"Devaneios ao vento... em ponteiro de setas que me impedem de seguir, então fico aqui... Quando etésios me anunciam o calor do verão em alísios me alisando as velas da imaginação fugindo dos amores em tormentas que tornan-se nuvens negras ciclone das paixões violentas que nos rodopiam até cessar... quando parece que nem existiu se não pelo estrago e virão brisas das ilusões. Sigo de vento em popa com minhas fantasias de furacão deste meu amor impetuoso por ti que me vê como um fenômeno típico do tempo. O que faço... para soprar pra ti esta minha manifestação abstrata e perceberes que estou aqui..."
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mfpoton
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Frases - Página 9
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"Somos unicos temos a nós mesmos, quando temos algum sofrimento, por mais que tenhamos alguém ao lado, a dor é própria, não se transfere ou divide. Podemos ter um acalento, mas seria único se outro a compreendesse completamente Sigo levando a mim, afetos e paixões que vem em pedaços de amores e dissabores; concordância ou discórdia mas porque nunca totalmente completo como se pudesse preencher algum plano quase que metafísico e que parece impossível, um universo de sentimentos invisíveis e desconhecidos até aos mais próximos, e infinito. ....eu sinto mas sobrevivo, tenho o meu eu, onde tenho a mim."
"Fragatas ao vento... e eu deitada aqui na areia a olhar o céu... nuvens cinzas encobrindo o azul Fragatas planando voltando do mar, escapando do prenúncio de chuva, sem bater de asas planando... as vezes em rodopiados caracóis... se certificando das correntezas, constatando seu conhecimento do ar, em mergulhos... algumas a furtar peixes, nas demarcações da rede de pesca e outras a fisgar em ocasionais mergulhos no mar... Cada qual com sua característica, de instinto... ou inteligência... Embora as da rede pareçam espertas... As selvagens em decorrência natural dos instintos, maiores e mais belas..."
"Letal como navalha Em corte profundo Sangrando a inocência Extirpando em corte cirúrgico a infância Herança de pais e país Se nem pais tem País em pedaços de chão Com territórios demarcados por canalhas Políticos bradando salvações em saudações Da arrogância contrariada disfaçada De benevolência . Tem como destino a fatalidade das ruas Da verdade da miséria Das quais quem sobrevive formará uma nova raça Com alma de metal Coração destroçado Tendo marcas saltadas Navalha letal das esquinas, das ruas Da fatalidade da miséria O destino das ruas é a fatalidade. A vida não é sarcástica, mas sim o que fazem dela..."
"A dama da gafieira com pinta de rampeira, cheia de patchouli; saltos desgrenhados tortos e engraçados, vestido rosa choque não pink, bem abrasileirado em tecido acetinado, farto decote em seios também fartos e generosos, de causar comoção em imaginar-mos a máquina e a costureira... Uma maquiagem com resquícios infantis de cores desorientadas, ou quem sabe com algumas cervejas e luz fraca... Com seu par engravatado embuídos da responsabilidade do espetáculo... a valsar com tamanha honradez como se fosse a primeira ou a última vez... Caracteres da noite que emitem escamoteadas intenções artística de um povo... de um tempo... da Lapa..."
"Porque desprezo... se o tenho em meus pensamentos... Te quero... e não te tenho Te sinto... e não te toco Te encontro em sonhos... em nuvens e formas que eu mesma invento... Que se transformam em fumaça que se dissipam no vento... Não sei se tenho seu desprezo ou minha inexistência Só sei... que de concreto sua ausência Entras me persuadindo de forma surpreendente ainda mais pra mim que vivo andando no vento... Te quero... Te desejo... Sua existência preenchendo meus devaneios ingênuos... que mais parecem brincadeiras... que eu crio em formas e formatos de tato e nuvens... Se acontecer realmente, sou capaz de nem perceber devido a tantos sonhos..."
