Voltar para Herman Melville
Herman Melville

Herman Melville

Biografia Completa

Introdução

Herman Melville nasceu em 1º de agosto de 1819, em Nova York, e faleceu em 28 de setembro de 1891, na mesma cidade. Escritor, poeta, ensaísta e professor estadunidense, ele é amplamente reconhecido por Moby-Dick; or, The Whale (1851), sua obra-prima. De acordo com os dados fornecidos, o livro foi publicado inicialmente como "A baleia" em três volumes e, no mesmo ano, em um único volume sob o título "Moby Dick, ou A baleia". Seu grande reconhecimento literário veio apenas no século XX, pós-morte.

Melville baseou sua escrita em experiências reais como marinheiro, capturando a vastidão do oceano e dilemas humanos. Autores como Nathaniel Hawthorne influenciaram sua maturidade criativa. Apesar de sucesso inicial com romances de aventura, como Typee (1846), enfrentou rejeição crítica e financeira, levando-o a empregos públicos. Sua obra abrange romances, contos, poesia e ensaios, totalizando mais de dez livros principais. Até 2026, Melville permanece ícone do romantismo americano, estudado por explorar obsessão, destino e o sublime.

Origens e Formação

Melville veio de família de classe média. Seu pai, Allan Melvill, era importador escocês que faliu em 1830, morrendo dois anos depois. A mãe, Maria Gansevoort, gerenciou os oito filhos em Albany, Nova York. O sobrenome mudou para "Melville" em 1838 por decisão familiar.

Aos 12 anos, Herman deixou a escola após a falência paterna. Frequentou a Albany Academy de 1830 a 1835, estudando clássicos, retórica e matemática. Em 1835, trabalhou como balconista em uma loja em Nova York. Em 1838, lecionou em escolas rurais no estado de Nova York, atuando como professor, conforme mencionado no contexto.

Essas origens moldaram sua visão do mundo: pobreza precoce instilou realismo, enquanto leituras de Shakespeare, Milton e a Bíblia forneceram base literária. A instabilidade familiar ecoa em personagens isolados de suas obras. Sem formação universitária formal, Melville aprendeu na prática, especialmente no mar.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Melville começou aos 20 anos. Em 1839, embarcou como tripulante no brigue St. Lawrence para Liverpool, experiência que inspirou Redburn (1849). Em janeiro de 1841, alistou-se no baleeiro Acushnet rumo ao Pacífico. Desertou em julho nas Ilhas Marquesas, vivendo com canibais nativos por meses – base de Typee: A Peep at Polynesian Life (1846), seu primeiro sucesso.

Capturado e levado a Tahiti, trabalhou em plantações, depois no navio Lucy Ann. Voltou aos EUA em 1844 via United States, fragata que inspirou White-Jacket (1850). Typee e Omoo (1847), relatos semiautobiográficos, venderam bem, estabelecendo-o como autor de aventuras exóticas.

Em 1847, casou-se e publicou Mardi (1849), alegoria experimental mal recebida. Seguiram Redburn e White-Jacket, dedicados a Hawthorne. Moby-Dick (1851), conforme o contexto, saiu primeiro como "A baleia" em três volumes britânicos, depois em um volume americano. Narra a obsessão do capitão Ahab pela baleia branca, misturando romance, enciclopédia cetácea e filosofia. Críticos da época o viram como prolixo; vendagens foram fracas.

Após Pierre (1852), romance semi-autobiográfico, Melville comprou a fazenda Arrowhead em Pittsfield, Massachusetts, onde escreveu The Piazza Tales (1856), incluindo "Benito Cereno". Produziu o poema épico Clarel (1876) e Battle-Pieces (1866), sobre a Guerra Civil Americana. De 1866 a 1885, trabalhou como inspetor de alfândega em Nova York, permitindo escrita esporádica. Deixou Billy Budd, Sailor, publicado em 1924.

Suas contribuições incluem inovação narrativa: Moby-Dick funde gêneros, influenciando modernismo. Poesia como Timoleon (1891) revela estoicismo tardio.

Vida Pessoal e Conflitos

Melville casou em 1847 com Elizabeth "Lizzie" Shaw, filha de juiz de Massachusetts. Tiveram quatro filhos: Malcolm (1849-1867, suicídio), Stanwix (1851-1886), Elizabeth (1853-1906) e Frances (1855-1886). O casamento enfrentou tensões; Lizzie lidou com dívidas e excentricidades do marido. Melville dedicou Moby-Dick a Hawthorne, iniciando amizade intensa, mas efêmera.

Financeiramente, fracassos pós-Moby-Dick forçaram vendas de bens. Críticas o rotularam de louco ou obscuro, como em resenhas de Pierre. Saúde declinou: gota, problemas visuais e depressão. Malcolm morreu por ferimento de revólver acidental aos 18. Dois filhos faleceram jovens. Melville fumava charutos excessivamente, contribuindo para obesidade e morte por infarto.

Conflitos incluíram acusações de exagero em Typee, investigadas pelo governo. Ele defendeu autenticidade em prefácios. Isolamento cresceu; recusou ajuda financeira.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Em vida, Melville era obscuro; obituário do New York Times o chamou de "ex-romancista". Redescoberta começou em 1919 com Raymond Weaver biografia, impulsionada por edições de Moby-Dick. Década de 1920 viu elogios de D.H. Lawrence e críticos modernistas. Até 2026, Moby-Dick é cânone americano, adaptado em filmes (1930, 1956), óperas e graphic novels. Estudos analisam temas raciais em "Benito Cereno", ecologia e trauma em Billy Budd.

Influenciou Hemingway, Faulkner e pós-modernistas. Edições Norton crítica (1951 em diante) popularizaram-no. Bicentenário em 2019 gerou conferências globais. Em 2026, permanece relevante em discussões sobre mudança climática (baleias) e autoritarismo. Obras completas em Library of America preservam legado. De acordo com dados fornecidos, reconhecimento pleno veio no século XX, confirmando trajetória póstuma.

Pensamentos de Herman Melville

Algumas das citações mais marcantes do autor.