Introdução
"O Dublê", título brasileiro de The Fall Guy, estreou nos cinemas em 3 de maio de 2024 nos Estados Unidos e em 9 de maio no Brasil. Dirigido por David Leitch, o filme combina comédia, ação e romance, centrando-se na figura do dublê Colt Seavers, vivido por Ryan Gosling. A trama segue Colt, um dublê de elite aposentado, que retorna ao trabalho para localizar o ator egoísta Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson), desaparecido durante as filmagens de um grande produção de ficção científica. Ao mesmo tempo, ele tenta reconquistar sua ex-namorada, a diretora Jody Moreno (Emily Blunt), e salvar o filme dela de um colapso financeiro e de credibilidade.
O projeto homenageia a série de televisão homônima dos anos 1980, estrelada por Lee Majors, que retratava um dublê caçador de recompensas. Com um orçamento de cerca de 130 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 181 milhões globalmente até o fim de 2024. Recebeu elogios por suas sequências de ação práticas, coreografadas por Leitch, conhecido por John Wick (2014) e Deadpool 2 (2018). Críticos destacaram a química entre Gosling e Blunt, bem como a visibilidade dada à profissão subestimada dos dublês em Hollywood. Indicado a prêmios como o Saturn Award para Gosling como Melhor Ator, representa uma celebração lúdica da indústria cinematográfica.
Origens e Formação
A gênese de The Fall Guy remonta à série de TV The Fall Guy (1981-1986), criada por Glen A. Larson e estrelada por Lee Majors como Colt Seavers, um dublê que trabalhava como caçador de recompensas nos fins de semana. A série misturava ação leve, humor e acrobacias reais, tornando-se um sucesso na NBC com cinco temporadas e 111 episódios. Majors, ele mesmo um ex-dublê, incorporava o arquétipo do herói humilde e habilidoso.
Em 2010, o Universal Pictures anunciou uma adaptação cinematográfica, com Dwight Little inicialmente escalado como diretor. O projeto ganhou tração em 2021, quando David Leitch assumiu a direção, trazendo sua expertise em sequências de ação inovadoras. Leitch, que começou como dublê e coreógrafo (trabalhou em Matrix Reloaded e codirigiu John Wick), coescreveu o roteiro com Drew Pearce. A inspiração veio da necessidade de reconhecer os dublês, especialmente após campanhas como #StuntLife, que pressionavam por mais crédito à categoria.
O filme manteve o nome do protagonista, Colt Seavers, mas atualizou a narrativa para o contexto moderno de Hollywood, incorporando críticas à cultura de astros mimados e aos desafios de diretores emergentes como mulheres. Produzido pela 87North Productions (de Leitch e Kelly McCormick), 5L Media (de Gosling) e Entertainment One, o desenvolvimento enfatizou acrobacias autênticas, com Logan Holladay como dublê principal de Gosling.
Trajetória e Principais Contribuições
A produção principal ocorreu entre 2022 e 2023, filmada em locações na Austrália (Sydney e Gold Coast), escolhida por incentivos fiscais e paisagens versáteis para simular sets de Hollywood. As filmagens duraram cerca de seis meses, com destaque para sequências radicais: uma perseguição de caminhão de 250 metros de queda (recorde Guinness), explosões controladas e lutas corpo a corpo. Leitch priorizou stunts práticos sobre CGI, empregando mais de 100 dublês, incluindo veteranos como Andy Ford e Jackie Earle Haley em papéis de apoio.
Ryan Gosling, após Barbie (2023), preparou-se intensamente, treinando com dublês por meses para executar quedas e saltos. Emily Blunt, indicada ao Globo de Ouro por Oppenheimer (2023), trouxe profundidade à Jody, uma diretora ambiciosa. Aaron Taylor-Johnson retratou o vilão caricato Tom Ryder, parodiando astros como Tom Cruise. O elenco secundário incluiu Hannah Waddingham como a produtora narcisista Gail, Winston Duke como o amigo de Colt e Teresa Palmer em papel coadjuvante.
Lançado pela Universal Pictures, o filme teve estreia mundial no Festival de Cinema de SXSW em março de 2024. A campanha promocional enfatizou as acrobacias, com Gosling e Blunt em sketches humorísticos no Saturday Night Live. Comercialmente, superou expectativas iniciais de bilheteria, apesar de competição com Kingdom of the Planet of the Apes. Críticas no Rotten Tomatoes registraram 81% de aprovação, com elogios à direção de Leitch e à trilha sonora de Dominic Lewis, que remixava temas da série original. O filme contribuiu para debates sobre segurança nos sets pós-tragédia de Rust (2021), destacando protocolos da Stuntmen's Association.
- Marcos principais:
- Anúncio do elenco principal em 2022.
- Filmagem da maior queda de veículo em um filme de estúdio.
- Lançamento global em maio de 2024.
- Campanha pelos Oscars de Maquiagem e Figurino (não indicados).
Vida Pessoal e Conflitos
Como obra ficcional, O Dublê não retrata vidas reais, mas incorpora conflitos inspirados na indústria. A trama explora tensões românticas entre Colt e Jody, separados por um acidente grave de dublê que o deixou traumatizado. Críticas internas à Hollywood incluem a rivalidade entre dublês e atores, e a pressão sobre diretores mulheres em produções de alto risco.
Fora da tela, a produção enfrentou desafios logísticos pela COVID-19 residual e clima australiano, mas sem incidentes graves. Leitch dedicou o filme a dublês falecidos, como os de Top Gun: Maverick. Não há relatos de controvérsias significativas envolvendo o elenco; Gosling e Blunt promoveram harmoniosamente o projeto. A estreia coincidiu com a gravidez de Blunt, anunciada logo após.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até fevereiro de 2026, O Dublê solidificou-se como tributo à era de ouro dos dublês, impulsionando visibilidade para a categoria nos Oscars (que introduziu categoria de stunts em discussões). Influenciou produções como sequências de John Wick, reforçando o estilo "neo-stunt" de Leitch. Disponível em streaming na Peacock e Netflix em alguns mercados, manteve audiência via home video.
Em 2025, ganhou prêmios da Screen Actors Guild por stunts e foi citado em documentários sobre Hollywood. Seu impacto cultural persiste em memes de Gosling como dublê "quebrado" e na série Fall Guy potencial em desenvolvimento. Representa um raro blockbuster de meio de ano com apelo familiar, equilibrando nostalgia dos anos 80 com sátira contemporânea à indústria. Sem sequências confirmadas até 2026, permanece referência para ação cômica autêntica.
