"Nós humanos somos seres estranhos. Nunca estamos felizes com nada. Vivemos sempre buscando algo que não temos, e o que temos já não nos importa. Algo como: a felicidade está em um patamar acima do nosso e estamos sempre a buscá-la. Enfim, por mais que tenhamos bens, saúde, uma família, sempre falta algo. Que seja algo distante, que seja impossível, pois será isso que iremos desejar, ainda que o que precisamos, de fato, esteja ao alcance de nossas mãos. Carros, casas, bens, dinheiro, dinheiro. Seria essa a definição ideal de felicidade? Não sei, a resposta não é tão simples. Talvez a felicidade não se resuma nessas coisas, em bens materias, embora estas coisas ajudem muito. Talvez, as coisas mais valiosas que temos, por mais démodé que seja, são amores. Não amores carnais apenas, paixões, mas sim amores, amores pelo simples viver, do amanhecer de um dia, de uma vida envolta de prazeres simplórios, e que não são necessariamente relacionados a dinheiro. Tá, reconheço que isso é filosófico demais, mas é realidade. Afinal, a vida deve ser encarada como um simplicidade impressionante, porque a vida é mesmo complexa. Mas é difícil ver simplicidade na vida, porque, aliás, a felicidade é, além de tudo, complexa. Quando criança, eu queria ser adulto, mas por que cargas d’água hoje eu gostaria de ser criança? Por que sentimos falta daquilo que tivemos, e que sempre desejamos descartar?Afinal, o que te faz feliz? O que nos faz feliz? O que é ser feliz? Talvez seja a esperança de saber que o amanhã poderá ser melhor, e é por isso que batalhamos hoje. É, talvez ser feliz seja isso: viver o que temos pra viver da maneira que podemos."
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Marina Silva
Marina Silva (1958) é ambientalista e política brasileira. Foi reconhecida internacionalmente por sua atuação em defesa da Amazônia brasileira.
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"Se tiver uma coisa que eu sei que tenho e que não é tão saudável assim, é o comodismo. Quando a gente se acostuma com uma rotina e menospreza todo e qualquer tipo de mudança, por mais minúscula que ela seja. Talvez isso explique o fato de eu odiar receber visitas. Parar sua vida pra fazer sala, se privar de atitudes que você só faz com os íntimos, ser ponderada com palavras e palavrões, ter sua privacidade invadida e ainda ter que aturar alguns inconvenientes. Ah! Tudo isso me enlouquece e me deixa mais mal humorada que a TPM. Eu não consigo esconder que não me sinto a vontade com visitas, não sei fingir simpatia, não sei forçar uma satisfação que não estou sentindo e não faço questão de saber essas coisas, porque assim à visita vai achar que está agradando e vai querer repetir a dose. Não quero que a dose se repita. Prefiro que as pessoas se toquem, mesmo que depois falem de mim pelas costas. Não estou nem aí. Se eu fosse me preocupar com o que as pessoas falam de mim, não era tão feliz como eu sou. Não sei se o que eu faço é correto, se é que existe alguém pra dizer o que é e o que não é correto, mas continuo fazendo sem culpa e que se dane todo o resto. Na verdade isso não tem nada a ver com o que eu realmente queria dizer, não era dessa conseqüência do comodismo que eu precisava desabafar. Mas infelizmente, eu não quero mais falar sobre o que ia falar. Desisti. Não vale a pena e eu sei que ninguém vai ler mesmo. Vou guardar meus pensamentos pra mim, como sempre faço, afinal, uma mente criminosa nunca revela o que realmente está pensando! E pode crer que minha mente é um dos piores filmes de serial-killers que eu já tenha ouvido falar. HAHA, pena que eu nunca tenha tido coragem de colocar em prática. Um dia, quem sabe... Brincadeira! Não se preocupe você nunca fez parte dos meus filmes, a não ser que você seja quem eu não quero que você seja..."