Introdução
Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em 24 de setembro de 1896, em Saint Paul, Minnesota, e faleceu em 21 de dezembro de 1940, em Hollywood, Califórnia. Conhecido como F. Scott Fitzgerald, ele se tornou uma voz icônica da literatura americana do século XX, associado à Geração Perdida – termo cunhado por Gertrude Stein para descrever os escritores expatriados nos anos 1920, marcados pela Primeira Guerra Mundial.
Sua obra principal, O Grande Gatsby (1925), retrata a decadência moral da elite americana durante a Era do Jazz. Fitzgerald publicou quatro romances completos e mais de 150 contos, muitos em revistas como The Saturday Evening Post. Apesar do sucesso inicial, enfrentou declínio financeiro e pessoal. Até fevereiro de 2026, sua influência persiste em adaptações cinematográficas, como o filme de 2013 dirigido por Baz Luhrmann, e estudos acadêmicos sobre o modernismo americano. Ele importa por encapsular o otimismo e a ilusão do "sonho americano" em colapso.
Origens e Formação
Fitzgerald cresceu em uma família de classe média baixa. Seu pai, Edward Fitzgerald, trabalhava como vendedor de móveis e falhou em negócios, enquanto a mãe, Mollie McQuillan, vinha de uma família irlandesa com alguma herança. A família se mudou para Nova York brevemente, mas retornou a Minnesota.
Ele frequentou a St. Paul Academy e, em 1913, entrou na Universidade de Princeton. Lá, envolveu-se com literatura e teatro, escrevendo para o jornal The Princeton Triangle Club. Não se formou devido a problemas de saúde e serviço militar na Primeira Guerra Mundial. Serviu como segundo-tenente no Exército dos EUA em 1917, mas a guerra acabou antes de ele ver combate. Estacionado em Fort Leavenworth e Camp Sheridan, no Alabama, conheceu Zelda Sayre, filha de um juiz supremo do estado.
Essas experiências moldaram suas primeiras histórias. Em 1919, publicou seu primeiro conto profissional, "Head and Shoulders", na The Saturday Evening Post, que lhe rendeu US$ 30. Sua formação foi autodidata em grande parte, influenciada por autores como Joseph Conrad, H. G. Wells e os poetas românticos ingleses. Princeton permaneceu um tema recorrente em sua ficção, simbolizando ambição juvenil frustrada.
Trajetória e Principais Contribuições
A carreira de Fitzgerald decolou em 1920 com This Side of Paradise, seu primeiro romance, que vendeu 49 mil cópias em semanas. Ambientado em Princeton, explora a perda de ideais da juventude pós-guerra. Seguiu-se The Beautiful and Damned (1922), sobre um casal em declínio social, inspirado em sua própria vida.
O ápice veio com O Grande Gatsby (1925), história de Jay Gatsby, um milionário obcecado pelo passado e pelo amor perdido. Vendido modestamente na época (20 mil cópias), tornou-se clássico. Fitzgerald capturou a ostentação dos anos 1920, com festas extravagantes e crítica ao materialismo. Em 1926, publicou All the Sad Young Men, coletânea de contos.
Nos anos 1930, publicou Tender is the Night (1934), sobre um psiquiatra e sua paciente-esposa, refletindo sua relação com Zelda. Enfrentou rejeições; o romance foi serializado na Scribner's Magazine. Trabalhou em The Last Tycoon (1941, póstumo), sobre Hollywood. Escreveu contos como "The Crack-Up" (1936), ensaios autobiográficos sobre colapso nervoso.
Contribuições incluem estilo lírico, narrativas em primeira pessoa e sátira social. Viveu em Paris (1924-1926), frequentando o círculo de Ernest Hemingway e Gertrude Stein na Rue de Fleurus. Sua prosa influenciou o modernismo americano, com frases memoráveis como "So we beat on, boats against the current". Até 1940, ganhou cerca de US$ 300 mil com escritos, mas gastou mais.
- Principais obras:
- This Side of Paradise (1920)
- The Great Gatsby (1925)
- Tender is the Night (1934)
- The Last Tycoon (1941, incompleto)
Vida Pessoal e Conflitos
Fitzgerald casou-se com Zelda Sayre em 3 de abril de 1920, em Nova York. Eles tiveram uma filha, Frances Scott "Scottie" Fitzgerald, em 1921. O casal viveu luxuosamente na França e nos EUA, mas brigas por ciúmes e infidelidades marcaram a relação. Zelda escreveu um romance semi-autobiográfico, Save Me the Waltz (1932), que irritou Scott por usar material comum.
Ela sofreu colapsos mentais; diagnosticada com esquizofrenia em 1930, passou temporadas em clínicas como a Phipps Clinic e Prangins, na Suíça. Fitzgerald lutou com alcoolismo crônico, o que agravou problemas financeiros. Nos anos 1930, mudaram-se para Baltimore e Asheville, acumulando dívidas. Em 1937, ele foi para Hollywood como roteirista para a MGM, ganhando US$ 1.250 semanais, mas foi demitido em 1938. Zelda sobreviveu a dois incêndios em sanatórios; morreu em 1948 em um fogo em Highland Hospital.
Fitzgerald enfrentou críticas por "vender-se" a contos comerciais. Amizades com Hemingway azedaram; Hemingway o retratou negativamente em Across the River and into the Trees. Ele morreu de ataque cardíaco aos 44 anos, sozinho, enquanto escrevia The Last Tycoon. Enterrado inicialmente em Rockville, Maryland; reenterrado em 1970 no Scott Fitzgerald Memorial Park.
Legado e Relevância Atual (até 2026)
Fitzgerald morreu em relativa obscuridade, com O Grande Gatsby fora de catálogo até 1945. Pós-Segunda Guerra, ganhou status canônico. Em 1951, Matthew Bruccoli editou suas obras completas. Adaptações incluem filmes de 1949, 1974 (com Robert Redford) e 2013 (com Leonardo DiCaprio).
Instituições como a F. Scott Fitzgerald Society promovem estudos. Sua casa em Saint Paul é museu desde 2010. Até 2026, Gatsby é leitura obrigatória em escolas americanas, analisado por temas de desigualdade e identidade. Influenciou autores como J. D. Salinger e Hunter S. Thompson. Críticas feministas reexaminam Zelda como musa explorada. Sua relevância reside na crítica perene ao consumismo e à fragilidade do sucesso. Não há informação sobre eventos pós-1940 além de publicações póstumas e culturais.
