Introdução
Zíbia Gasparetto, nascida Zíbia Mariano em 26 de março de 1926, na cidade de São Paulo, Brasil, destacou-se como uma das principais médiuns espíritas do país. Sua trajetória abrangeu quase sete décadas de atividade mediúnica, resultando na psicografia de mais de 30 livros que venderam milhões de exemplares. Esses romances, ditados por espíritos como Lucius, Ernesto e Vitória, abordam temas de reencarnação, karma e redenção moral, alinhados à doutrina espírita codificada por Allan Kardec.
De acordo com registros consolidados, Gasparetto iniciou sua produção literária em 1973, com "O Amor Venceu", e continuou até os anos 2010. Sua obra ganhou relevância no movimento espírita brasileiro, especialmente após a fundação da Editora Vida & Consciência em 1982, que publicou a maioria de seus títulos. Ela faleceu em 20 de outubro de 2023, aos 97 anos, deixando um catálogo acessível que influenciou gerações de leitores interessados em espiritualidade. Sua importância reside na popularização de narrativas espíritas em formato romanesco, facilitando o acesso a conceitos doutrinários para o público leigo. Não há informações sobre prêmios formais, mas sua produção é citada em estudos sobre espiritismo contemporâneo no Brasil até 2026.
Origens e Formação
Zíbia Mariano nasceu em uma família de classe média em São Paulo. Poucos detalhes sobre sua infância são amplamente documentados, mas fontes indicam que cresceu em ambiente católico tradicional. Aos 19 anos, por volta de 1945, manifestou os primeiros fenômenos mediúnicos, como visões e comunicações espirituais, conforme relatos consistentes em biografias espíritas.
Ela não frequentou universidade, mas dedicou-se ao estudo autodidata da doutrina espírita após contato inicial com o espiritismo. Casou-se com Francisco Carlos Gasparetto, um empresário, nos anos 1940. O casal teve quatro filhos, incluindo Luiz Antonio Gasparetto, que seguiu carreira como terapeuta holístico e palestrante espírita. A família Gasparetto integrou-se ao movimento espírita paulista, frequentando centros como o Centro Espírita Nosso Lar.
Gasparetto iniciou práticas mediúnicas em sessões familiares e em centros espíritas locais. Não há registros de formação formal em escrita ou jornalismo; sua habilidade literária emergiu diretamente da psicografia. Até os anos 1960, ela psicografava mensagens curtas e poesias, mas o romance só veio mais tarde. Esses anos iniciais moldaram sua abordagem prática e devocional ao espiritismo, sem ênfase em aspectos acadêmicos.
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira literária de Zíbia Gasparetto ganhou impulso em 1973, com a publicação de "O Amor Venceu", seu primeiro romance psicografado pelo espírito Lucius. O livro narra histórias de reencarnação e superação, vendendo milhares de cópias pela Editora Cultural do Espirito. Esse marco estabeleceu o padrão de sua obra: narrativas fluidas com lições morais espíritas.
Nos anos 1970 e 1980, lançou sucessivos títulos:
- "O Pão Nosso de Cada Dia" (1974, Lucius);
- "Palavras de Luz" (1975);
- "As Vidas de Sócrates" (1977, Ernesto);
- "Vitória" (1980, espírito homônimo).
Em 1982, fundou a Editora Vida & Consciência com o marido, centralizando a publicação de suas obras. Essa iniciativa permitiu controle editorial e distribuição ampla. Até 1990, publicou cerca de 15 livros, incluindo séries temáticas como as de Lucius (mais de 10 volumes) e Ernesto.
Na década de 1990, ampliou o catálogo com "Os Mensageiros" (1992) e "Legião" (1996), ambos de Lucius, que exploram hierarquias espirituais e resgates kármicos. Os anos 2000 viram lançamentos como "Renúncia" (2002) e "Triunfo" (2005). Sua produção totalizou 32 romances até 2018, com "Herança de Amor".
Gasparetto realizou palestras em centros espíritas e feiras literárias, mas evitou exposição midiática excessiva. Sua contribuição principal foi democratizar o espiritismo via ficção acessível, contrastando com textos doutrinários densos. Vendas superaram 10 milhões de exemplares até 2023, conforme dados editoriais públicos. Não há evidências de colaborações internacionais amplas, mas sua obra circula em comunidades espíritas lusófonas.
Vida Pessoal e Conflitos
Zíbia Gasparetto manteve vida familiar discreta. Casada com Francisco até o falecimento dele em 2006, aos 85 anos, o casal enfrentou desafios comuns, como a criação de filhos em meio à mediunidade. Luiz Gasparetto, o filho mais conhecido, iniciou carreira espiritual influenciado pela mãe, mas desenvolveu abordagem própria, incluindo terapia regressiva.
Não há registros públicos de grandes conflitos pessoais ou escândalos. Críticas pontuais no meio espírita questionavam a autenticidade da psicografia, comum em debates doutrinários, mas sem controvérsias judiciais ou midiáticas graves. Gasparetto lidou com saúde frágil nos últimos anos, reduzindo atividades após 2015. Ela residiu em São Paulo, mantendo rotina de estudo espírita e psicografia matinal.
A família enfrentou perdas, como a morte de Francisco, mas fontes indicam resiliência alinhada às mensagens de seus livros. Não há detalhes sobre divórcios, brigas familiares ou vícios; sua imagem pública permaneceu associada à serenidade mediúnica.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
O legado de Zíbia Gasparetto persiste no espiritismo brasileiro até 2026. Sua editora continua ativa, relançando títulos e promovendo eventos. Livros como os de Lucius integram bibliotecas espíritas e livrarias populares, com edições digitais desde 2010. Luiz Gasparetto mantém o espólio vivo via palestras e publicações derivadas.
Estudos acadêmicos sobre espiritismo citam sua obra como exemplo de psicografia romanesca, influenciando autores contemporâneos como Jeanine Portal. Em 2023, seu falecimento gerou tributos em portais espíritas, reforçando sua posição como "mãe da psicografia brasileira". Até fevereiro 2026, não há atualizações significativas, mas vendas anuais mantêm relevância. Seu impacto limita-se ao nicho espírita, sem penetração mainstream literária. A ausência de novas psicografias pós-2023 direciona o foco para reedições e análises doutrinárias.
