Introdução
Rainhas do Crime, conhecido internacionalmente como The Kitchen, estreou nos cinemas em 9 de agosto de 2019 nos Estados Unidos. Dirigido e roteirizado por Andrea Berloff em sua estreia na direção de longas-metragens, o filme combina elementos de comédia, drama e crime. Produzido pela New Line Cinema e BRON Studios, com distribuição da Warner Bros. Pictures, adapta uma minissérie de quadrinhos homônima publicada pela Vertigo, selo da DC Comics, entre 2013 e 2014.
A trama se passa no bairro de Hell's Kitchen, em Nova York, durante os anos 1970. Três esposas de mafiosos irlandeses — Kathy (Melissa McCarthy), Claire (Elisabeth Moss) e Ruby (Tiffany Haddish) — veem seus maridos presos em uma operação federal. Sem opções, elas assumem o controle dos negócios criminosos locais, enfrentando resistências e expandindo seu império. O filme destaca temas de empoderamento feminino em contextos masculinos dominantes, com cenas de ação e humor negro. Com duração de 102 minutos, recebeu classificação R nos EUA por violência, linguagem e conteúdo adulto. Sua recepção crítica foi mista, com elogios ao elenco feminino e críticas à narrativa previsível. (152 palavras)
Origens e Formação
O projeto tem raízes nos quadrinhos The Kitchen, criados por Ollie Masters (roteiro), Ming Doyle (arte) e JD Mantegna (cores), publicados em três edições pela Vertigo em 2014. A história original explora o submundo do crime em Hell's Kitchen nos anos 1970, focando nas esposas marginalizadas que se tornam chefes da máfia. Andrea Berloff adquiriu os direitos e escreveu o primeiro rascunho do roteiro em 2015, com Daniel Casey revisando-o posteriormente.
Berloff, conhecida por roteiros como Straight Outta Compton (2015), indicada ao Oscar, assumiu a direção pela primeira vez. A produção começou em 2018, com filmagens em Nova York e Nova Jersey, recriando o visual sujo e decadente da era pré-Giuliani. Locais autênticos como o antigo Tunnel Garage foram usados. O orçamento ficou em torno de US$ 40 milhões. Produtores incluem Michael De Luca, Jason Michael Berman e Kevin Frakes. A trilha sonora, composta por Joel P West, mistura rock clássico dos anos 1970, com músicas de artistas como The Who e Nina Simone licenciadas para o filme. (178 palavras)
Trajetória e Principais Contribuições
O desenvolvimento culminou em um elenco estelar. Melissa McCarthy interpreta Kathy, a matriarca pragmática; Elisabeth Moss é Claire, vítima de abuso que ganha confiança; Tiffany Haddish vive Ruby, ambiciosa e falante. Atuações masculinas incluem Domhnall Gleeson como o detetive Klein, Margo Martindale como Helen McCarthy, Common como "Big Cookie" e Bill Camp como Alberto Rizzo.
Lançado em 9 de agosto de 2019, o filme estreou simultaneamente em 3.238 salas nos EUA. A estreia mundial ocorreu no TCL Chinese Theatre, em Los Angeles. Campanhas de marketing enfatizaram o trio feminino, com trailers destacando empoderamento e violência gráfica. Internacionalmente, recebeu o título Rainhas do Crime no Brasil e equivalentes em outros mercados.
Na bilheteria, arrecadou US$ 13,5 milhões nos EUA e Canadá em seu fim de semana de abertura, caindo para o terceiro lugar atrás de Hobbs & Shaw e The Lion King. Mundialmente, totalizou US$ 22,1 milhões, abaixo do orçamento, levando a prejuízo estimado. Críticas no Rotten Tomatoes deram 21% de aprovação (média 4,4/10 de 244 resenhas), com público em 45%. O consenso critica a direção inexperiente de Berloff e ritmo irregular, mas elogia as atuações de Moss e McCarthy. Premiações foram mínimas; indicada em categorias técnicas em prêmios menores como os Satellite Awards. Contribuições incluem visibilidade para Berloff e destaque para atrizes em papéis de gângsteres femininos, ecoando The Godfather com inversão de gênero. (312 palavras)
Vida Pessoal e Conflitos
O filme enfrentou controvérsias durante a produção. Inicialmente, Bryce Dallas Howard foi escalada para Claire, mas substituída por Moss após conflitos de agenda. Tiffany Haddish promoveu o filme em talk shows, mas críticas apontaram seu timing cômico como forçado em um tom dramático. Andrea Berloff defendeu sua visão em entrevistas ao Variety, enfatizando autenticidade histórica de Hell's Kitchen irlandês.
Críticas pós-lançamento focaram em estereótipos: alguns viram empoderamento superficial, comparando-o a Ocean's 8 (2018). O New York Times notou falhas no equilíbrio entre comédia e drama, enquanto o Hollywood Reporter elogiou a química feminina. Não houve grandes escândalos pessoais no elenco, mas o filme coincidiu com o #MeToo, ampliando discussões sobre mulheres em crime organizado. Berloff mencionou em podcast (The Director's Cut) desafios como coordenar cenas de ação com atrizes não treinadas em stunts. Pandemia de COVID-19 em 2020 afetou reexibições, limitando vida em streaming inicial na HBO Max. (198 palavras)
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até 2026, Rainhas do Crime permanece um marco de estreia para Andrea Berloff, que seguiu com projetos como roteiros para TV. Disponível em plataformas como Max e Netflix em rodízios regionais, atrai fãs de crime retrô. Influenciou discussões sobre representações femininas em gângster movies, citada em artigos acadêmicos sobre gênero no cinema de ação.
Sua relevância persiste em retrospectivas de 2019, como listas de "filmes subestimados" no IMDb (nota 5,5/10 de 38 mil usuários). Elenco ganhou elogios individuais: Moss indicada ao Critics' Choice por outros trabalhos no ano. Não gerou sequências ou spin-offs, mas quadrinhos originais viram reedições. Em 2023, streaming impulsionou visualizações, com picos em maratonas de McCarthy. Até fevereiro 2026, sem atualizações significativas; serve como estudo de caso para adaptações de comics com elencos femininos dominantes, contrastando sucessos como Birds of Prey (2020). Seu tom misto reflete transições do cinema de gênero na era streaming. (238 palavras)
(Total da biografia: 1.078 palavras)
