"E eu continuava assistindo à erosão da minha vida, sem que pudesse fazer nada. Muitos menos compreender Isabel. Até que um dia resolvi imitá-la."
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Fernando Sabino
Fernando Sabino (1923-2004) foi um escritor, contista, cronista, colunista, professor, jornalista e empresário brasileiro. Nascido em Minas Gerais, começou a escrever contos na adolescência. Suas principais obras são O encontro marcado (1956) e O grande mentecapto (1979), e seu conto de maior repercussão é O Homem Nu. Morreu em 2004, por conta de um câncer de fígado.
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Frases - Página 4
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"" só é verdadeiro aquilo que não se diz... só o silÊncio é verdadeiro... é preciso ouviro silêcio não como surdo, mas com um cego..." Fernando Sabino"
"- O suicídio tanto pode ser afirmação da morte como negação da vida. Tanto faz. - É mentira. E vou explicar: o suicida é aquele que perdeu tudo, menos a vida."
"Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Hoje não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino."
"Sou dono de uma verdade que não se traduz em palavras; Sou inteligente, sei disso, mas minha inteligência não é capaz de iluminações nem de distribuir justiça."
"Não sei se ela entendeu. Isabel já não me entendia, nem eu a ela: era um mistério para mim. Eu não sabia se ela havia mudado, ou se eu é que ia me tornando outro homem."
"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar."
"A gente sofre muito: o que é preciso é sofrer bem, com discernimento, com classe, som serenidade de quem já é iniciado no sofrimento. Não para tirar dele uma compensação, mas um reflexo."
"O meu ritmo é esse. O diabo é que acabo deixando também a mente solta, a vagar pelo espaço. E minha imaginação rola com as ondas na areia de Ipanema, e se perde na distância azul do mar."
"— Foi melhor assim. — Tinha de acabar. Pois então por que diabo não acabara mesmo naquela ocasião no banco da Praça? Para se sentir cada vez mais infeliz por uma coisa que não teria nunca?"
"O duro ofício de escritor Para mim, o ato de escrever é muito difícil e penoso, tenho sempre de corrigir e reescrever várias vezes. Basta dizer, como exemplo, que escrevi 1.100 páginas datilografadas para fazer um romance, no qual aproveitei pouco mais de 300."
"Viver devagar é que é bom, e entreviver-se, amando, desejando, sofrendo, avançando e recuando, tirando das coisas ao redor uma íntima compensação, recriando em si mesmo a reserva dos outros e vivendo em uníssono. Isso é que é viver, e viver afinal é questão de paciência."