e política, sem filiação partidária confirmada pós-2023.
