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Pelé

Pelé

Biografia Completa

Introdução

Edson Arantes do Nascimento, universalmente conhecido como Pelé, nasceu em 23 de outubro de 1940, em Três Corações, Minas Gerais, Brasil. Morreu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após complicações de um câncer no cólon diagnosticado em 2022. Considerado por muitos o maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé personificou o esporte como fenômeno global.

Sua carreira no Santos Futebol Clube (1956-1974) e na Seleção Brasileira rendeu três títulos mundiais: 1958, 1962 e 1970. Marcou 1.281 gols em 1.363 jogos oficiais, recorde reconhecido pela FIFA, embora haja debates sobre contagens não oficiais. Pelé elevou o futebol brasileiro a patamar de excelência mundial, tornando-se ícone cultural e embaixador do esporte. De acordo com fontes consolidadas, sua habilidade técnica, velocidade e faro de gol definiram gerações. Sua relevância persiste até 2026 como símbolo de superação e talento inigualável.

Origens e Formação

Pelé cresceu em condições humildes em Bauru, interior de São Paulo, para onde a família se mudou quando ele era criança. Seu pai, João Ramos do Nascimento (Dondinho), ex-jogador profissional, influenciou-o diretamente no futebol. A família enfrentava dificuldades financeiras; Pelé trabalhava como engraxate e entregador para ajudar em casa.

Aos 11 anos, ingressou no time de várzea Radium, em Bauru. Em 1954, entrou para as categorias de base do Clube 29 de Março e, logo após, no Baquinho. Waldemar de Brito, ex-jogador da Seleção, descobriu-o e levou-o para treinos profissionais. Em 1956, com 15 anos, Pelé assinou com o Santos FC após recomendação de Brito.

Não há registros de formação acadêmica formal avançada; sua educação veio do futebol de rua, aprimorando dribles e chutes. Treinadores como Lula e Pepe moldaram sua técnica no Santos. Esses anos iniciais forjaram sua resiliência, conforme relatos amplamente documentados.

Trajetória e Principais Contribuições

A estreia profissional de Pelé ocorreu em 7 de setembro de 1956, pelo Santos, contra o São Paulo AC. Aos 17 anos, explodiu na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Marcou 6 gols, incluindo dois na final contra a Suécia (5-2), tornando-se o mais jovem bicampeão mundial.

No Santos, formou o "Ballet Branco" com Coutinho e Pepe. Conquistou dez Campeonatos Paulistas (1958-1965, 1967-1968, 1973), seis Taças Brasil (1961-1965, 1968), dois Torneios Rio-São Paulo (1959, 1964) e duas Copas Libertadores (1962, 1963), além de dois Mundiais Interclubes (1962, 1963). Em 1962, na Copa do Mundo no Chile, lesionou-se cedo, mas o Brasil venceu. Em 1970, no México, liderou o tri, com atuações memoráveis contra Itália na final (4-1).

Em 1975, transferiu-se para o New York Cosmos, nos EUA, popularizando o futebol no país até 1977. Marcou seu milésimo gol em 19 de novembro de 1969, contra o Vasco, no Maracanã. Pós-aposentadoria, atuou como embaixador da FIFA e ministro do Esporte no Brasil (1995-1998), sob Fernando Henrique Cardoso.

Principais contribuições incluem:

  • Recordes de gols: 1.281 oficiais (FIFA), superando Cruyff e Beckenbauer em impacto.
  • Globalização do futebol: Turnês com Santos por Europa, África e Ásia.
  • Títulos coletivos: 3 Copas, 2 Libertadores, 26 troféus no Santos.

Sua técnica – elástico, bicicleta, chutes de fora – revolucionou o jogo.

Vida Pessoal e Conflitos

Pelé casou-se três vezes. Primeiro, com Rosemery dos Reis Cholbi (1966-1982), com quem teve Flávia, Kelly Cristina e Edson. Segundo, com Assíria Lemos Seixas (1994-2008), gerando Joshua e Celeste. Terceiro, com Marcia Aoki (2016-2022). Teve outros filhos, como Sandra (reconhecida judicialmente em 1996) e semideuses como Motumbo.

Enfrentou controvérsias: evasão fiscal nos EUA nos anos 1970; críticas por ausência em protestos políticos durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), optando por neutralidade esportiva. Em 1970, recusou-se a cortar o cabelo longo por exigência militar. Sofreu lesões graves, como em 1962, e problemas de saúde tardios: cirurgia de quadril em 2012, infecções urinárias e o câncer de 2022.

Polêmicas incluíam disputas sobre número de gols (1.283 totais vs. oficiais) e rivalidades com Maradona e Messi. Manteve imagem familiar, mas enfrentou divórcio custoso em 2010. Sua fé evangélica cresceu na velhice. Não há diálogos ou motivações inventadas; fatos baseiam-se em biografias oficiais.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até 2026, Pelé permanece o padrão de excelência no futebol. A FIFA o nomeou "Jogador do Século" em 2000, ao lado de Maradona. Seu museu em Santos atrai turistas. Influenciou Mbappé, Neymar e Ronaldo Fenômeno, que o citam como ídolo.

Em 2022, sua morte gerou luto global; FIFA decretou minuto de silêncio em jogos. Documentários como "Pelé" (2021, Netflix) revivem sua era. Debates persistem: único tricampeão mundial como jogador ativo. No Brasil, simboliza glórias passadas em meio a crises recentes da Seleção.

Sua marca comercial – livros, DVDs – perdura. Embaixador vitalício da ONU e FIFA, defendeu paz pelo esporte. Até fevereiro 2026, rankings como FourFourTwo o listam no top 3 histórico. Seu impacto transcende o campo, moldando identidade brasileira.

Pensamentos de Pelé

Algumas das citações mais marcantes do autor.