Introdução
Igor Fyodorovich Stravinsky nasceu em 17 de junho de 1882, em Oranienbaum (atual Lomonosov), perto de São Petersburgo, Rússia. Morreu em 6 de abril de 1971, em Nova York, aos 88 anos. Considerado um dos compositores mais influentes do século XX, Stravinsky transformou a música ocidental com obras que romperam convenções românticas.
Sua carreira abrangeu três fases principais: russa primitivista, neoclássica e serialista. Balés para os Balés Russos de Sergei Diaghilev, como A Sagração da Primavera (1913), provocaram tumultos por ritmos assimétricos e dissonâncias. Ele compôs mais de 100 obras, incluindo sinfonias, óperas e música sacra.
Stravinsky viveu como exilado após 1917, adotando cidadanias francesa (1934) e americana (1945). Sua música influenciou jazz, minimalismo e avant-garde. Registros biográficos confirmam sua colaboração com coreógrafos como George Balanchine e sua conversão ao catolicismo romano em 1926, após ser ortodoxo. Até 2026, sua obra permanece central em repertórios orquestrais globais. (178 palavras)
Origens e Formação
Stravinsky cresceu em uma família ligada às artes. Seu pai, Fyodor Stravinsky, era baixo do Teatro Imperial de São Petersburgo. A mãe, Anna, era pianista. Teve quatro irmãos. A infância ocorreu em ambientes musicais, com óperas e concertos frequentes.
Inicialmente, estudou direito na Universidade de São Petersburgo (1901–1905), mas abandonou pela música. Em 1902, conheceu Nikolai Rimsky-Korsakov, que se tornou mentor informal. Rimsky o aconselhou a evitar conservatórios e ofereceu lições privadas. Stravinsky compôs suas primeiras peças curtas, como Scherzo de Fantaisie (1908).
Em 1906, mudou-se para Paris brevemente. Casou-se com sua prima Catarina Gabrielovna Nossenko em 1906; tiveram quatro filhos: Teodora (1907), Ludmila (1908), Soulima (1910) e Milene (1913). A família enfrentou dificuldades financeiras iniciais. Rimsky-Korsakov morreu em 1908, mas Stravinsky continuou sob orientação de seu filho Andrei. Esses anos formaram sua base em orquestração russa exuberante. (162 palavras)
Trajetória e Principais Contribuições
A ascensão veio com os Balés Russos. Em 1909, Diaghilev ouviu O Fogo-Fátuo e encomendou O Pássaro de Fogo (1910), estreado em Paris com sucesso. Coreografado por Michel Fokine, o balé usou temas folclóricos russos e orquestração colorida.
Seguiram Petrushka (1911), com marionete trágica e polirritmia, e A Sagração da Primavera (1913), para Nijinsky. A estreia em 29 de maio de 1913 causou briga na plateia pelo primitivismo e sacrifício pagão. A partitura inovou com métricas irregulares e blocos melódicos.
Primeira Guerra Mundial e Revolução Russa o forçaram ao exílio. Viveu em Morges, Suíça (1914–1920). Compôs Renard (1916), Soldado (1923) e Pulcinella (1920), iniciando neoclassicismo: paródia de Pergolesi com harmonias modernas.
Nos anos 1920–1930, na França (Nice, Paris), escreveu O Progresso do Soldado Joe (1927), O Rei Édipo (1927), Apollon Musagète (1928) e Sinfonia dos Salmos (1930), com coro e ritmo ostinato. Perséphone (1934) colaborou com André Gide.
Em 1939, fugiu da guerra para EUA. Tornou-se cidadão americano em 1945. Compôs Sinfonia em Três Movimentos (1945), incorporando jazz; Dança dos Cipós para O Boi Encantado (1947). Ópera The Rake's Progress (1951), com libretto de Auden e Kallman, homenageou Mozart.
Fase serialista pós-1954: adotou técnica dodecafônica de Schoenberg. Obras como In Memoriam Dylan Thomas (1954), Canticum Sacrum (1956), Threni (1958) e Requiem Canticles (1966). Variações Aldous Huxley (1965) foram dedicadas ao amigo. Registrou suas obras com Robert Craft. Colaborou com Balanchine em balés como Orpheus (1948) e Agon (1957). Publicou autobiografia em 1936 e Poéticas (1942). (378 palavras)
Vida Pessoal e Conflitos
Stravinsky manteve casamento com Catarina até a morte dela em 1939, vítima de tuberculose. Teve affair com Vera de Bosset desde 1921; casaram em 1940. Não tiveram filhos juntos, mas Vera influenciou sua vida social.
Filhos enfrentaram problemas: Ludmila morreu de tuberculose em 1938; Soulima foi músico. Stravinsky sofreu pneumonia em 1929 e derrame em 1956, afetando fala e mobilidade; usou bengala.
Politicamente conservador, criticou bolcheviques e nazistas. Em 1940, visitou Kentucky para Kentucky Harmony, mas evitou Hollywood excessivamente. Amizades incluíram Picasso, Chanel, T.S. Eliot e Huxley. Convertido ao catolicismo em 1926, compôs música litúrgica como Messe (1948).
Conflitos incluíram acusações de plágio em neoclassicismo e debates com serialistas radicais. Em 1947, testemunhou contra ex-mulher de Diaghilev em processo. Viveu austeramente, fumante até o fim. (168 palavras)
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Stravinsky moldou música moderna. Sagração é icônica em coreografias de Pina Bausch e Maurice Béjart. Neoclassicismo influenciou Hindemith e Prokofiev. Serialismo tardio impactou Boulez e Ligeti.
Gravações com Craft e Bernstein popularizaram sua obra. Filmes como Fantasia 2000 usaram Sagração. Centenários em 1982 e 2013 geraram festivais.
Até 2026, orquestras como Filarmônica de Nova York e Concertgebouw programam-no regularmente. Livros como biografia de Stephen Walsh (2002, 2006) e Stravinsky: A Creative Spring consolidam análise. Arquivos em Paul Sacher Stiftung, Basileia, preservam esboços. Sua música permanece em trilhas sonoras e estudos acadêmicos, exemplificando inovação rítmica e orquestral. (161 palavras)
