"A gente constrói a vida para uma pessoa e, quando enfim podemos recebê-la em nossa vida, essa pessoa não vem, depois morre para nós e acabamos vivendo prisioneiros na morada que só a ela se destinava. (À Sombra Das Moças Em Flor)"
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Marcel Proust
Marcel Proust (1871-1922) foi um romancista, ensaísta e critico literário francês. Autor da obra-prima “Em Busca do Tempo Perdido”, publicada em sete volumes.
92 pensamentos
Frases - Página 8
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"O Amor nos leva não somente aos maiores sacrifícios pela criatura amada, mas, às vezes, ao sacrifício do nosso próprio desejo, aliás tanto menos satisfeito quanto mais se sente amada a criatura que cortejamos. (O Tempo Recuperado)"
"Na maioria das vezes, um homem excessivamente rico usa o mesmo jaquetão puído. Um senhor que é o que existe de mais chique é um indivíduo que no restaurante, só fala com os empregados e, de volta para casa, joga cartas com seus lacaios."
"En moi aussi bien des choses on été détruites que je croyais devoir durer toujours et des nouvelles se sont édifiées donnant naissance à de peines et à des joies nouvelles que je n´aurais pu prévoir alors, de même que les anciennes me sont devenues difficiles à comprendre"
"E a doença que era o amor de Swann se havia multiplicado tanto, estava tão estreitamente emaranhada a todos os seus hábitos, a todos os seus atos, a seu pensamento, sua saúde, seu sono, sua vida, até mesmo àquilo que desejava para depois de sua morte, formava com ele tão praticamente um todo, que não se poderia arrancá-la dele sem destruí-lo quase por inteiro: como se diz em cirurgia, seu amor não era mais operável.(Um amor de Swann)."
"De todas as criaturas que conhecemos nós possuímos um duplo. Porém, habitualmente situado no horizonte de nossa imaginação, de nossa memória, ele permanece relativamente exterior a nós, e o que fez ou pudera fazer não comporta para nós mais elementos dolorosos do que um objeto colocado a certa distância e que só nos causa as sensações indolores da vista. O que afeta essas criaturas nós o percebemos de modo contemplativo, podemos deplorá-lo em termos apropriados que dão aos outros a idéia do nosso bom coração, mas de fato não o sentimos.(A Prisioneira)."
"Como o perigo de desagradar provém principalmente da dificuldade em avaliar quais as coisas que se notam e quais as que não são notadas, pelo menos por prudência nunca deveria a gente falar de si mesmo, pois esse é um tema em que seguramente a nossa visão e a alheia não coincidem nunca. Ao mau costume de falar de si mesmo e dos próprios defeitos, cumpre acrescentar, como formando bloco com o mesmo, esse outro hábito de denunciar nos carácteres alheios defeitos análogos aos nossos. E constantemente estamos a falar nos referidos defeitos, como se fora uma espécie de rodeio para falar de nós mesmos, em que se juntam o prazer de confessar e o de absolvermo-nos."
"Diante dela, senti esse desejo de viver que renasce em nós cada vez que tomamos consciência, de novo, da beleza e da felicidade. Sempre esquecemos que elas são individuais e, substituindo-as em nosso espírito por um tipo convencional formado de uma espécie de média dos diversos rostos que nos agradam, entre os prazeres que conhecemos, temos apenas imagens abstratas, vaporosas e insossas, pois lhes falta precisamente esse caráter de novidade, diverso do que já conhecemos, esse caráter que é próprio da beleza e da felicidade. E lançamos sobre a vida um julgamento pessimista que consideramos justo, pois acreditamos ter levado em conta a beleza e a felicidade, quando as omitimos, substituindo-as por sínteses onde não há sequer um átomo delas.(À Sombra Das Moças Em Flor)."