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Henry Wadsworth Longfellow

Henry Wadsworth Longfellow

Biografia Completa

Introdução

Henry Wadsworth Longfellow nasceu em 27 de fevereiro de 1807, em Portland, Maine, e faleceu em 24 de março de 1882, em Cambridge, Massachusetts. Poeta romântico norte-americano, ele se tornou uma das vozes mais lidas e amadas de seu tempo. Seus versos longos e ritmados capturaram o imaginário coletivo dos Estados Unidos em ascensão, misturando folclore indígena, história colonial e temas universais como amor e perda.

Longfellow publicou volumes como Voices of the Night (1839), Evangeline (1847) e The Song of Hiawatha (1855), que venderam milhões de cópias. Professor em Harvard de 1836 a 1854, ele introduziu línguas europeias modernas aos alunos. Sua popularidade rivalizava com a de Dickens na Inglaterra. Tradutor completo da Divina Comédia de Dante, ele uniu erudição a acessibilidade. Sua relevância perdura como símbolo da identidade americana inicial, com poemas recitados em escolas até hoje. (178 palavras)

Origens e Formação

Longfellow cresceu em uma família de classe média alta em Portland, então parte do distrito de Massachusetts. Seu pai, Stephen Longfellow, atuava como advogado e legislador estadual. A mãe, Zilpah Wadsworth, descendia de puritanos e fomentou o amor pela leitura. O jovem Henry devorava livros de história e poesia desde cedo.

Aos 14 anos, ingressou no Bowdoin College, em Brunswick, Maine, formando-se em 1825. Lá, travou amizade com Nathaniel Hawthorne e o futuro presidente Franklin Pierce. Excelente aluno de línguas, ele impressionou professores com domínio de latim, grego e francês. Após a graduação, o colégio o enviou à Europa por três anos (1826-1829). Visitou França, Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra, aprimorando fluência em oito idiomas.

Essa viagem moldou sua visão cosmopolita. De volta, assumiu a cátedra de línguas modernas em Bowdoin, aos 22 anos. Lecionou de 1829 a 1835, publicando seu primeiro livro, Elements of French Grammar, e traduções. Em 1835, casou-se com Mary Potter, que morreu no parto do segundo filho meses depois. Essa perda o levou a Harvard. (192 palavras)

Trajetória e Principais Contribuições

Em 1836, Longfellow iniciou como professor de línguas modernas em Harvard, cargo que manteve até 1854. Morou em Cambridge, onde construiu a mansão Craigie House, hoje museu. Sua prosa inicial, Hyperion (1839), romance semi-autobiográfico, revelou estilo romântico influenciado por Goethe e Uhland. No mesmo ano, lançou Voices of the Night, primeiro volume de poesia americana a vender bem.

Ballads and Other Poems (1841) trouxe "Excelsior", hino ao esforço humano, e "The Village Blacksmith", ícone do trabalhador honesto. Esses textos o consagraram. Evangeline (1847), épico em hexâmetro dactílico sobre acadianos exilados, inspirou-se em Longfellow, Parks. Vendeu 10 mil cópias em um mês.

O auge veio com The Song of Hiawatha (1855), narrativa indígena em metro finlandês (Kalevala), celebrando mitos ojibwe como Paul Bunyan mítico. Apesar de críticas por imprecisões culturais, popularizou folclore nativo. Tales of a Wayside Inn (1863) incluiu "Paul Revere's Ride", que galvanizou apoio à União na Guerra Civil.

Traduziu Inferno de Dante em 1865-1867, obra monumental. Escreveu mais de 30 volumes, incluindo Outre-Mer (1835), viagens. Integreu os "Fire-Side Poets" com Bryant, Whittier, Holmes e Lowell: versos morais, rimados, para lares. Sua poesia moldou identidade nacional pós-independência. (248 palavras)

Vida Pessoal e Conflitos

Longfellow casou-se pela segunda vez em 1843 com Frances Appleton, filha de um rico industrial de Boston. Eles tiveram seis filhos: Charles, Mary, Ernest, Edith, Allegra e Alexander. A família vivia confortavelmente em Craigie House, comprada com dote dela.

Tragédia marcou 1861: Frances morreu queimada por fósforos acesos perto de um vestido. Longfellow, com barba queimada, sofreu luto profundo. Seu filho Charles alistou-se na União em 1863, ferido em Gettysburg. O poeta deixou Harvard para cuidar da família.

Críticas surgiram na maturidade. Jovens modernistas como Poe o tacharam de "jingler" por rimas previsíveis. Whitman o ignorou por conservadorismo. Ainda assim, multidões o visitavam; rainha Vitória o recebeu em 1868. Ele viajou à Europa novamente em 1868-1869, encontrando Dickens e Tennyson. Saúde declinou com artrite e neuralgia; morreu de peritonite após queda. Enterrado em Mount Auburn Cemetery. (178 palavras)

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Longfellow foi o poeta mais vendido dos EUA até 1880, traduzido em dezenas de idiomas. Suas obras influenciaram música (Coleridge-Taylor, "Hiawatha"); cinema (Hiawatha, 1913); e cultura pop ("Paul Revere's Ride" em escolas). Estátua em Poets' Corner, Westminster Abbey (1884), honra-o como primeiro americano lá.

Em 2026, museu Longfellow House-Washington's Headquarters preserva sua casa. Poemas integram currículos americanos, celebrando diversidade histórica. Críticas pós-coloniais questionam apropriação indígena em Hiawatha, mas seu papel em popularizar narrativas nativas persiste. Edições críticas saíram em 2000s pela Harvard University Press. Sua acessibilidade contrasta com modernismo; recitais anuais em Portland ocorrem. Ele simboliza era vitoriana americana: otimismo, moralidade, globalismo literário. (153 palavras)

Pensamentos de Henry Wadsworth Longfellow

Algumas das citações mais marcantes do autor.