"Deixe uma árvore se expandir na sua plenitude para expressar toda sua dádiva de vida, e assim essa energia ser expandida e disseminada. Do contrário a energia fica retida não sendo liberada. Assim como nós... Se um árido deserto. Tem uma esterilidade que assusta e ao mesmo tempo uma beleza que extasia. Retendo encantamentos como num paraíso, a nos fazer pensar no fascínio da natureza e em como ela pode ser pródiga A natureza sempre se transforma... e nos transforma Basta olhar-mos para termos a certeza Da força da sua presença e em como ela atua O segredo esta no resgate da essência da natureza Pra aquilo que fomos criados e não ao que inventamos"
"Nada importa, nada O que importa, São conquistas... Realizações Como num leilão Quem da mais... Quem da mais... Quem paga mais... Quem tem mais... Seu Rolex... Sua guitarra... Seu leilão vira feira Seus solos viram marchas Dois pra lá... Dois pra cá Pois acaba virando tudo... A mesma coisa... Eu não sou... Me falta algo Que não sei bem o quê Mas sei que falta... As tardes ficam vazias Os domingos sem entardecer... Não da pra preencher Com amenidades Ou com um idiota qualquer Preciso do solo da sua guitarra A me preencher a alma Com uma linguagem Como se fosse a mim mesma Espantar uma solidão Que não se engana facilmente... Não da pra ficar sem uma canção de amor..."
"Um contemplar dissimulado à fogosa rosa rubi que incendeia corações e deixa rubro de paixão o tímido desconcertado violino, a tocar partituras a mística violeta ametista em floração de seus pequenos rizomas roxos que encanta o rouxinol... com um olhar enigmático ao brilhante diamante de um escultural envidraçado santuário para admirar em topázios... em turmalinas... a magnífica orquídia que contempla dissimuladamente a rosa... Em num canteiro a margarida apaixonada pelo gira-sol... que girando sempre em busca do sol mas a noite, cabisbaixo... ele olha a margarida que se sente como um sol... e se despetala em amor-perfeito bem-me-quer... mal-me-quer... bem-me-quer... até o sol despontar"
"Borboleta azul sobre meu jardim a levar recados entre as rosas ora fala com as amarelas... ora fala com as vermelhas... sempre com beijinhos de despedidas após recado dado... esvoaçante colorido dando vida e sentido a planar sobre o canteiro tão festiva como algazarra de criança Ah!... que dia lindo... colorido com tantas nuances de azul... E a chegar mais borboletas... listradas com amarelo e preto... deve ser time de futebol!!... Que festa no meu jardim... com tantos cumprimentos, beijos e apertos de mãos... E um silêncio tranqüilo... apenas o ruído das folhas a rolar pelo chão, passáros e o vento... E a borboleta azul voando silenciosamente... preenchendo tanto espaço e colorindo a vida..."
"Com o tempo se aprende que se chegou onde chegou E não importa mesmo onde se esteja Mas uma coisa se aprende Só seguir o âmago, e qualquer lugar não serve mesmo Onde vou não sei e nem quero saber... O mundo é imenso, a praia é extensa... E existe o azul do mar para se olhar... Não sei se controlo meus atos ou se minhas emoções os controlam... E também nem quero saber... apenas viver E apenas amar a natureza que Deus me oferece... A vida que se apresenta... indo... vindo... como mar O que posso esperar, se a vida me toma em fôlego Se o que se leva da vida é a vida que se leva... Cada qual como pode, quer ou sente... Busco razões como complemento aos meus pensamentos O resto vem por acréscimo..."
"Embaixo dos contorcidos galhos secos da árvore toda desnuda das folhas secas, levadas pelo outono... arrastadas pelos ventos... E em um galho mais alto, uma única folha seca reticente e presa... Na tentativa de se manter ainda pelo pouco de verde que ainda lhe resta na haste, prender-se... até a chegada da primavera... Mas, ainda temos um inverno... Numa manhã a folha sumiu... seguindo o vento... Cumprindo o eterno ciclo da vida... Que a todos, tanto nos apreende... com o inopinado... Apenas nos entregar e nos deixar ir... fazendo parte de todo um ciclo, que por mais que queiramos... chega uma hora que nos leva o tempo... Uma senhora de 97 anos, cabelos branquinhos... e com um sorriso de tempos..."