Introdução
Clinton Richard Dawkins nasceu em 26 de março de 1941, em Nairóbi, no Quênia, então colônia britânica. Filho de pais britânicos – o pai, um agricultor, e a mãe, de família militar –, ele cresceu em ambiente colonial. Dawkins emergiu como biólogo evolutivo proeminente e escritor. Sua obra combina ciência rigorosa com defesa do ateísmo.
Ele ganhou fama com O Gene Egoísta (1976), que introduziu o conceito de "gene egoísta". Posteriormente, Deus, um Delírio (2006) o posicionou como crítico veemente da religião. Ateu declarado, Dawkins combate o criacionismo e o design inteligente. Esses esforços o tornaram figura central no "novo ateísmo". Até 2026, sua influência persiste em debates sobre ciência e fé. Ele recebeu prêmios como o Prêmio Lewis Thomas pela escrita científica distinguida, em 2006. (152 palavras)
Origens e Formação
Dawkins passou a infância no Quênia até os oito anos. Lá, observou a natureza africana, o que despertou seu interesse pela biologia. Em 1949, a família retornou à Inglaterra. Ele frequentou a escola preparatória Chafyn Grove, em Wiltshire. Posteriormente, ingressou no Oundle School, uma boarding school em Northamptonshire.
Em 1962, Dawkins entrou no Balliol College, Universidade de Oxford, para estudar zoologia. Graduou-se com distinção em 1966. Logo em seguida, iniciou o DPhil em zoologia na mesma universidade, sob supervisão de Desmond Morris, etólogo famoso. Sua tese, defendida em 1966, focou no comportamento de pintinhos.
Durante os estudos, Dawkins absorveu ideias de Charles Darwin e influências modernas como William Hamilton, pioneiro na biologia evolutiva. Hamilton enfatizava a seleção de parentesco, conceito chave para Dawkins. Em 1967, ele assumiu o cargo de assistente de pesquisa no Departamento de Zoologia de Oxford. Esses anos moldaram sua visão gene-centrada da evolução. Ele lecionou em universidades americanas, como a Califórnia em Berkeley (1967-1969), onde ampliou perspectivas. De volta a Oxford em 1970, como lecturer. (218 palavras)
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira acadêmica de Dawkins avançou rapidamente. Em 1970, tornou-se lecturer no Magdalen College, Oxford. Publicou artigos em revistas como Nature e Animal Behaviour. Seu primeiro livro, O Gene Egoísta (1976), revolucionou a biologia popular. Nele, argumenta que genes, não indivíduos, são unidades de seleção natural. O termo "meme" surgiu ali, descrevendo ideias culturais que se replicam como genes.
Em 1982, lançou O Relógio do Macaco Cego, refutando argumentos criacionistas. O livro ganhou o Prêmio Royal Society of Literature Award. Dawkins rebate a analogia do "relojoeiro cego" de William Paley, mostrando como seleção natural cria complexidade sem design. Em 1986, editou The Blind Watchmaker (versão em inglês).
Outros marcos incluem O Rio da Vida (1995), com ilustrações de árvores evolutivas, e A Escalada do Monte Improvável (1996), combatendo ideias de design inteligente. Em 2006, Deus, um Delírio vendeu milhões. Critica religiões como delirantes e defende ateísmo racional. O livro impulsionou o movimento do novo ateísmo, ao lado de Sam Harris e Christopher Hitchens.
Dawkins ocupou a cadeira Simonyi Professor for the Public Understanding of Science, em Oxford, de 1995 a 2008. Financiada por Charles Simonyi, promoveu divulgação científica. Fundou a Richard Dawkins Foundation for Reason and Science, em 2006, para educação racional e secularismo. Produziu documentários como The Root of All Evil? (2006) e The Enemies of Reason (2007).
Ele publicou mais de uma dúzia de livros até 2026, incluindo O Maior Espetáculo na Terra (2009), evidenciando evolução, e Voando em Sarcófagos de Carbono (2021), sobre viagens aéreas e clima. De 2013 a 2021, editou a série The Science of Life. Participou de debates públicos, como contra criacionistas nos EUA. Recebeu honrarias: Fellow da Royal Society (2001), Companion of Honour (2017). (412 palavras)
Vida Pessoal e Conflitos
Dawkins casou-se três vezes. Primeiro, com Marian Stamp, em 1967; divorciaram-se em 1984. Ela é etóloga. Segundo casamento, com Eve Barham, de 1984 a 1999; tiveram uma filha, Juliet Emma. Terceiro, com a atriz Lalla Ward, em 1992; permanecem casados.
Ele enfrentou críticas. Feministas o acusaram de insensibilidade em tweets sobre estupros, em 2014, levando a pedidos de demissão da fundação. Dawkins defendeu-se, alegando defesa da razão. Críticos religiosos o rotularam militante ou intolerante. Criacionistas, como Ken Ham, o desafiaram publicamente.
Dawkins diagnosticou câncer de próstata em 2022, mas continuou ativo. Escreveu sobre envelhecimento em Voando em Sarcófagos de Carbono. Não há relatos de conflitos graves com colegas acadêmicos. Ele mantém residência em Oxford. (168 palavras)
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Dawkins transformou a divulgação científica. Seus livros venderam mais de 10 milhões de cópias. Popularizou memes e gene egoísta, influenciando psicologia evolutiva e internet culture. No ateísmo, catalisou o secularismo moderno. A fundação expandiu-se, apoiando educação científica global.
Até 2026, ele permanece referência em debates sobre IA, clima e religião. Palestrou em TED e universidades. Seu site richarddawkins.net discute racionalismo. Críticos notam polarização, mas defensores elogiam defesa da ciência. Obras como Deus, um Delírio continuam best-sellers. Ele inspira ateus jovens via podcasts e YouTube. Influência persiste em biologia sintética e ética secular. (147 palavras)
