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Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Biografia Completa

Introdução

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, conhecido em inglês como Scary Stories to Tell in the Dark, estreou nos cinemas em 8 de agosto de 2019. Dirigido pelo norueguês André Øvredal, o filme conta com produção executiva de Guillermo del Toro, renomado por obras como O Labirinto do Fauno. Essa produção adapta a popular série de livros infantis de terror folclórico escrita por Alvin Schwartz, publicada entre 1981 e 1991.

O enredo central gira em torno de um livro amaldiçoado pertencente a Sarah Bellows, uma jovem do século XIX cuja história trágica faz com que narrativas macabras se materializem na realidade. Ambientado em 1968, na cidade fictícia de Mill Valley, Pensilvânia, durante a eleição presidencial de Richard Nixon, o filme segue um grupo de adolescentes que descobre o artefato sobrenatural. Essa premissa combina elementos de terror psicológico com referências históricas ao Vietnã e à contracultura dos anos 1960.

Com duração de 111 minutos, o longa foi distribuído pela Lionsgate e CBS Films nos EUA e pela Paris Filmes no Brasil. Recebeu críticas mistas, com elogios às criaturas inspiradas nas ilustrações originais de Gahan Wilson e críticas à previsibilidade. Arrecadou cerca de 70 milhões de dólares mundialmente contra um orçamento de 25 milhões, conforme dados de bilheteria consolidados até 2020. Sua relevância reside na adaptação fiel de um ícone da literatura infantojuvenil de terror, popularizando contos folclóricos como "O Jangueiro" e "Haroldo".

Origens e Formação

A origem do filme remonta à série de livros de Alvin Schwartz, Scary Stories to Tell in the Dark (1981), More Scary Stories (1984) e Scary Stories 3: More Tales to Chill Your Bones (1991). Esses volumes compilam lendas urbanas, mitos folclóricos e histórias de fantasmas coletadas de tradições orais americanas, ilustrados por Stephen Gammell com imagens perturbadoras. Os livros venderam milhões, mas enfrentaram controvérsias por suposto conteúdo impróprio para crianças, liderando listas de banimento em bibliotecas escolares americanas nos anos 1990.

Guillermo del Toro adquiriu os direitos de adaptação em 2017, após expressar admiração pública pelos livros em entrevistas. Ele atuou como produtor e coescritor do tratamento inicial, enfatizando a fidelidade às ilustrações e ao tom antológico. André Øvredal, conhecido por Caçadores de Trolls (2010) e Autópsia (2016), foi escolhido como diretor por sua habilidade em misturar terror found-footage com criaturas práticas. O roteiro final foi escrito por Dan e Kevin Hageman, irmãos responsáveis por O Menino que Descobriu o Vento.

A pré-produção ocorreu em 2018, com filmagens principais em Winnipeg, Canadá, de julho a setembro daquele ano. Del Toro influenciou o design das criaturas, como a "Pálida Garota" e o "Monstro de Jangue", recriando fielmente as ilustrações de Gammell. O contexto histórico de 1968 foi incorporado para ancorar o terror no real, incluindo protestos contra a guerra do Vietnã e a tensão racial nos EUA.

Trajetória e Principais Contribuições

O filme marca a primeira adaptação cinematográfica da franquia de Schwartz, transformando contos curtos em uma narrativa coesa. Principais marcos incluem:

  • Elenco principal: Dean Scott Vazquez como Ramón, Zoe Colletti como Stella, Michael Garza como Chuck, Austin Zajur como Auggie e Gabrielle Haugh como Ruth. Gabrielle Sweeney interpreta Sarah Bellows, com trocas de figurino para diferenciar passado e presente.
  • Criaturas icônicas: O filme traz à vida entidades como o "Toeleg" (dedo humano gigante), "Red Spot" (aranha no rosto) e "Haroldo" (boneco de feno animado), usando efeitos práticos supervisionados por del Toro.
  • Lançamento e festivais: Estreou mundialmente no Festival de Fantasia de Toronto em 2019, seguido de lançamento comercial. No Brasil, chegou aos cinemas em 19 de setembro de 2019.

Contribuições notáveis envolvem a revitalização do folclore oral no cinema moderno. O filme introduz o conceito de um livro que "escreve a si mesmo", expandindo o formato antológico dos livros originais. Sua trilha sonora, composta por Marco Beltrami e Marcus Trumpp, mescla tons folk com dissonâncias, reforçando a atmosfera rural assombrada. Críticos como os do Rotten Tomatoes (77% de aprovação) destacaram a nostalgia pelos livros, enquanto outros, como Variety, notaram paralelos com It: A Coisa.

Em 2020, o sucesso moderado levou discussões sobre sequências, com del Toro confirmando planos para explorar mais histórias do livro em entrevistas à Collider.

Vida Pessoal e Conflitos

Como obra coletiva, o filme não possui "vida pessoal" individual, mas enfrentou conflitos de produção. Del Toro descreveu desafios em equilibrar terror para adolescentes com gore explícito, optando por jumpscares acessíveis. Øvredal mencionou em entrevistas à Bloody Disgusting a pressão de fãs dos livros para fidelidade visual.

Controvérsias incluem acusações de "censura suave" nas criaturas, menos grotescas que as ilustrações originais, para classificação PG-13 nos EUA (não recomendado para menores de 14 anos no Brasil). Os livros de Schwartz já eram polêmicos por violência gráfica, e o filme herdou debates sobre exposição infantil ao horror. Não há relatos de grandes disputas legais ou bastidores turbulentos; a produção transcorreu sem incidentes notórios.

O contexto de 1968 no filme reflete conflitos sociais reais, como o assassinato de Martin Luther King Jr. e protestos anti-guerra, usados como pano de fundo para o grupo de amigos diversos (incluindo hispânico e negro).

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até fevereiro de 2026, Histórias Assustadoras para Contar no Escuro mantém relevância no gênero terror YA, disponível em plataformas como Netflix e Prime Video. Influenciou produções como Fear Street da Netflix, ao popularizar adaptações de antologias folclóricas. Em 2021, uma graphic novel oficial expandiu o universo, escrita por Øvredal e ilustrada por Chloe Evelly.

O filme solidificou del Toro como curador de terrores literários, após A Forma da Água. Para Schwartz (falecido em 2017), representa póstuma validação de sua obra. Em 2025, relançamentos em 4K e podcasts analisando seus mitos mantêm o hype. Sua recepção duradoura (IMDb 6.2/10) atrai gerações que cresceram com os livros banidos, reforçando debates sobre censura em mídia infantojuvenil. Não há sequências confirmadas até 2026, mas rumores persistem.

Pensamentos de Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Algumas das citações mais marcantes do autor.