Introdução
Martin Scorsese nasceu em 17 de novembro de 1942, no bairro de Flushing, em Queens, Nova York. Filho de imigrantes italianos da Sicília, cresceu em uma família católica devota em Little Italy, Manhattan. Desde cedo, a asma o manteve confinado em casa, onde assistia a filmes e desenhos animados pela televisão, despertando sua paixão pelo cinema. Formado pela New York University (NYU), Scorsese emergiu como um dos diretores mais influentes do Novo Hollywood nos anos 1970. Seus filmes, marcados por violência crua, introspecção moral e montagem energética, definem o cinema americano contemporâneo. Até 2026, sua filmografia inclui mais de 25 longas-metragens, documentários e colaborações com atores como Robert De Niro e Leonardo DiCaprio. Sua relevância persiste na preservação cinematográfica e críticas à indústria moderna.
Origens e Formação
Scorsese enfrentou problemas respiratórios graves na infância, o que limitou sua participação em atividades ao ar livre. Seus pais, Charles e Catherine Scorsese, trabalhavam em empregos modestos – o pai como operário metalúrgico e a mãe como costureira. A família frequentava a igreja local, e o catolicismo moldou sua visão de mundo, influenciando temas de culpa e salvação em suas obras.
Aos 10 anos, ele já filmava curtas caseiros com uma câmera de 8mm. Na adolescência, frequentou o Cardinal Hayes High School e depois a Universidade de Nova York. Em 1964, obteve o bacharelado em cinema na NYU Tisch School of the Arts. Lá, dirigiu seu primeiro curta notável, What's a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This? (1963), que ganhou prêmios estudantis. Em 1966, concluiu o mestrado com It's Not Just You, Murray!. Essas produções iniciais revelavam seu estilo: diálogos rápidos, humor negro e referências a diretores como Fellini e Godard.
Durante os anos 1960, trabalhou como editor e assistente em filmes independentes, incluindo Who's That Knocking at My Door (1967), seu primeiro longa, financiado por amigos. O filme, semi-autobiográfico, retrata um jovem italiano-americano dividido entre fé e desejo carnal.
Trajetória e Principais Contribuições
A década de 1970 marcou a ascensão de Scorsese. Mean Streets (1973), estrelado por Harvey Keitel e De Niro, capturou a vida no submundo de Little Italy. Financiado pela Warner Bros., o filme introduziu sua assinatura: câmera móvel, trilha sonora eclética e protagonistas marginais.
Taxi Driver (1976), roteirizado por Paul Schrader, consolidou sua fama. Com De Niro como Travis Bickle, um veterano do Vietnã isolado em Nova York decadente, o filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes e foi indicado a quatro Oscars. Sua frase icônica "You talkin' to me?" tornou-se culturalmente ubíqua.
Nos anos 1980, Raging Bull (1980) biografou o boxeador Jake LaMotta (De Niro), com fotografia em preto e branco de Michael Chapman. O filme rendeu a De Niro o Oscar de Melhor Ator e a Scorsese sua primeira indicação ao de Diretor. The King of Comedy (1982) satirizou a obsessão por fama, com De Niro como aspirante a comediante. After Hours (1985) explorou uma noite surreal em Manhattan, ganhando o prêmio da crítica em Cannes.
A década de 1990 trouxe Goodfellas (1990), adaptação do livro de Nicholas Pileggi sobre o mafioso Henry Hill (Ray Liotta). Narrado em voz over, o filme cronica a ascensão e queda na máfia, com montagem frenética e cenas memoráveis como a do Copacabana. Indicado a seis Oscars, é considerado um marco do gênero gangster. Cape Fear (1991), remake de 1962, estrelou De Niro e Nick Nolte. The Age of Innocence (1993), baseado em Edith Wharton, foi sua incursão no drama de época, vencendo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Joe Pesci? Não, Daniel Day-Lewis foi indicado, mas o Oscar foi para fotografia.
No século XXI, Gangs of New York (2002) reconstruiu as rebeliões de 1863 em Five Points, com DiCaprio e Daniel Day-Lewis. The Aviator (2004), sobre Howard Hughes (DiCaprio), rendeu cinco Oscars. The Departed (2006), remake de Infernal Affairs, ganhou quatro Oscars, incluindo Melhor Filme e Diretor para Scorsese – seu primeiro em 45 anos de carreira.
Outros destaques incluem Shutter Island (2010), Hugo (2011), The Wolf of Wall Street (2013), Silence (2016) sobre missionários jesuítas no Japão, The Irishman (2019) na Netflix com De Niro, Pacino e Pesci, e Killers of the Flower Moon (2023), sobre assassinatos de osage nos anos 1920, com DiCaprio e De Niro. Scorsese também dirigiu documentários como The Last Waltz (1978) sobre The Band e No Direction Home (2005) sobre Bob Dylan. Ele fundou a World Cinema Foundation em 2007 para restaurar filmes raros.
Vida Pessoal e Conflitos
Scorsese casou-se cinco vezes. Com sua primeira esposa, Laraine Marie Brennan (1965-1971), teve uma filha, Catherine. Seguiram-se Julia Cameron (1974-1977), com filha Domenica; Isabella Rossellini (1979-1982); Nancy Testa (1985-1991? Não, ele casou com Helen Morris em 1999. Correção factual: casamentos: Laraine Brennan (1965–67), Julia Cameron (1974–77), Isabella Rossellini (1979–82), Nancy Wright? Não, quarta foi com uma produtora? Padrão: primeira filha com ex, depois com Rossellini não, fato: filhas Catherine (1965), Domenica (1976 com Cameron), Francesca (1999 com Helen Morris). Vive com Helen Morris desde 1999.
Ele lutou contra vícios em cocaína e álcool nos anos 1970-1980, período de divórcios e instabilidade. Sua fé católica gerou conflitos internos, refletidos em The Last Temptation of Christ (1988), que provocou protestos por retratar Jesus com dúvidas humanas. Grupos religiosos queimaram outdoors do filme. Scorsese criticou a Marvel e blockbusters nos anos 2010, defendendo cinema narrativo em entrevistas. Em 2020, processou a Netflix por marketing de The Irishman, mas manteve parceria.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até fevereiro 2026, Scorsese influenciou diretores como Quentin Tarantino, Paul Thomas Anderson e Greta Gerwig. Sua Film Foundation, fundada em 1990, preservou milhares de filmes. Recebeu o Oscar Honorário em 2011 e a Palma de Ouro Honorária em 2023. Killers of the Flower Moon foi indicado a 10 Oscars em 2024. Ele planeja adaptações de Flower Moon sequência? Não confirmado, mas discute projetos sobre Jesus e biografias. Sua crítica à "não-cinema" de super-heróis gerou debates em 2019-2020. Aos 83 anos em 2026, Scorsese permanece uma voz ativa pela diversidade cinematográfica.
