Introdução
Juscelino Kubitschek de Oliveira, conhecido como JK, nasceu em 12 de setembro de 1902, em Diamantina, Minas Gerais. Médico de formação, ingressou na política e chegou à Presidência da República entre 1956 e 1961. Seu mandato marcou a aceleração do desenvolvimento econômico brasileiro por meio do Plano de Metas, que prometia "50 anos de progresso em 5". A principal realização foi a construção de Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960, transferindo a capital do Rio de Janeiro para o interior do país. Essa obra simbolizou modernização e otimismo, mas gerou debates sobre custos e endividamento. JK faleceu em 22 de agosto de 1976, em acidente automobilístico na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo. Sua gestão influenciou o imaginário nacional como era de expansão. (142 palavras)
Origens e Formação
Juscelino nasceu em família modesta. Seu pai, João Kubitschek, era comerciante de origem tcheca, e sua mãe, Lina de Oliveira, professora. Órfão de pai aos dois anos, cresceu com a mãe e avó. Estudou no Seminário de Diamantina e no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, formando-se em 1927. Durante a faculdade, aproximou-se de círculos políticos.
Exerceu medicina em Diamantina, mas logo se envolveu em atividades políticas locais. Casou-se em 1931 com Sarah Gomes de Lemos, com quem teve uma filha, Maria Ester. Em 1934, mudou-se para Belo Horizonte. Sua entrada na política ocorreu nos anos 1930, apoiando Getúlio Vargas no Estado Novo. Serviu como oficial médico na Segunda Guerra Mundial, em 1944, na Força Expedicionária Brasileira. Esses anos iniciais forjaram sua visão desenvolvimentista. (168 palavras)
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira política de JK ganhou impulso em Minas Gerais. Em 1938, elegeu-se deputado estadual constituinte. Nomeado prefeito de Belo Horizonte em 1940 pelo interventor, administrou até 1945. Planejava a Pampulha, com arquiteto Oscar Niemeyer e paisagista Burle Marx. A Igreja de São Francisco de Assis tornou-se ícone modernista.
Em 1945, elegeu-se deputado federal pela UDN, mas migrou para o PSD em 1946. Foi eleito governador de Minas Gerais em 1950, governando até 1955. Expandiu a indústria, construiu rodovias e criou a Companhia Brasileira de Mineração. Sua gestão atraiu investimentos estrangeiros.
Candidatou-se à Presidência em 1955 pelo PSD-PTB. Eleito em 3 de outubro com 3,8 milhões de votos (35,7%), assumiu em 31 de janeiro de 1956, após contragolpe que evitou impedimento. Implementou o Plano de Metas: Energia, Alimentação, Transporte, Indústria, Educação e Exportação.
- Energia: Construção de hidrelétricas como Três Marias e Furnas.
- Indústria: Atraiu montadoras como Volkswagen, Ford e Mercedes-Benz, iniciando a indústria automobilística.
- Transporte: Expandiu rodovias, como a Brasília-Belo Horizonte.
- Brasília: Principal meta. Contratou Lúcio Costa para o plano piloto e Niemeyer para edifícios. Obras iniciadas em 1957, com 60 mil trabalhadores. Custou bilhões, financiada por empréstimos externos. Inaugurada em 1960.
O PIB cresceu 8,1% ao ano em média. Inflação subiu, mas emprego aumentou. Relações exteriores priorizaram Operação Pan-Americana e abertura a capitais estrangeiros. Deixou o poder em 31 de janeiro de 1961, sucedida por Jânio Quadros. (312 palavras)
Vida Pessoal e Conflitos
JK manteve vida familiar discreta. Casado com Sarah desde 1931, ela o acompanhou em cargos públicos. Maria Ester, filha única, casou-se com o diplomata Ernani do Amaral Peixoto Filho. A família residiu no Catetinho, acampamento durante obras de Brasília, e depois no Palácio da Alvorada.
Enfrentou oposições. Em 1955, setores militares e udenistas tentaram impedir sua posse, temendo "JK e seu plano de soberania". Governou sob vigilância. Críticas focaram endividamento externo, que triplicou, e inflação de 30% em 1960. Acusações de corrupção circularam, mas sem provas judiciais. Udenistas o chamavam de "entreguista" por investimentos estrangeiros.
Após 1961, afastou-se da política ativa. Viveu no Rio, dedicando-se a negócios. Em 1964, apoiou inicialmente o golpe militar, mas distanciou-se. Candidatou-se ao Senado em 1962, eleito, mas cassado em 1964 pelo regime militar. Exilou-se brevemente em 1965. Retornou e criticou a ditadura em livro "Por que me cassaram?" (1976). Viveu em São Paulo nos anos 1970, mantendo influência simbólica. (198 palavras)
Legado e Relevância Atual (até 2026)
O legado de JK reside na modernização brasileira. Brasília simboliza ruptura com o passado colonial, integrando o Centro-Oeste. Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1987, atrai milhões de turistas. O desenvolvimentismo inspirou governos posteriores, como os de João Goulart e até o regime militar inicial.
Críticas persistem: endividamento gerou crises nos anos 1960; êxodo rural e desigualdades regionais agravaram-se. Estudos econômicos destacam crescimento puxado por importações. Até 2026, Brasília enfrenta desafios urbanos, mas obras como Ponte Juscelino Kubitschek (2003, São Paulo) homenageiam-no.
Museu JK em Brasília preserva acervo. Livros como biografias de Ronaldo Costa Couto e Cristiano Zanin analisam sua era. Em pesquisas de opinião, como Datafolha (2010s), aparece entre presidentes mais lembrados positivamente. Influenciou debates sobre infraestrutura em eleições recentes. Seu slogan "Brasil, ame ou deixe" ecoa em polarizações políticas. (227 palavras)
