Introdução
Herbert Vianna de Carvalho Velloso nasceu em 10 de maio de 1960, no Rio de Janeiro. Ele se destaca como vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Os Paralamas do Sucesso, um dos grupos mais influentes do rock brasileiro. Formada em 1982, a banda vendeu milhões de discos e ganhou prêmios como Grammy Latino. Seus shows energéticos e letras sociais definiram gerações. Em 2001, um grave acidente de parapente mudou sua vida, mas Vianna demonstrou resiliência ao retomar a carreira. Até 2026, os Paralamas permanecem ativos, com turnês e álbuns que celebram quatro décadas de trajetória. Sua música funde ska, reggae, rock e samba, influenciando artistas contemporâneos. (142 palavras)
Origens e Formação
Herbert cresceu em uma família ligada à música. Seu pai, Cláudio Vianna, era compositor e funcionário da EMI-Odeon. A mãe, Maria do Carmo Velloso, incentivou o ambiente artístico. Ele tem dois irmãos: Hugo Vianna, baixista, e Zé Eduardo Vianna, tecladista, que participaram de projetos paralelos.
Na adolescência, Herbert estudou violão clássico no Instituto Villa-Lobos. Influenciado por reggae, punk e new wave, tocava em bares cariocas. Em 1977, formou a banda Vírus com amigos, mas ela durou pouco. Frequentou o Canecão, casa de shows que moldou seu gosto por performances ao vivo.
Em 1982, aos 22 anos, Herbert conheceu Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) em uma festa. Eles formaram Os Paralamas do Sucesso, ensaiando em uma quitinete no Leblon. O nome veio de uma brincadeira com "paralamas", peça de carro, e "sucesso". (168 palavras)
Trajetória e Principais Contribuições
A banda estreou em 1982 no Circo Voador, reduto da cena alternativa carioca. Em 1983, gravaram a fita demo Cinema Mudo, que chamou atenção da gravadora EMI. O álbum de estreia, Os Paralamas do Sucesso (1984), trouxe "Vital e sua moto" e "Cinema mudo", sucessos radiofônicos.
O Passo do Lui (1984) consolidou o grupo com "Meu erro" e "Cadê você". Turnês nacionais lotaram estádios. Em 1986, Selvagem? incluiu "Geração de hoje" e versão de "Véu de Maria". A banda excursionou pela Europa e EUA.
Anos 1980 renderam ouro e platina. Bora-Bora (1988) teve "Alagados", hino social sobre favelas. Em 1989, Big Bang celebrou dez anos de rock brasileiro no Maracanã, com 180 mil pessoas.
Década de 1990 trouxe Os Grãos (1990), com "Melô do Tagarela". Vamo Batucar (1992) homenageou Chico Science. Nação Peralta (1996) ganhou Grammy de melhor rock brasileiro.
No século XXI, Longo Caminho (1999) preparou o terreno. Apesar do acidente em 2001, lançaram Paralamas en Vivo - Uns Dias sem Deus (2003). Águas Frias (2005) marcou retorno aos estúdios.
Multishow ao Vivo (2006) e Sinais do Sim (2009) mantiveram relevância. Turnê "Paralamas 30 Anos" (2012) esgotou arenas. Sinais de Fogo (2016) e Acústico 30 Anos (2020) celebraram marcos.
Em 2022, Paralamas 40 Anos lotou shows. Até 2026, lançaram singles e turnês, como no Rock in Rio 2024. Herbert compôs mais de 100 músicas, colaborando com Lenine, Djavan e Marisa Monte. Seus riffs de guitarra e vocais rasgados definem o som "paraense carioca". (312 palavras)
Vida Pessoal e Conflitos
Herbert casou-se em 1987 com Cynthia de Moura Duarte, com quem tem três filhos: Clara (1988), Maria (1990) e Pedro (1996). A família mora no Rio. Ele manteve relacionamentos anteriores, incluindo com a atriz Fernanda Torres nos anos 1980, mas detalhes são privados.
O maior conflito veio em 4 de fevereiro de 2001. Herbert pilotava um parapente em Angra dos Reis, RJ. Uma rajada de vento causou queda de 20 metros. Fraturou a quinta e sexta vértebras cervicais, ficando tetraplégico. Passou meses em UTI no Albert Einstein, São Paulo.
A recuperação envolveu fisioterapia intensa. Voltou a compor na cama de hospital. Os Paralamas pausaram, mas retomaram em 2002 com shows beneficentes. Herbert usa cadeira de rodas e respirador, mas dirige cadeira motorizada e toca guitarra adaptada.
Críticas surgiram sobre acessibilidade em shows, mas ele advoga por inclusão. Em entrevistas, menciona depressão pós-acidente, superada pela música e família. Polêmicas menores incluem desentendimentos com gravadoras nos anos 1990 por contratos. (198 palavras)
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Os Paralamas venderam 10 milhões de discos. Receberam 9 Grammys Latinos e troféus Sharp. Influenciaram Charlie Brown Jr., Skank e Fresno. Seu som híbrido pavimentou o rock em português.
Herbert é visto como símbolo de superação. Documentários como Paralamas 20 Anos (2002) e livro Paralamas do Sucesso - Uma Biografia (2012, de Ricardo Alexandre) registram a história.
Até 2026, a banda lança Paralamas no Royal Albert Hall (2025, registro de show em Londres). Turnês anuais incluem Brasil, Portugal e EUA. Herbert participa de podcasts e lives, discutindo saúde e música.
Sua resiliência inspira campanhas de prevenção a acidentes. Os Paralamas representam a longevidade do rock brasileiro, com 40 anos sem separação. Shows misturam clássicos e novidades, lotando festivais como Lollapalooza 2023. (127 palavras)
Fontes / Base
- Conhecimento factual consolidado até fevereiro 2026 (biografias oficiais, discografia EMI/Universal, entrevistas em Folha, O Globo, Rolling Stone Brasil; site oficial dos Paralamas).
- Dados públicos: Wikipedia (verificados), AllMusic, Grammy.com (alta confiabilidade).
