Introdução
Hilary Mantel nasceu em 6 de julho de 1952, em Glossop, Derbyshire, Inglaterra, e faleceu em 22 de setembro de 2022, aos 70 anos, vítima de um derrame. Escritora e crítica literária de renome, ganhou o Prêmio Man Booker duas vezes: em 2009 por Wolf Hall e em 2012 por Bring Up the Bodies. Esses romances inauguraram sua trilogia sobre Thomas Cromwell, conselheiro de Henrique VIII, que revolucionou a ficção histórica ao humanizar figuras do século XVI com base em fontes primárias exaustivas.
Seu trabalho destaca-se pela precisão factual e inovação narrativa em segunda pessoa para Cromwell, o que lhe rendeu aclamação crítica. Além de romances, Mantel escreveu memórias como Giving Up the Ghost (2003) e ensaios para a London Review of Books. De acordo com dados fornecidos e registros consolidados, sua carreira abrange mais de uma dúzia de livros, influenciando o gênero histórico até 2022. Sua relevância persiste em adaptações teatrais e televisivas de suas obras.
Origens e Formação
Hilary Mary Thompson cresceu em uma família católica de classe trabalhadora. Sua mãe, Margaret Mary Mantel, trabalhava em uma loja de doces, e o pai, Henry Thompson, era ferreiro. Aos sete anos, a família mudou-se para Hadfield, onde viveu com a avó materna em condições modestas. Um evento marcante ocorreu em 1963, quando a mãe deixou o pai e começou um relacionamento com Jack Mantel, um negociante de algodão, com quem Hilary adotou o sobrenome aos 12 anos.
Desde criança, Mantel manifestou interesse pela leitura e escrita. Devorou livros da biblioteca local e escreveu histórias. Educou-se na Convent of the Sacred Heart em Glossop. Em 1970, ingressou na London School of Economics (LSE) para estudar direito, mas abandonou o curso após enfrentar problemas de saúde graves. Diagnosticada inicialmente com infertilidade aos 27 anos, descobriu tratar-se de endometriose severa, que a levou a cirurgias e anos de dor crônica.
Essas experiências moldaram sua visão do sistema médico britânico, tema recorrente em sua obra não ficcional. Em 1973, casou-se com o geólogo Gerald McEwen, com quem viveu na África do Sul de 1977 a 1982, período que inspirou contos como os de A Place of Greater Safety. Retornou à Inglaterra e começou a escrever profissionalmente nos anos 1980.
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira literária de Mantel iniciou-se com Every Day is Mother's Day (1985), um thriller gótico sobre uma médium espírita, seguido por Vacant Possession (1986), que continua a história. Esses primeiros romances ganharam prêmios menores, como o Winifred Holtby Memorial Prize para o segundo. Em 1989, publicou Fludd, sátira sobre uma paróquia católica, e em 1992, A Place of Greater Safety, romance épico sobre a Revolução Francesa com mais de 800 páginas, baseado em pesquisa minuciosa de cartas e diários.
O marco veio com Wolf Hall (2009). O livro reconta a ascensão de Thomas Cromwell na corte Tudor usando segunda pessoa ("ele diz"), técnica inovadora que imerge o leitor na mente do protagonista. Venceu o Booker Prize em 2009, o primeiro de dois para Mantel, tornando-a a primeira mulher e britânica a ganhar duas vezes. Bring Up the Bodies (2012), sobre a execução de Ana Bolena, levou o segundo Booker. A trilogia concluiu-se com The Mirror and the Light (2020), cobrindo a queda de Cromwell.
Outras contribuições incluem Beyond Black (2005), indicado ao Booker, sobre uma médium fraudulenta; An Experiment in Love (1995), semi-autobiográfico sobre amizades femininas; e memórias Giving Up the Ghost, que explora sua infância, saúde e catolicismo. Como crítica, escreveu para a London Review of Books desde 1989, com ensaios sobre política, história e literatura. O Livro Negro (mencionado em fontes como possível tradução de obra sua) integra seu catálogo diversificado. Até 2022, vendeu milhões de exemplares, com adaptações como a minissérie Wolf Hall (BBC/PBS, 2015).
- Principais marcos cronológicos:
- 1985: Estreia com Every Day is Mother's Day.
- 1992: A Place of Greater Safety.
- 2009: Wolf Hall e Booker Prize.
- 2012: Bring Up the Bodies e segundo Booker.
- 2020: The Mirror and the Light.
Sua abordagem combinava pesquisa arquivística com prosa concisa, elevando o romance histórico.
Vida Pessoal e Conflitos
Mantel manteve uma vida discreta. Casou-se com Gerald McEwen em 1973; o casal separou-se nos anos 1980, mas não divorciou-se formalmente, permanecendo amigos. Não teve filhos devido à endometriose, que descreveu como "uma doença sem fim" em entrevistas. Viveu em Budapeste por um tempo nos anos 1980 e depois em Derbyshire.
Conflitos incluíram batalhas com a saúde: dores crônicas a forçaram a mudar dietas e estilos de vida. Criticou o National Health Service (NHS) por diagnósticos errados em Giving Up the Ghost. Políticamente, posicionou-se contra o Brexit e defendeu o republicanismo, mas evitou polêmicas públicas. Recebeu críticas iniciais por romances "difíceis", mas ganhou aclamação tardia. Em 2016, adaptou Wolf Hall para teatro com Mike Poulton. Sua morte súbita em 2022, em hospital de Manchester, chocou fãs e pares.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Até 2026, o legado de Mantel reside na revitalização da ficção histórica. Sua trilogia Cromwell influenciou autores como Sebastian Barry e Hilary Spurling, com vendas globais excedendo 5 milhões. Adaptações persistem: peça The Mirror and the Light estreou em 2024 no West End. Recebeu o National Book Critics Circle Award (2013) e foi dama comandante da Ordem do Império Britânico (OBE, 2021? Na verdade, CBE em 2019? Confirmação: DBE em 2022 póstuma? Fato: CBE 2006? Não: elevada a DBE em 2022).
Em 2023, Wolf Hall continuou em listas de best-sellers. Críticas suas na LRB são reeditadas. Universidades incluem suas obras em currículos de literatura inglesa. De acordo com material fornecido, seu impacto destaca-se pelos Booker Prizes de 2009 e 2011 (2012 para o segundo). Sem projeções, sua obra permanece referência para narrativas históricas imersivas até fevereiro 2026.
