Voltar para Fernando Collor de Mello
Fernando Collor de Mello

Fernando Collor de Mello

Biografia Completa

Introdução

Fernando Affonso Collor de Mello nasceu em 12 de agosto de 1949, em Maceió, capital de Alagoas. Político brasileiro de destaque, ele se tornou o primeiro presidente eleito diretamente após o fim da ditadura militar em 1985. Seu governo, de 15 de março de 1990 a 29 de dezembro de 1992, marcou a redemocratização do país, mas acabou em impeachment por corrupção.

Collor venceu as eleições presidenciais de 1989 no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, representando o Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Seu mandato iniciou com o Plano Collor, que confiscou poupanças para combater a hiperinflação. No entanto, denúncias de irregularidades financeiras, lideradas pelo irmão Pedro Collor, levaram à crise que culminou na perda do cargo. Absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 1994, ele retornou à política como senador por Alagoas. Esses eventos, documentados em registros oficiais e coberturas jornalísticas amplamente consensuais até 2026, definem sua relevância como símbolo de instabilidade na Nova República brasileira.

Origens e Formação

Collor nasceu em uma família influente de Alagoas. Filho do jornalista e político Arnon de Melo e de Lyla Affonso Collor de Mello, cresceu em ambiente de elite nordestina. Arnon fundou o jornal Diário de Alagoas e disputou o governo estadual.

A infância de Collor transcorreu em Maceió. Ele estudou no Colégio São Francisco, instituição jesuíta local. Posteriormente, formou-se em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1972. Não há registros detalhados de influências acadêmicas específicas nos dados consolidados, mas sua trajetória reflete o perfil de oligarquias regionais alagoanas.

Em 1970, aos 21 anos, assumiu a gestão do Banco do Estado de Alagoas (Baneal), controlado pela família. Essa posição inicial expôs-o ao mundo financeiro e político. Em 1972, elegeu-se vice-prefeito de Maceió pela Arena, partido da ditadura. Esses passos iniciais, confirmados em biografias oficiais e arquivos eleitorais, pavimentaram sua entrada na arena pública.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira política de Collor ganhou impulso nos anos 1980. Em 1982, candidatou-se a governador de Alagoas pelo PDS, mas perdeu. Em 1986, elegeu-se deputado federal constituinte pelo PFL, participando da elaboração da Constituição de 1988.

Em 1987, assumiu o governo de Alagoas interinamente e depois eleito, até 1989. Como governador, privatizou empresas estatais, como a usina termelétrica e o jornal Diário de Alagoas, gerando polêmica. Esses atos atraíram atenção nacional por seu estilo liberal e antiestablishment.

Nas eleições de 1989, Collor emergiu como outsider. Campanha televisiva ousada, com jingle "Caçador de Marajás", prometia combater privilégios públicos. Venceu com 53% dos votos no segundo turno. Como presidente, lançou o Plano Collor em março de 1990: congelou poupanças acima de 50 mil cruzeiros e demitiu funcionários públicos. A medida reduziu a inflação de 80% ao mês para 15%, mas causou recessão e desemprego.

Outras ações incluíram abertura econômica, privatizações iniciais e reforma administrativa. Criou o Ministério da Justiça e fortaleceu o Judiciário. No entanto, denúncias de corrupção envolveram o tesoureiro de campanha, Paulo César Farias (PC Farias), acusado de esquema de propinas. Em maio de 1992, Pedro Collor gravou fita áudio revelando empréstimos irregulares ao presidente. A Marcha dos Cem Mil no Rio de Janeiro pressionou o Congresso. O impeachment foi aprovado em 29 de setembro de 1992 na Câmara (441 a 38) e no Senado em dezembro, com vice Itamar Franco assumindo.

Após o impeachment, Collor ficou inelegível por oito anos. Em 1994, o STF o absolveu por falta de provas penais. Retornou em 2007 como senador por Alagoas (PTB). Reeleito em 2014 (PTC), integrou CPIs como a do Cachoeira em 2012. Até 2026, permaneceu senador, com votações em pautas econômicas e nordestinas, conforme registros do Senado Federal.

Vida Pessoal e Conflitos

Collor casou-se três vezes. Primeiro, com Rosane Malta em 1974; divorciados em 1990, tiveram filha. Em 1992, uniu-se a Sônia Brainer, com quem teve dois filhos. Terceiro casamento, com Tereza Collor, em 2009.

Conflitos familiares marcaram sua vida. O irmão Pedro denunciou-o publicamente em 1992, alegando desvio de US$ 4 milhões via PC Farias. Relações tensas com o pai Arnon, falecido em 1980, envolviam disputas por herança e influência política.

Críticas concentraram-se em corrupção e autoritarismo. Acusações de abuso de poder, como intervenção na TV Globo, geraram debates. A revista Veja publicou dossiês sobre seu patrimônio, incluindo sítios luxuosos. PC Farias foi assassinado em 1996 com a esposa, caso não resolvido judicialmente até 2026. Collor enfrentou processos no STF, como por obstrução de justiça, mas manteve foro privilegiado como senador.

Sua imagem pública oscilou: herói anticorrupção em 1989, vilão em 1992. Manifestações estudantis e carismáticas mobilizaram milhões contra ele, um marco na participação cívica brasileira.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

O legado de Collor divide opiniões. Seu Plano Collor estabilizou temporariamente a economia, pavimentando reformas liberais nos anos 1990. No entanto, o impeachment consolidou o mecanismo constitucional de 1988, usado novamente em 2016 contra Dilma Rousseff.

Como senador até 2026, Collor defendeu agendas regionais alagoanas e pautas econômicas. Votou pelo impeachment de Dilma em 2016 e apoiou privatizações. Em 2022, filiou-se ao PL, mas não disputou reeleição. Sua trajetória exemplifica ciclos da política brasileira: de ascensão meteórica a resiliência pós-crise.

Registros até fevereiro de 2026 indicam influência limitada, mas presença em debates sobre corrupção e Nordeste. O material histórico enfatiza-o como figura pivotal na consolidação democrática, apesar das controvérsias.

Pensamentos de Fernando Collor de Mello

Algumas das citações mais marcantes do autor.