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Ivan Lessa

Ivan Lessa

Biografia Completa

Introdução

Ivan Lessa nasceu em 9 de novembro de 1935, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Morreu em 8 de março de 2012, no Rio de Janeiro, vítima de pneumonia agravada por complicações cardíacas. Jornalista, cronista, humorista e escritor, ele se destacou no jornalismo brasileiro pela sátira afiada e observações cotidianas.

Sua carreira abrangeu décadas de transformações políticas e culturais no Brasil. Iniciou nos anos 1950 em jornais gaúchos e ganhou projeção nacional no Pasquim, durante a ditadura militar. Exilado em Londres de 1971 a 1983, trabalhou na BBC de Londres. De volta ao Brasil, manteve colunas em O Globo e outras publicações.

Lessa influenciou gerações com crônicas leves, mas críticas, misturando humor inglês e brasileiro. Seus textos capturavam o absurdo da vida urbana e política. Até 2026, suas coletâneas continuam reeditadas, refletindo relevância em debates sobre liberdade de imprensa. (178 palavras)

Origens e Formação

Ivan Lessa cresceu em Porto Alegre. Filho de família de classe média, frequentou escolas locais. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas abandonou o curso para seguir jornalismo.

Nos anos 1950, iniciou na imprensa gaúcha. Trabalhou no jornal Correio do Povo, onde aprendeu ofício de repórter e redator. Influências iniciais incluíam o humor de Millôr Fernandes e o estilo irônico de Nelson Rodrigues, figuras proeminentes da época.

Em 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro. Ali, colaborou com revistas e jornais. O Pasquim, fundado em 1969 por Millôr Fernandes e Ziraldo, marcou seu ingresso no cenário nacional. Lessa escreveu crônicas sob pseudônimos, aprimorando tom satírico. Não há registros de formação formal além da UFRGS interrompida. Sua base veio da prática jornalística diária. (162 palavras)

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Lessa divide-se em fases distintas.

  • Anos 1960-1970 no Brasil: No Pasquim, publicou crônicas como "London Calling", satirizando censura e ditadura. O jornal enfrentou prisões e apreensões, mas circulou amplamente. Lessa cobria cultura e política com ironia fina.

  • Exílio em Londres (1971-1983): Fugiu da repressão militar. Contratado pela BBC World Service, produziu programas em português para América Latina. Escrevia roteiros e comentários sobre Brasil sob ditadura. Publicou O Cão de Culottes (1973), coletânea de crônicas londrinas. Outros livros: O Anjo e Eu (1976) e Reportagens de Londres (1980).

  • Retorno e anos 1980-2000: Voltou em 1983, após anistia. Assumiu coluna "London Calling" no Jornal do Brasil, depois em O Globo. Escreveu para IstoÉ e Veja. Publicou Meio Século de Solidão (2005), memórias humorísticas.

Suas contribuições incluem mais de 20 livros de crônicas. Estilo mesclava observação britânica – adotada no exílio – com gíria carioca. Premiado com Jabuti em 2006 por Palavras de Um Jornalista. Participou de rádio e TV, como no programa Pub na Globo.

Cronologia chave:

Ano Marco
1969 Ingresso no Pasquim
1971 Exílio na BBC
1983 Retorno ao Brasil
2006 Prêmio Jabuti
2012 Morte

Lessa documentou transição da ditadura para democracia, criticando corrupção e burocracia sem militância explícita. (298 palavras)

Vida Pessoal e Conflitos

Lessa casou-se com a escritora Heloisa Seixas em 1973, no exílio. O casal teve dois filhos: o jornalista Bernardo Lessa e a roteirista Isabel Lessa. A família dividiu-se entre Londres e Rio durante anos. Heloisa colaborou em seus textos, e ambos publicaram juntos.

Conflitos marcaram sua trajetória. Durante a ditadura, sofreu vigilância do regime. O exílio durou 12 anos, isolando-o do Brasil. Ao voltar, enfrentou readaptação cultural. Críticas o acusavam de "anglicanismo excessivo", por referências britânicas constantes.

Lessa fumava muito e bebia socialmente, hábitos comuns em sua geração de jornalistas. Em 2011, sofreu infarto, precursor da pneumonia fatal em 2012. Amigos como Ziraldo e Millôr Fernandes o descreviam como reservado, mas afável. Não há relatos de grandes escândalos pessoais. Sua vida reflete tensões de exilados: saudade e humor como defesas. (168 palavras)

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Ivan Lessa deixou cerca de 25 livros, muitos reeditados pela Companhia das Letras. Coletâneas como Tudo ao Mesmo Tempo (2013, póstuma) mantêm circulação. Suas crônicas influenciam jornalistas contemporâneos, como Xico Sá e Zuenir Ventura, que citam seu modelo de sátira leve.

Em 2026, colunas digitalizadas em sites como Pensador.com preservam seu texto. Debates sobre fake news e censura evocam suas críticas à ditadura. A BBC reconhece contribuições em português. No Brasil, é estudado em cursos de jornalismo da UFRGS e PUC-Rio.

Seu legado reside na ponte entre humor e jornalismo sério. Sem ele, a crônica brasileira perderia ironia cosmopolita. Exposições em Porto Alegre (2015) e Rio (2020) celebram sua obra. Até fevereiro 2026, nenhuma biografia oficial surge, mas documentários como Ivan Lessa: London Calling (2017) circulam em plataformas. Influência persiste em podcasts satíricos. (241 palavras)

Pensamentos de Ivan Lessa

Algumas das citações mais marcantes do autor.