"DA BOA E DA MÁ FORTUNA É sem razão, e é sem merecimento, Que a gente a sorte maldiz: Quanto a mim, sempre odiei o sofrimento, Mas nunca soube ser feliz..."
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Mario Quintana
Mario de Miranda Quintana (1906 - 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Foi considerado o "poeta das coisas simples", um dos maiores poetas brasileiros do século XX.
428 pensamentos
Frases - Página 25
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"Conhecer a si mesmo e aos outros ...Ver o mal com mais clareza...ó triste e doloroso dom! E sofrer mais que todos, no final sem o consolo de ter sido bom..."
"O futuro é uma espécie de banco ao qual vamos remetendo, um a um, os cheques de nossas esperanças. Ora, não é possível que todos os cheques sejam sem fundo."
"O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria."
"DAS UTOPIAS Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas!"
"SIMULTANEIDADE - Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver! - Você é louco? - Não, sou poeta."
"DA MEDIOCRIDADE Nossa alma incapaz e pequenina Mais complacências que irrisão merece. Se ninguém é tão bom quanto imagina, Também não é tão mau como parece."
"E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas...Aí vai!"
"DA OBSERVAÇÃO Não te irrites, por mais que te fizerem Estuda, a frio, o coração alheio. Farás, assim, do mal que eles te querem, Teu mais amável e sutil recreio."
"DOS NOSSOS MALES A nós bastem nossos próprios ais, Que a ninguém sua cruz é pequenina. Por pior que seja a situação da China, Os nossos calos doem muito mais..."
"Da amizade entre mulheres Dizem-se amigas... Beijam-se... Mas qual! Haverá quem nisso creia? Salvo se uma das duas, por sinal, For muito velha, ou muito feia..."
"Às vezes tudo se ilumina de uma intensa irrealidade E é como se agora este pobre, este único, este efêmero instante do mundo Estivesse pintado numa tela, Sempre..."