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L.M. Montgomery

L.M. Montgomery

Biografia Completa

Introdução

Lucy Maud Montgomery, conhecida como L.M. Montgomery, nasceu em 30 de novembro de 1874, em New London, na Ilha do Príncipe Eduardo, Canadá, e faleceu em 24 de abril de 1942. Escritora prolífica, ela é reconhecida principalmente pela criação de Anne Shirley, a órfã de Anne of Green Gables (1908), um romance que se tornou clássico da literatura infantojuvenil.

Essa obra, ambientada na fictícia Avonlea – inspirada em sua terra natal –, vendeu milhões de cópias e estabeleceu Montgomery como ícone canadense. Ao longo da carreira, publicou 20 romances, 500 contos curtos e 300 poemas. Seu estilo captura a essência rural canadense, com ênfase em imaginação, amizade e amadurecimento. Até 2026, Anne permanece relevante, com adaptações como a série Anne with an E (Netflix, 2017–2019) e parques temáticos em PEI. Seu impacto transcende fronteiras, influenciando gerações de leitores.

Origens e Formação

Montgomery nasceu em uma família de colonos escoceses. Seus pais, Alexander e Clara Woolner Montgomery, eram professores. Aos dois anos, em 1876, sua mãe faleceu de tuberculose, e o pai a entregou aos avós maternos, Alexander e Lucy Macneill, em Cavendish, PEI. Essa separação marcou sua infância solitária.

Criada na isolada fazenda da família Macneill, próxima ao local que inspiraria "Green Gables", ela desenvolveu uma imaginação vívida lendo livros como os de Dickens e Scott. Frequentou a escola local em Cavendish e, aos 16 anos, matriculou-se no Prince of Wales College, em Charlottetown, formando-se em 1895 como professora normalista. Trabalhou como docente em escolas rurais de PEI e na Nova Escócia até 1898.

Em 1895, estudou telegrafia e trabalhou em uma agência telegráfica em Cavendish. Viajou para a Universidade de Dalhousie, em Halifax, em 1896, mas interrompeu os estudos por falta de recursos. Nessa fase, publicou seu primeiro poema, "On the Banks of the Leopold", no Halifax Echo, em 1890, aos 15 anos. Essas experiências moldaram sua visão do mundo rural e da vida insular.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira literária de Montgomery ganhou impulso após retornar a Cavendish em 1898, para cuidar da avó doente. Publicou contos em revistas como Youth's Companion e Ladies' Journal, acumulando mais de 100 aceitações até 1908. Escreveu Anne of Green Gables em 1905, durante o luto pela avó, mas o manuscrito foi rejeitado por cinco editoras americanas antes de ser aceito pela L.C. Page & Co., em Boston.

Lançado em 1908, o livro vendeu 19 mil cópias no primeiro ano e foi traduzido para dezenas de idiomas. Conta a história de Anne, órfã adotada por engano por irmãos idosos em Green Gables, destacando seu espírito irreverente e laços comunitários. Sequências seguiram: Anne of Avonlea (1909), Anne of the Island (1915), até Anne of Ingleside (1939), totalizando oito livros da série Anne.

Outras séries incluem Emily of New Moon (1923–1927), sobre uma aspirante a escritora, e The Blue Castle (1926), um romance maduro sobre redenção. Publicou Chronicles of Avonlea (1912) e Further Chronicles of Avonlea (1920), além de autobiografias como The Alpine Path: The Story of My Career (1917, reeditada em 1974). Até sua morte, produziu 39 livros, com foco em temas como família, natureza e empoderamento feminino sutil.

Durante a Primeira Guerra Mundial, apoiou o esforço bélico com poemas patrióticos. Na década de 1920, editou jornais locais em Ontario. Sua escrita reflete o modernismo inicial, misturando realismo regional com otimismo vitoriano.

Vida Pessoal e Conflitos

Em 1911, Montgomery casou-se com Ewan Macdonald, um pastor presbiteriano de Lowden, Ontário. Mudaram-se para Leaskdale, onde nasceram dois filhos: Chester (1912) e Hugh (1914, não Stuart como às vezes citado em erros iniciais). Ewan sofreu depressão crônica, o que gerou tensões financeiras e emocionais.

A família enfrentou tragédias: em 1914, um bebê prematuro faleceu dias após o nascimento de Hugh. Montgomery lidou com insônia e depressão, agravadas pela Primeira Guerra, que afetou PEI. Na década de 1930, o alcoolismo do filho Chester e a saúde declinante de Ewan intensificaram seu sofrimento.

Durante a Segunda Guerra Mundial, opôs-se publicamente ao conflito. Escreveu em diários (publicados postumamente como The Selected Journals of L.M. Montgomery, volumes I–V, 1985–2004) sobre suas lutas mentais. Em 1942, morreu de overdose de barbitúricos em Toronto; autópsia indicou suicídio, confirmado por cartas seladas reveladas em 2008, citando "medo da loucura". Seu marido sobreviveu até 1943. Não há registros de divórcio ou escândalos públicos em vida.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

O legado de Montgomery centra-se em Anne of Green Gables, patrimônio nacional canadense desde 2008. A fazenda Green Gables, em PEI, atrai 300 mil turistas anuais. Adaptações incluem filmes de 1934 e 1952, minisséries da CBC (1985–2008) com Megan Follows, e Anne with an E (2017–2019). Em 2026, celebra-se o centenário de Emily of New Moon com exposições no Canadá.

Sua obra influenciou autoras como Margaret Atwood e Alice Munro. PEI abriga o L.M. Montgomery Institute, com simpósios acadêmicos. Em 2019, o Canadá emitiu selos comemorativos. Críticas modernas destacam temas feministas e indígenas sutis, embora Avonlea seja majoritariamente branca. Até fevereiro 2026, vendas globais de Anne excedem 50 milhões de cópias. Seu diário revela uma mulher complexa, além da imagem idílica.

Pensamentos de L.M. Montgomery

Algumas das citações mais marcantes do autor.