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Richard Simonetti

Richard Simonetti

Biografia Completa

Introdução

Richard Simonetti nasceu em 6 de janeiro de 1935, em São Paulo, Brasil. Faleceu em 25 de dezembro de 2018, aos 83 anos. Ele se destacou como escritor espírita, autor de mais de 50 obras publicadas principalmente pela Editora Cei. Sua produção literária aborda temas como doutrina espírita, problemas cotidianos e saúde emocional sob perspectiva espírita.

Simonetti atuou também como palestrante e líder em centros espíritas. Formado em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em 1958, trabalhou na área por cerca de 30 anos antes de se dedicar integralmente ao espiritismo a partir da década de 1990. Seus livros vendem milhões de exemplares e influenciam o movimento espírita brasileiro. De acordo com dados consolidados, ele fundou o Grupo de Estudos Espíritas Amor e Caridade em 1967, em São Paulo. Sua relevância reside na divulgação acessível da codificação de Allan Kardec, adaptada a questões modernas. Obras como "Conheça o espiritismo" servem como introduções à doutrina. Até 2026, suas publicações permanecem em catálogo e são referenciadas em estudos espíritas.

Origens e Formação

Richard Simonetti cresceu em São Paulo durante os anos 1930 e 1940. O contexto familiar incluía influências católicas tradicionais, comuns na época no Brasil. Não há detalhes específicos sobre infância ou adolescência nos dados disponíveis, mas ele seguiu carreira técnica.

Em 1958, graduou-se engenheiro civil pela Poli-USP. Exerceu a profissão em empresas de construção e infraestrutura. Nos anos 1960, enfrentou uma crise pessoal que o levou ao espiritismo. De acordo com relatos documentados, uma experiência de mediunidade e leituras iniciais de obras kardecistas mudaram sua trajetória. Em 1967, fundou o Grupo de Estudos Espíritas Amor e Caridade, no bairro do Brooklin, em São Paulo. Esse centro se tornou referência para estudos doutrinários.

Simonetti manteve equilíbrio entre engenharia e atividades espíritas até os anos 1980. A partir daí, intensificou palestras e escritos. Sua formação técnica influenciou abordagem racional no espiritismo, evitando misticismos excessivos. Ele enfatizava estudo lógico da doutrina, como consta em entrevistas e prefácios de livros.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira literária de Simonetti ganhou impulso nos anos 1990. Ele publicou dezenas de títulos pela Editora Cei, editora espírita sediada em São Paulo. Seus livros combinam explicações doutrinárias com aplicações práticas.

Principais marcos cronológicos incluem:

  • Anos 1990: Início de produção intensa, com obras introdutórias ao espiritismo.
  • 2000: Lançamento de "Luzes no caminho", que orienta sobre evolução espiritual.
  • 2004: "Temas de hoje, problemas de sempre", aborda questões contemporâneas sob ótica espírita.
  • 2015: "Depressão", trata saúde mental com referências espíritas.
  • 2018: "Conheça o espiritismo", manual básico da doutrina.
  • 2019: "Para viver a grande mensagem", obra póstuma organizada por colaboradores.

Simonetti escreveu mais de 50 livros, incluindo "Espiritismo sem mitos", "O ser e o tempo" e "Viagem espiritual". Suas palestras, gravadas em DVDs e YouTube, alcançaram público amplo. Ele viajou pelo Brasil, ministrando em centros espíritas. Contribuições principais envolvem desmistificação de equívocos espíritas, ênfase em caridade e reforma íntima. Seus textos usam linguagem clara, acessível a leigos.

O Grupo Amor e Caridade expandiu-se sob sua liderança, promovendo cursos e livros. Até 2018, Simonetti coordenava atividades semanais. Sua obra totaliza milhões de exemplares vendidos, conforme relatórios editoriais. Ele colaborou com revistas espíritas e sites como o Pensador, onde citações suas circulam amplamente.

Vida Pessoal e Conflitos

Simonetti manteve vida familiar discreta. Casou-se e teve filhos, mas detalhes específicos não são amplamente documentados. Residiu em São Paulo, próximo ao centro espírita que fundou. Sua rotina incluía trabalho profissional, estudos espíritas e família.

Crises pessoais nos anos 1960 impulsionaram sua adesão ao espiritismo. Ele descreveu, em livros, experiências de angústia resolvidas pela doutrina. Não há registros de conflitos públicos graves. Algumas críticas, comuns no meio espírita, questionavam sua simplificação de conceitos kardecistas. Simonetti respondia defendendo acessibilidade.

Saúde declinou nos últimos anos. Em 2018, faleceu por complicações respiratórias, em São Paulo. Familiares e espíritas lamentaram a perda, destacando seu legado pacífico. Não há menção a controvérsias jurídicas ou pessoais em fontes consolidadas.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Richard Simonetti deixa legado como divulgador do espiritismo no Brasil, país com maior número de adeptos da doutrina fora da França. Seus livros permanecem em impressão pela Cei. Até 2026, títulos como "Conheça o espiritismo" integram bibliotecas de centros espíritas.

Citações suas circulam em plataformas digitais, como Pensador.com. Palestras gravadas somam milhões de visualizações. O Grupo Amor e Caridade continua ativo, preservando suas orientações. Sua influência persiste em autores espíritas contemporâneos, que citam sua clareza racional.

Em contexto de saúde mental, obras como "Depressão" ganham relevância pós-pandemia. Até fevereiro 2026, edições digitais expandem alcance. Simonetti simboliza espiritismo prático, sem rituais complexos. Seu impacto consolida-se em vendas contínuas e estudos doutrinários.

Pensamentos de Richard Simonetti

Algumas das citações mais marcantes do autor.

"O mundo tem sua cor..... É você que mede o mundo e o vê como é você. Se você põe óculos de bondade, de amor, Tudo é belo, positivo, Porque positivo e belo é você. Se você é vingativo, Invejoso, egoísta, Vê o mundo desse jeito, Porque desse jeito é você, Do modo que você fala, Do modo que você vê, Do modo que você pensa, Desse modo é você. Você é a medida do seu mundo, Mas... que felicidade! Que alegria! Se Cristo fosse a medida de você!"
"FELICIDADE... NUNCA A POMOS ONDE NÓS ESTAMOS Em Velho Tema, Vicente de Carvalho (1866-1924) exprime essa arraigada condição humana: a incapacidade de sermos felizes por não valorizarmos o que a vida nos oferece. "Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada. Nem é mais a existência, resumida. Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz ansiosa e embevecida, É uma hora feliz, sempre adiada E que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, Árvore milagrosa que sonhamos, Toda arreada de dourados pomos, Existe, sim; mas nós não a alcançamos Porque está sempre apenas onde a pomos E nunca a pomos onde estamos." Onde estivermos, na Terra ou no Além, sustentaremos o céu ou o inferno, construído na intimidade de nosso ser com as ferramentas do cérebro e do coração, tendo por material o que pensamos e sentimos."
"PARTIDAS E CHEGADAS Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro". Assim é a morte. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi, no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena. A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos. Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário. A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada. Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade que somos todos nós."