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Extraordinário

Extraordinário

Biografia Completa

Introdução

"Extraordinário" surgiu como adaptação cinematográfica do romance Wonder, publicado em 2012 pela autora americana R.J. Palacio. O filme, lançado em 2017 sob direção de Stephen Chbosky, ganhou o título brasileiro "Extraordinário" e se destaca por sua narrativa emocional sobre inclusão social. Centrado em August "Auggie" Pullman, uma criança com deformação craniofacial grave, a obra retrata sua transição do homeschooling para a escola regular na quinta série.

Com Jacob Tremblay no papel principal, ao lado de Julia Roberts como mãe e Owen Wilson como pai, o filme enfatiza a frase icônica "Escolha ser gentil", extraída do livro. Lançado nos EUA em 17 de novembro de 2017 pela Lionsgate, alcançou bilheteria global de US$ 306 milhões contra um orçamento de US$ 20 milhões. Recebeu críticas positivas por sua mensagem humanitária, com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, e indicações a prêmios como Critics' Choice para elenco jovem. Sua relevância reside na promoção de empatia em tempos de polarização social, impactando audiências familiares até 2026.

Origens e Formação

O ponto de partida foi o livro Wonder, escrito por Raquel Jaramillo Palacio, conhecida como R.J. Palacio, em 2012. A autora concebeu a história inspirada por um incidente real: em 1999, viu uma criança com deformação facial em uma sorveteria e percebeu a reação de seu filho. Isso motivou uma narrativa em múltiplas perspectivas para fomentar compaixão. O livro, publicado pela Knopf Books for Young Readers, vendeu mais de 15 milhões de cópias até 2023 e ganhou edições em graphic novel (2020) e sequências como We're All Wonders (2017).

Os direitos cinematográficos foram adquiridos pela Mandeville Films e Participant Media em 2013. Stephen Chbosky, diretor de As Vantagens de Ser Invisível (2012), assumiu a direção em 2016, coescrevendo o roteiro com Steven Conrad e Jack Thorne. A pré-produção priorizou fidelidade ao livro, com filmagens em Vancouver, Canadá, de março a junho de 2017. Escolha de elenco focou em atores versáteis: Tremblay, de 10 anos, já conhecido por Room (2015), passou por próteses faciais realistas criadas pela prosthetist Adrian Morot para retratar a síndrome de Treacher Collins de Auggie. Julia Roberts e Owen Wilson trouxeram apelo comercial, enquanto Mandy Patinkin interpretou o avô.

Trajetória e Principais Contribuições

A trama se estrutura em capítulos narrados por diferentes personagens, espelhando o livro. Auggie, após anos educado em casa pelos pais Isabel (Roberts) e Nate (Wilson) e irmã Via (Izabela Vidovic), entra na escola Beecher Prep. Enfrenta bullying de Julian (Bryce Gheisar), mas ganha aliados como Jack Will (Noah Jupe) e Summer (Millie Davis).

  • Estrutura narrativa: O filme divide-se em atos – "Auggie", "Via", "Jack Will", "Julian" e "Avô" –, culminando no acampamento de ciências onde Auggie conquista aceitação.
  • Mensagem central: Promove "kindness" como antídoto ao preconceito, com cenas impactantes como o "tour da escola" e o prêmio Henry Ward Beecher por caráter.
  • Aspectos técnicos: Cinematografia de Don Burgess usa tons quentes para família e frios para escola. Trilha sonora de Marcelo Zarvos inclui "Reveal" de Cory Haim, com covers de músicas como "Another Day in Paradise".

Lançado em circuito amplo, estreou em primeiro lugar nas bilheterias dos EUA no fim de semana de Ação de Graças de 2017, faturando US$ 27 milhões. Internacionalmente, superou US$ 100 milhões na China e Europa. Contribuições incluem promoção de inclusão: Palacio doou parte dos lucros para a Pajama Program, e o filme inspirou campanhas escolares anti-bullying.

Vida Pessoal e Conflitos

Como obra ficcional, "Extraordinário" não retrata biografias reais, mas explora conflitos internos dos personagens. Auggie lida com isolamento e cirurgias múltiplas (27 mencionadas). Via sacrifica sonhos pela família, namorando Justin (Nadji Jeter), violinista. Jack enfrenta dilema entre amizade e pressão social. Julian representa bullying clássico, mas seu arco revela inseguranças familiares.

Na produção, desafios incluíram próteses para Tremblay, que usou maquiagem diária de 3 horas. Críticas apontaram didatismo excessivo – alguns viram o filme como "lição de moral" previsível –, mas elogios superaram, com Tremblay nomeado para MTV Movie Awards. Chbosky evitou sensacionalismo, consultando famílias reais com Treacher Collins. Conflitos externos: debates sobre representatividade, pois atores sem a condição interpretam papéis sensíveis, mas o filme priorizou narrativa emocional sobre precisão médica absoluta.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até 2026, "Extraordinário" influenciou cultura pop e educação. O livro ganhou traduções em 50 idiomas, e o filme impulsionou leituras escolares nos EUA e Brasil. Campanhas como #ChooseKind geraram milhões de posts nas redes. Em 2020, a graphic novel expandiu o universo, e Palacio anunciou Pony (2021), mas sem sequência direta de Wonder.

No Brasil, o título "Extraordinário" facilitou recepção, com dublagem popular e exibições em TVs abertas. Em 2023, streaming na Netflix reacendeu discussões sobre empatia pós-pandemia. Indicado a 7 prêmios People's Choice, reforçou carreiras: Tremblay em The Predator (2018), Roberts em produções adultas. Sua relevância persiste em contextos de saúde mental juvenil, com estudos citando-o em pesquisas sobre bullying (ex.: Journal of School Psychology, 2019). Permanece uma referência para narrativas inclusivas sem vitimismo.

Pensamentos de Extraordinário

Algumas das citações mais marcantes do autor.